Por Bianca Reis – psicóloga
Todo ser humano precisa de estímulo para se desenvolver, e desde o momento em que um bebezinho nasce ele começa a receber incentivos por meio de tudo o que acontece no mundo à sua volta. Crianças prematuras ou com síndromes e atrasos neuromotores, no entanto, precisam de um trabalho mais direcionado para se desenvolver e alcançar determinados marcos. É aí que entra a estimulação precoce.
De acordo com a psicóloga Bianca Reis, estimulação precoce é um programa de acompanhamento e intervenção de crianças de 0 a 3 anos de idade. Nessa fase, nós temos uma poda neural bastante importante e é nesse período que sinapses são criadas ali e estão sendo desenvolvidas e nos acompanharão pela vida inteira.
Os primeiros anos de vida de uma criança são fundamentais para seu desenvolvimento neurológico — isso porque, nesse período, em especial nos primeiros mil dias, as células cerebrais estão a todo vapor e são capazes de realizar centenas de novas conexões a cada segundo. As sinapses cerebrais criadas nesse período formam estruturas que influenciarão no funcionamento do cérebro e na capacidade de aprendizado do indivíduo por toda a vida — e elas são geradas a partir de estímulos.
Segundo diretrizes da UNICEF, os pilares de um desenvolvimento cerebral saudável na primeira infância são saúde, nutrição, cuidados responsivos, segurança e proteção e aprendizagem. De acordo com pesquisas na neurociência, em ambientes acolhedores e estimulantes que oferecem todos esses aspectos, o cérebro se desenvolve na velocidade ideal.
“Além de ser um programa de intervenção e de acompanhamento à estimulação precoce vai existir para trabalharmos questões sensório-motoras, sociais, linguísticas, comunicativas, emocionais, psicológicas no geral. Ela existe não apenas para crianças que estão com algum risco psíquico e/ou atraso ou déficit no neurodesenvolvimento e também no desenvolvimento psicomotor, mas para toda e qualquer criança”, acrescenta Bianca Reis.
Ainda segundo Dra Bianca Reis, às vezes as pessoas têm uma ideia equivocada de que estimular é colocar coisas excessivas para a criança e encher de informações de conteúdos e não necessariamente. Qualquer dúvida a respeito de uma possível extensão da estimulação precoce feita por profissionais especializados, precisa ser tirada com estes profissionais que têm embasamento, estudaram muito e utilizam técnicas e habilidades a partir de conteúdos cientificamente comprovados.
“Quando falamos de estimulação precoce também compreendemos a importância da detecção de alterações no curso do desenvolvimento, assim como riscos psíquicos, ou seja, além de representar um tratamento e cuidado também atua na linha da prevenção. Quando avançamos nessas pesquisas e discussões conseguimos dar oportunidade para a promoção da saúde mental atual e futura das pessoas”, conclui a psicóloga Bianca Reis.
Sobre Bianca Reis
Psicóloga 03/11.152 do CRE-TEA, Psicoterapeuta, Palestrante e Facilitadora de Grupos. Bianca é Mestra em Família, Especialista em Psicoterapia Junguiana e Pós graduanda em Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem e Estimulação Precoce. Atua há mais de 8 anos na área clínica, tratando de pacientes com demandas voltadas aos relacionamentos familiares e românticos, sexualidade, gênero, infância, ansiedade, depressão e outras importantes questões psicológicas e humanas.
Oliveira Comunicação

Foto: Divulgação






















Imagem Ilustrativa de Fernando Zhiminaicela por Pixabay






Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke por Pixabay




























Imagem de Sabine van Erp do Pixabay





Imagem da Companhia de Produção de Animação 3D da Pixabay




Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Na foto, um homem falando de frente para outro homem | Imagem de Gerd Altmann por Pixabay























