Na reta final de preparação para o ENEM, aumentar as horas de estudo nem sempre significa melhorar o aprendizado. O excesso de preparação pode comprometer o sono, a concentração e a memória, afetando o rendimento dos estudantes.
Um estudo publicado na revista científica Current Biology identificou aumento na concentração de glutamato, um neurotransmissor, no córtex pré-frontal lateral após períodos de trabalho cognitivo intenso. A região está relacionada ao controle de funções cognitivas, e os resultados ajudam a compreender mecanismos associados à fadiga mental após atividades prolongadas.
“Um dos primeiros sinais de que a rotina deixou de ser produtiva é quando o aluno estuda mais, mas aprende menos. Ele relê o mesmo conteúdo várias vezes, esquece o que acabou de estudar, perde a concentração e começa a demonstrar irritação ou desmotivação. Nesse momento, é preciso rever a rotina, e não simplesmente aumentar as horas de estudo”, afirma Rafael Galvão, diretor pedagógico do Ensino Médio da Rede Alfacem Global Academy.








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