Por Ginivaldo Victor – médico nefrologista.
A doença renal crônica é silenciosa e não costuma apresentar sintomas iniciais, exigindo uma avaliação periódica da saúde através de exames simples, como de sangue, urina e creatinina. Esse alerta é fundamental, uma vez que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a doença renal crônica (DCR) atinge 1 em cada 10 pessoas no mundo. Detectar precocemente o problema salva vidas, por isso o Dia Mundial do Rim, celebrado anualmente na segunda quinta-feira de março, assim como campanhas que buscam conscientizar a população, são peças-chave nessa corrente de cuidado.
No universo da doença renal, existem diversas condições de saúde, a exemplo do cálculo renal e nefrites. A doença é silenciosa e quando iniciam os sintomas, costumam ser inchaço, redução da quantidade de urina ou ela se apresenta na cor escura, avermelhada (com aspecto de sangue ou com sangue) e espuma. ‘Além disso, dor nas costas, normalmente em um dos lados. Pode haver fraqueza, falta de ânimo, perda de sais minerais, entre outros sinais, por isso o exame e avaliação médica são imprescindíveis’, explica Ginivaldo Victor, médico nefrologista, docente do IDOMED e presidente da Regional Piauí da Sociedade Brasileira de Nefrologia.
Dessa forma, o diagnóstico da doença renal faz diferença porque a maioria das condições apresenta um tratamento no qual é possível reverter ou controlar a doença. Se descoberta tardiamente, o tratamento pode não ser eficaz. Isso significa entender que não haverá mais condições de ‘reverter a doença e a atuação será apenas para contornar as complicações. Quando a doença renal avança, dizemos que há uma falência renal. Nesses casos, é necessário que o paciente faça hemodiálise e/ou o transplante renal’, ressalta o nefrologista. (mais…)