ECA Digital: o que muda com a Lei 15.211/2025 para proteção de crianças e adolescentes na internet

Advogada especialista em Direito Civil e Direito do Trabalho, Patrícia Bispo – Foto: Caio Teles

Em vigor desde março de 2026, o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) estabelece diretrizes mais rígidas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual. A legislação obriga plataformas digitais, redes sociais e jogos online a adotarem mecanismos como verificação de idade, moderação de conteúdo e restrição de publicidade direcionada a menores de 18 anos, reforçando a segurança no uso da internet. (mais…)

Câncer colorretal: exame de sangue oculto é aliado no diagnóstico precoce

Imagem de valelopardo por Pixabay

O câncer colorretal já ocupa o posto de terceiro tumor mais frequente no Brasil, com estimativa de mais de 45 mil novos casos anuais, segundo o INCA. Diante desse cenário, especialistas alertam para a importância de um aliado acessível na detecção da doença: o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Rápido, barato e não invasivo, o teste identifica vestígios de sangue invisíveis a olho nu, que podem ser sinais precoces de pólipos ou tumores no intestino.

Quem deve fazer?

A recomendação principal é que pessoas a partir dos 45 anos realizem o rastreamento regularmente. O exame também é indicado para pacientes com anemia sem causa aparente ou que apresentem sangramentos digestivos discretos.

Embora um resultado positivo não confirme o câncer — podendo indicar hemorroidas, úlceras ou inflamações —, ele é o sinal de alerta para a realização da colonoscopia, que fornece o diagnóstico definitivo. (mais…)

ARTIGO: Misturas caseiras de limpeza podem liberar gases tóxicos e colocar vidas em risco

Imagem por OpenClipart-Vectors do Pixabay

Por João Pedro Fidelis Lucio.

Uma prática comum em muitos lares brasileiros voltou a acender o sinal de alerta: a mistura de produtos de limpeza. Recentemente, uma mulher veio a óbito na Bahia após sofrer intoxicação ao combinar diferentes substâncias durante a higienização de um banheiro, em um ambiente fechado. O caso chama atenção para um hábito aparentemente inofensivo, mas que pode ter consequências graves e até fatais.

As chamadas ‘misturinhas caseiras’, frequentemente compartilhadas nas redes sociais como soluções milagrosas para limpeza, estão entre os principais riscos. Segundo João Pedro Fidelis Lucio, responsável técnico da Maria Brasileira, maior rede de limpeza residencial e empresarial do país, essas combinações podem provocar reações químicas perigosas, mesmo em pequenas quantidades. ‘As famosas misturinhas podem liberar gases tóxicos, causar queimaduras, reações alérgicas e intoxicações por inalação ou contato com a pele. Além de colocar a saúde em risco, ainda comprometem a eficácia da limpeza’, explica.

Outro ponto crítico é a falsa ideia de potencializar o efeito dos produtos. Na prática, o resultado pode ser justamente o oposto e perigoso. ‘Nunca, em hipótese alguma, os produtos químicos devem ser misturados. Cada um foi desenvolvido para uma finalidade específica e deve ser utilizado conforme as instruções do fabricante. O máximo que se pode fazer é a diluição em água, seguindo corretamente as orientações do rótulo’, reforça o especialista. (mais…)

Burnout não é falta de resiliência do colaborador. É falha de gestão’, diz CEO da Zetha Group

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Em meio ao aumento dos casos de esgotamento emocional no ambiente corporativo, uma reflexão começa a ganhar força entre especialistas: o burnout não deve ser atribuído à falta de resiliência dos profissionais, mas sim a falhas estruturais de gestão dentro das empresas.

Para Luciana Ribeiro, CEO da Zetha Group — empresa especializada no desenvolvimento de experiências imersivas que fortalecem cultura, bem-estar e conexão nas organizações —, normalizar o estresse como parte da rotina deixou de ser sustentável. ‘Metas irreais e a exigência constante de resultados, mesmo quando há sinais claros de adoecimento, revelam um problema de gestão, não de capacidade individual’, afirma.

Segundo a especialista, esse modelo pode até gerar resultados no curto prazo, mas tende a comprometer a sustentabilidade das equipes ao longo do tempo. ‘Durante muitos anos, o mundo corporativo ensinou colaboradores a serem mais resilientes. Mas pouco se questionou: resilientes a quê?’, provoca. (mais…)

Diagnóstico de TEA: como lidar e por onde começar

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Por Ellen Moraes Senra é Psicóloga

O Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reforça o aumento na busca por diagnóstico e tratamento, especialmente entre adultos. Estima-se que cerca de uma em cada 100 pessoas esteja no espectro, mas muitos recebem o diagnóstico apenas tardiamente, sobretudo aqueles com menores necessidades de suporte.

A descoberta costuma vir acompanhada de sentimentos ambivalentes. Para alguns, há alívio ao se compreender, para outros surgem dúvidas. Na prática clínica, é comum que esses indivíduos relatem dificuldades no trabalho, nos relacionamentos e na saúde mental, além de sensação de inadequação, desafios na comunicação social e esgotamento emocional.

Um dos fatores associados ao diagnóstico tardio é o ‘mascaramento’, esforço contínuo para se adaptar a padrões sociais. Embora favoreça a integração, pode gerar altos níveis de ansiedade, depressão e burnout. A sobreposição com TDAH e transtornos de ansiedade também contribui para atrasos na identificação do TEA. (mais…)