MOTORISTA ALCOOLIZADO QUE PROVOCA MORTE NO TRÂNSITO. QUAL A PUNIÇÃO ADEQUADA?

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O comportamento do brasileiro no trânsito encontra-se longe do recomendável. O número de motoristas que dirigem alcoolizados, inclusive em pequenas cidades, provocando a morte alheia e destruindo famílias, tem aumentado ano após ano. Infelizmente, a lei, bastante atabalhoada em relação a esses crimes, produz uma fraca resposta punitiva por parte do Estado, favorecendo, em muitos casos, a impunidade.

No Brasil, ultimamente, há mais mortes no trânsito do que em guerras pelo mundo. Ostentamos o desonroso 5º lugar entre os países recordistas de morte no trânsito, registrando, num intervalo de 5 anos, mais de 200 mil mortes. Levantamento do Observatório de Segurança Viária aponta que são 3.500 mortes por mês, ou seja, 5 mortes por hora, ou ainda, 1 morte a cada 12 minutos no nosso trânsito.

Mas, como punir esses condutores embriagados que matam? Durante bastante tempo não houve consenso por parte da comunidade jurídica a esse respeito. Às vezes, entendia-se que o motorista nessa situação agia sem a intenção de matar, devendo responder por homicídio culposo (com pena leve); outras vezes, entendia-se que o indivíduo que bebe e dirige, levando outro à morte, teria assumido o risco de matar, e deveria ser responsabilizando pela prática de homicídio doloso (com pena mais dura).

Esse “vai-e-vem” da interpretação das normas sempre foi um “prato cheio” para decisões judiciais que, muitas vezes, não faziam justiça aos casos concretos. Contudo, o surgimento da Lei nº 13.546/2017, vigente desde abril de 2018, pode ajudar e muito na escolha do tratamento jurídico que se deve dar aos casos de embriaguez ao volante com resultado morte.

Desse modo, diante de nossas leis atuais, teremos dois tipos de situações quanto aos casos de morte no trânsito decorrentes de motoristas alcoolizados ao volante: (mais…)

Artigo: Família e escola: uma parceria fundamental

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Muito se fala sobre a importância de duas instituições pilares da sociedade, a família e a escola. Porém, precisamos cada vez mais pensar em como essas esferas podem se articular de maneira efetiva em prol do desenvolvimento das crianças.

Há por vezes uma transferência da educação, que seria papel da família, à escola. E muitas vezes a escola reclama da falta de participação das famílias na vida escolar dos alunos e se vê sobrecarregada, pois além de conteúdos das mais diversas disciplinas, se vê obrigada a ensinar às crianças valores básicos como respeito, honestidade, responsabilidade, entre outros.

A questão é que não podemos ficar em um jogo de culpados e de transferência de atribuições, mas se faz necessário buscarmos parceria e integração. A escola como lugar sistematizado de construção de conhecimento deve buscar cada vez mais planejar ações e estratégias para envolver as famílias no processo educativo. Não basta somente chamar os pais para reclamar dos alunos, ou para entregar boletins, mas talvez seja interessante convidá-los para feiras, exposições, cafés filosóficos ou poéticos e também investir na formação das famílias, pois muitas se encontram confusas e perdidas frente aos desafios que a sociedade moderna as impõe. É importante a escola promover palestras e formações sobre a questão dos limites na formação da cidadania, uso indevido de drogas, bullying, uso responsável de redes sociais, depressão, enfim tantos temas que pela troca de experiência entre escola e família podem ser melhor esclarecidos, prevenidos e trabalhados com nossas crianças e adolescentes. (mais…)

Artigo: Uma tradição centenária, “Filarmônicas na Bahia!”

Funceb no 2 de Julho | Foto: Bruno Ricci/ SECOM

Filarmônicas na Bahia fazem parte de uma tradição centenária, sendo que a Erato Nazarena, em Nazaré das Farinhas, era até pouco tempo, a mais antiga em funcionamento em nosso estado. Até hoje em nosso país, tais agremiações são em boa parte dos municípios, as responsáveis pelo único acesso ao ensino de música. Daí, a importância e a necessidade de um olhar mais atencioso por parte de não apenas dos governantes, como também, da própria sociedade como um todo.

Na Bahia, com o advento da axé-music, em meados da década de 80, até os dias atuais, observa-se um crescente número de músicos egressos da banda de música para a integração com esses grupos. Um pouco antes, esse mercado de trabalho ficava praticamente restrito às bandas militares. No entanto, um olhar mais atento à realidade atual dessas sociedades, revela as dificuldades inerentes às mesmas.

Apesar dessa forte tradição, as filarmônicas sofrem como uma série de fatores socioeconômicos e culturais que tornam a sua existência, como geradora de cultura, um difícil desafio. Tais fatores vão da quase inexistência da educação artística nas escolas, até ao que se concerne à filarmônica inserida na sociedade, ao seu entendimento pelas gerações mais recentes. (mais…)

Por Odemar Lúcio: Sexo frágil não, MULHER é sinônimo de resistência

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Antes de tudo, peço licença às mulheres para falar sobre esta tématica a qual somente a elas cabem o lugar de fala.

Dizem que mulher é sexo frágil, pra começo de conversa, no momento da corrida para fecundar o ovulo tem muito espermatozóide fêmea deixando no chinelo espermatozóide macho (rsrs), inclusive no Brasil mulheres são maioria da população, então não me venha com essa de sexo frágil!

Quem já mensurou a dor do parto? Deixemos de romantizar a maternidade! Imagine colocar pra fora um bebê cujo tamanho é 10, 15, 20 vezes maior do que o canal de passagem, isso quando não é por meio de um corte que rasga ao meio o abdome da mãe para fazer vir ao mundo um ser humaninho. E o pai cadê? Ta lá na sala de espera confortavelmente ou então desmaiado dando trabalho a equipe de enfermagem.

“Quem casa quer casa” já dizia o ditado provavelmente criado por um macho escroto do tipo que acha que mulher tem que ser “bela, recatada e do lar”. Pois bem – recado ao vampiro e seu bando –, querer casa no sentido de moradia é uma coisa, mas querer casa no sentido de domesticação da mulher é outra bem diferente! O modelo de família que temos, logicamente patriarcal, é o cenário perfeito para o ego machista: uma mulher bela para satisfazer seus desejos sexuais; recatada que tenha “postura de mulher” e o obedeça; do lar para procriar, alimentá-lo, e fazer os cuidados da casa em geral enquanto ele assiste ao futebol.

Há quem seja esta mulher descrita anteriormente sem ver nisso problema algum, e isso não é culpa sua, pois a construção social lhe determinou isso – vivemos sobre moldes heteronormativos né cara-pálida! –, de modo que mesmo quando a mulher escolhe e tem a oportunidade de não ser “do lar” ela acaba sendo de lá, e isso outra vez nos vem como um ato de resistência nada frágil. A mulher trabalhadora tem rotina dupla e muitas vezes tripla: “ela acorda cedo; prepara a primeira refeição do dia para a família; organiza a ida dos filhos pra escola; se arruma para o trabalho; dá um expediente de oito horas seguidas – mal para para almoçar – corre para a faculdade; mais três ou quatro horas de obrigações; volta pra casa; arruma a bagunça do dia e vai dormir só depois de preparar o próximo dia”, diz um artigo que li a alguns dias atrás.

Não obstante, toda essa rotina ainda é deslegitimada por parte da sociedade – em sua maioria homens é claro! – e caso a mulher não se enquadre no estereótipo de sexo frágil, bela, recatada, do lar ou não se sujeitar a objetificação patrimonialista ainda é uma afronta muito grande para ideologia fálica, diariamente ainda que subnoticiado e subnotificado é assustador os dados do genocídio misógino a nível de Brasil e mundo. Pra se ter uma idéia foi preciso a legislação brasileira instituir um regra especifica sobre homicídio contra mulheres, é a Lei nº 13.104/2015 conhecida como Lei do Feminicídio, que é o ato de crime de morte cometido contra uma mulher em virtude de sua condição de sexo feminino, isto é, quando o crime envolve: violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Tal norma jurídica assim como a Lei Maria da Penha e outras são de fundamental importância no enfrentamento deste problema social, entretanto é sabido que há um contexto histórico de reprodução machista a ser quebrado, desconstruir a cultura do patriarcado quanto sistema social é urgente, mas só será possível por meio de ações pontuais e continuadas. Empoderamento feminino, políticas publicas voltadas para as mulheres, igualdade de gênero e desconstrução da visão heteronormativa são algumas das bandeiras a serem hasteadas diariamente.

Mulher, sinônimo de resistência!

Sobre o autor: Natural da cidade de Mutuípe e residente em Elísio Medrado (BA) desde 1992, Odemar Lúcio é Graduando em Serviço Social pela Facemp (Faculdade de Ciências e Empreendedorismo), profissional de saúde, poeta, escritor e colunista do Tribuna do Recôncavo.

CARNAVAL: BEIJO ROUBADO NO CARNAVAL É CRIME?

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Sabe-se que no período carnavalesco há considerável aumento das ocorrências de assédio físico, pois as situações de aglomeração e multidão favorecem a ação de aproveitadores que, visando a satisfação da sua lascívia, cometem “passadelas de mão” nas partes íntimas das vítimas, esfregam suas partes pudendas no corpo da mulher, ou mesmo, na avenida, praticam o famoso “beijo roubado”. Todas essas condutas, perpetradas de maneira rápida, de surpresa, dissimulada, e sem o consentimento ou permissão da pessoa agredida, atualmente são consideradas ações criminosas.

E este será o primeiro carnaval do recém surgido crime de Importunação Sexual (artigo 215-A, do Código Penal). Desde setembro de 2018, aquele que “praticar, contra alguém e sem a sua anuência, ato libidinoso, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”, poderá receber pena de 1 a 5 anos de reclusão. A criminalização dessa conduta visa proteger a liberdade sexual do ser humano, sendo importante ressaltar que qualquer pessoa pode ser vítima desse crime, homem ou mulher, independentemente da orientação ou opção de sexualidade, embora os agressores em sua maioria sejam homens. Contudo, o leitor deve atentar para alguns aspectos.

PRIMEIRO: um simples esbarrão ou um toque inconsciente da mão do homem no corpo da mulher, por óbvio, não significará que houve ali a prática do crime de importunação sexual (em tal caso, não existe crime algum), pois só existirá tal delito se o ato for praticado com vontade dirigida à satisfação da luxúria, da libidinagem do agressor.

SEGUNDO: por outro lado, se o contato físico (a passadela de mão, o esfregão, o beijo) for praticado mediante o uso da força (violência) ou da grave ameaça, no caso não mais se falará em crime de importunação sexual (artigo 215-A), mas, sim, em crime de estupro (artigo 213, do Código Penal). Por exemplo: o beijo “roubado” (o ato praticado sem recurso de violência ou grave ameaça) é considerado crime de importunação sexual (com pena de 1 a 5 anos); já o beijo à força (ato praticado mediante violência/grave ameaça) configura crime de estupro (com pena de 6 a 10 anos). TERCEIRO DETALHE: se o ato for praticado contra menores de 14 anos de idade, o crime será considerado como estupro de vulnerável (artigo 217-A, do Código Penal, com pena de 8 a 15 anos). (mais…)

Artigo de Odemar Lúcio sobre as ELEIÇÕES 2020: A ideia do “novo” começa a se fortalecer

Foto: Divulgação

Como é da ciência de muitos, o nosso sistema normativo estabelece que tenhamos eleições para eleger aqueles a quem iremos confiar nos representar nos cargos eletivos – já que temos aqui uma democracia representativa. Não faz muito tempo, que os brasileiros foram às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados, entretanto, como é costumeiro, principalmente nos municípios de menor porte, vira-se a chave rápido, acabou uma eleição já se passa a repercutir a próxima.

Nos quatros cantos o assunto que já começa a predominar são as eleições de 2020. As rodinhas de conversa já palpitam nomes, as resenhas nos bares já têm suas suposições, na feira livre já se ouve preferências. O fato é que, as eleições de 2020 já se faz presente em nosso dia a dia e começa a se desenhar. A mídia de modo geral já passou a publicar matérias a respeito da suposta intenção de voto dos eleitores de diversas cidades para as eleições do próximo ano. Em vários casos tem-se observado o surgimento de novos nomes, pessoas que nunca antes estiveram na política estão passando a cogitar a possibilidade, eleitores têm sugestionado renovação política, situações que tem ventilado novos candidatos em contraponto aos velhos e repetidos nomes já testados.

Assim como o eleitor escolheu o atual presidente por ver nele a ideia do novo, da mudança, este fenômeno não tem se mostrado um fato isolado e ao que parece irá reger as eleições 2020. De fato a alternância no poder, a possível mudança no quadro de prefeitos e vereadores, a entrada de novos nomes, novas ideias se mostra um movimento plausível e necessário, isso porque, a política e os políticos precisam constantemente se renovar para que não se eternize um único jeito de fazer, um mesmo grupo, uma só ideologia.

A vida em todas suas faces faz uso da renovação, renova o sol, o dia, a semana, o mês, o ano, abre e fecha ciclos… não se pode evitar a chegada da renovação, da inovação que a vida naturalmente faz acontecer, o que é certo é que, o novo sempre vem, seja na vida ou na política. Aguardemos os próximos capítulos.

Sobre o autor: Natural da cidade de Mutuípe e residente em Elísio Medrado desde 1992, Odemar Lúcio é Graduando em Serviço Social pela Facemp (Faculdade de Ciências e Empreendedorismo), profissional de saúde, poeta e escritor.

Tribuna do Recôncavo

ARTIGO: Sobre a famigerada reforma do governador Rui Costa

Foto: Mateus Pereira/ GOV-BA

Por Odemar Lúcio

Contrariando a incoerente fala da direita dando conta de que todos os eleitores de espectro de esquerda possuem “políticos de estimação” aqui estou escrevendo sobre as últimas ações administrativas do governador petista.

Primeiramente, as atitudes do governador reeleito a meu ver são de fato reprováveis. Eu particularmente não acredito nessa ideia de “Bahia quebrada”, isso é e tem sido o argumento usado pelo projeto neoliberal para fazer seus ajustes para favorecer o capital: foi assim com Temer, dizendo que a previdência estava quebrada e que precisa cortar na carne do proletariado; é assim no plano de governo e nas atuações enquanto deputado federal do agora presidente eleito Jair Bolsonaro; e agora Rui Costa se vale do mesmo arpão para golpear o trabalhador.

Não é a primeira vez que eu falo em neoliberalismo e também não é a primeira que cito o neoliberalismo de esquerda – por muitos ignorado. O projeto neoliberal – aquele que prever um Estado maximo para o capital e mínimo para o social – tornou-se algo acima da política, que por sua vez, tem sido um dos meios para a execução e sucesso de tal projeto.

De fato, defendo eu que a função maior do Estado tem que ser sempre em favor dos menos favorecidos. Dessa forma, se já é questionável ações em desfavor do povo quando vindo de um governo de direita é ainda mais abusivo e inaceitável que uma gestão de esquerda enverede por este caminho que vai de encontro ao povo, vai na contramão do projeto societário que as minorias desejam para o Brasil e que os baianos confiaram ao governador Rui Costa. A reeleição de Rui de modo tão veemente quis dizer que em sua expressiva maioria, os baianos queriam-no fazendo trincheira pelo povo e não seguindo a cartilha neoliberal de cabeceira da perversa direita política brasileira. Definitivamente, o governador baiano está golpeando covardemente o povo e traindo seus eleitores.

A cada dia mais os políticos que ai estão se comportam de maneira idêntica, embora em lados diferentes atendem ao um só projeto: o dá elite contra o povo.

Sobre o autor:

Natural da cidade de Mutuípe e residente em Elísio Medrado desde 1992, Odemar Lúcio é Graduando em Serviço Social pela Facemp – Faculdade de Ciências e Empreendedorismo; poeta e escritor.

COMO VOCÊ LIDA COM QUEM É MANDÃO?

Editada | Foto: Gerben van Es/Mediacentrum Defensie

Em qualquer ambiente, encontramos pessoas intransigentes. Sempre prontas a delegar tarefas e fazer sua opinião prevalecer. Contudo, e no mundo corporativo, como isso pode impactar quem está ao redor? Para entender a conduta dos jovens diante de tal comportamento, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios realizou uma pesquisa com a seguinte questão: “Como você lida com quem é mandão?”. O resultado apontou a necessidade de ponderar as ações! (mais…)

5 dicas para alavancar a carreira com base na Copa do Mundo

Lucas Figueiredo/ CBF/ Fotos Públicas

A Copa do Mundo que começou no dia 14 de junho e segue até 15 de julho na Rússia contribui para a inserção do esporte nos holofotes. É inevitável ter todas as atenções voltadas para as atuações do técnico, goleiro, zagueiros, laterais, volantes, atacantes e meio-campistas em prol de um único objetivo: ter um desempenho de sucesso e conquistar a taça. Neste contexto, você já parou para refletir sobre o que o evento esportivo tem em comum com o ambiente dos negócios?

O presidente do Instituto Brasileiro de Coaching, José Roberto Marques, tem a resposta para esta pergunta: “Não apenas em dias de Copa do Mundo, mas, em competições de forma geral, os brasileiros tem o costume de questionar a performance dos jogadores e o posicionamento do time sem olhar para si mesmo. Contudo, será que no trabalho essa pessoa é realmente produtiva? Será que colabora com as tarefas em equipe? O esporte é capaz de estimular estes comportamentos. Portanto, para marcar um gol bonito no campo corporativo é preciso aprender a estar atento, focar no desenvolvimento das competências, fortalecer as fraquezas, incentivar a união e munir-se de técnicas estratégicas. Afinal, assim como no futebol, ações assertivas geram bons resultados”, afirma.

O especialista separou cinco comportamentos que podem ser aprendidos no futebol e que são indispensáveis para o mercado de trabalho.

Veja abaixo: (mais…)

COMO VOCÊ AVALIA SEU DOMÍNIO DE LÍNGUA PORTUGUESA?

Imagem Ilustrativa | Foto: Suami Dias/ GOV-BA

Estamos expostos a nossa língua nativa desde pequenos e, em todos os níveis escolares, passamos por matérias voltadas a elevar esse conhecimento. Mesmo assim, nem todos obtêm o êxito necessário no aprendizado e acabam se prejudicando no mercado de trabalho. Levando em conta esse cenário, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios fez uma pesquisa com o seguinte tema central: “Como você avalia seu domínio de português?”. O resultado apontou uma percepção um pouco fora da realidade atual.

O estudo ocorreu entre 4 e 15 de junho, com 27.945 respondentes de todo o país, com faixa etária de 15 a 26 anos. Como vencedora absoluta, a opção “tenho bons conhecimentos e isso me ajuda na carreira” obteve 77,60%, ou 21.685 votos. Entretanto, para os selecionadores, essa não é bem a verdade vivida no mundo corporativo, pois mais de 40% dos candidatos são eliminados logo na primeira etapa das dinâmicas por erros ortográficos. “Essa disparidade se deve, principalmente, a fatores como a autopercepção e autoestima dos jovens, os quais, por navegarem bem nas redes sociais, acreditam fazer bom uso da língua. Todavia, no momento de utilizar a norma culta, se perdem”, avalia Lizandra Bastos, analista de treinamento do Nube.

Na sequência, 20,34% (5.685) disseram: “as regras sempre me atrapalham e acabo cometendo pequenos deslizes” e 1,49% (417) admitiu: “assumo ser meu ponto fraco e não consigo achar forma de resolver isso”. Para quem percebe ser uma dificuldade, a dica é estudar e praticar, começando com os conteúdos mais simples e, após compreendê-los, evoluir para os mais difíceis. “Não existe fórmula mágica, mas incorporar a leitura de livros e revistas à rotina, por exemplo, já fará uma grande diferença”, incentiva a especialista. (mais…)

ARTIGO: Qual a causa da derrota dos candidatos honestos?

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*Waldir Santos

A esmagadora maioria dos candidatos a deputado ou vereador não tem ideia de quais são os seus verdadeiros obstáculos. Normalmente atribuem o resultado da eleição a fatores que não foram, de fato, os causadores do seu insucesso. Culpam o cidadão, afirmando que falta consciência na hora de votar, ou que a escolha deveria ter sido feita com mais cuidado, e alguns chegam a acusar o eleitor de ingratidão, como se algum favor pudesse ser trocado pelo voto. Em síntese, todos pensam que o que faltou foi voto, como aliás parece evidente até para o nobre leitor.

No www.votovalido.org – página inicial, está matematicamente demonstrado que a maioria do povo nunca votou em quem ganhou a eleição, já que o nosso sistema é o de eleição proporcional, e que mesmo sem os votos que são esperados, muita gente poderia se eleger. Isso quer dizer que muitas vezes os votos obtidos são suficientes para a eleição do candidato, e que o que faltou na verdade foi conhecimento sobre a realidade eleitoral e sobre as regras aplicáveis, especialmente a do sistema proporcional, para que o bom candidato não sirva apenas de escada para os que já possuem mandato. Isso está explicado no https://votovalido.org/como-funciona/.

Muita gente acha que o que impediu a sua eleição foi o fato de os candidatos vitoriosos serem mais conhecidos, terem mais tempo de rádio e TV, ou terem mais dinheiro para investir na propaganda. Na verdade, na grande maioria dos casos os eleitos gastam muitos recursos, evidentemente não contabilizados na prestação de contas, com a remuneração de apoiadores, normalmente pessoas politicamente muito populares ou que já exerceram mandato, especialmente de vereador ou prefeito. E aí ocorre a venda do voto alheio, em que o intermediário fica com o dinheiro, e repassa para o eleitor apenas a promessa da escola, do hospital, da estrada, da ponte, da fábrica etc. Gastam também com a ilegalidade denominada “boca de urna”, forma mal disfarçada de compra direta do voto. Isso evidencia a importância do dinheiro nas eleições. É importante que tenhamos conhecimento, no entanto, de que essa prática é ilegal e deve ser combatida. (mais…)

FAKENEWS: nossa omissão e suas consequências

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Por Waldir Santos

Fala-se muito sobre o hábito, hoje frequente em virtude das facilidades da comunicação, de disseminar notícias falsas na internet. Normalmente a preocupação se limita às suas consequências nas campanhas eleitorais. Para o Ministro Fux e a Ministra Rosa Weber, presidentes do Tribunal Superior Eleitoral, parece que isso se tornou quase pauta única.

O grande mal causado por essa atitude, na maioria das vezes inocente em sua continuidade, mas criminosa em sua origem, não está somente nesse campo. Todos os dias pessoas são vítimas de notícias falsas, que são propagadas com facilidade em função da inexperiência dos usuários da rede. Um exemplo simples: ao encaminhar um áudio verdadeiro, que falava de um suspeito de espetar pessoas no centro de Salvador com uma seringa contendo sangue, alguém substituiu a foto que acompanhava a mensagem e colocou no lugar a foto de um cidadão de bem, que na hora dos fatos estava dirigindo um ônibus coletivo em seu trabalho diário. Ele precisou ir à delegacia para não ser surpreendido com uma prisão, e, se isso não tivesse virado notícia de jornal, ele poderia ser linchado na rua, como aconteceu em situações semelhantes no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A mais recente notícia falsa que ganhou repercussão na Bahia dizia que a ponte da BR 101, entre Cachoeira e São Félix, estava rachada e com risco de desabamento. Junto com ela vinha uma foto da ponte sobre o Rio Tocantins, em Porto Nacional (TO), totalmente diferente e sem a conhecida mureta da ponte do Recôncavo. Milhares de pessoas encaminharam a mensagem em seus grupos, e já tinha gente cancelando sua viagem para as festas juninas.

O malfeitor aproveitou uma informação verdadeira, como sempre ocorre nas fakenews, e a distorceu. De fato, há um espaço entre as lajes de concreto, como ocorre em toda ponte grande, e a rachadura se situa no asfalto que as recobre, sem qualquer risco de acidente. A foto anexada à maioria das mensagens trazia uma fissura anormal, na lateral de uma das lajes de outra ponte. A imprensa entrou em campo e desfez o equívoco. (mais…)

ARTIGO: O estigma da Doença de Chagas

Foto: Divulgação

(Waldir Santos)

Quando eu vim morar em Salvador, aos 11 anos, ao dizer que era de São Felipe era comum ouvir das pessoas “Ah, sei, a terra do barbeiro”, fazendo referência à doença de Chagas. Ainda hoje até alguns médicos têm essa mesma opinião.

Isso se deve ao fato de quê, no começo da década de 1970, os municípios da região se recusaram a sediar o projeto da Fundação Universidade de Brasília, temendo adquirir o estigma que ficou para nós.

Os dados eram publicados, e aí chegavam aos livros de medicina e à imprensa, como do “posto de São Felipe”, mas o trabalho salvou  dezenas de milhares de vidas nos municípios de Maragogipe, Nazaré, Muniz Ferreira, São Félix, Conceição do Almeida etc, alguns dos quais com índice superior de ocorrência da doença. Tudo isso devido à grandeza e ao sentimento de humanidade do então prefeito Hugo Andrade Figueredo, que colocou em primeiro lugar a vida e a saúde das pessoas, não se preocupando com eventual desgaste político. (mais…)

Pesquisa revela o que é ter sucesso profissional hoje para os jovens

Foto: Camila Domingues/ Palácio Piratini/ Fotos Públicas

Em um mundo onde a cada dia surgem inovações e necessidades, empresas e profissionais se reinventam a todo momento para ter sucesso. Com o mercado de trabalho sofrendo modificações constantes, trazidas pelas novas gerações e múltiplas demandas, uma dúvida surge: hoje, “o que é ter sucesso profissional?”. Para responder essa pergunta, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios ouviu 36.880 jovens de todo o Brasil, com faixa etária entre 15 e 26 anos. O resultado revelou a necessidade do crescimento com respeito e transparência.

O estudo ocorreu entre 9 e 20 de abril e, para a grande maioria, ou seja, 60,11%, ou 22.167 dos pesquisados, o êxito está em “fazer sempre o melhor, sem passar por cima de ninguém”. Para o analista de treinamento, Everton Santos, o índice foi expressivo, pois está cada vez mais claro como um comportamento sem escrúpulos, causa a desmotivação da equipe e descrédito em relação a liderança. “Essa postura desperta dúvidas quanto a confiabilidade, levando à exclusão”, comenta. Logo, um colaborador desonesto é cada vez menos acionado pelos seus pares para contribuir com ideias e projetos. “Consequentemente, não é visto como um vencedor”, afirma.

Na sequência, 19,45% (7.174) disseram: “não existe um sucesso profissional eterno, é sempre preciso ir atrás dele”. De acordo com o especialista, a vitória é pessoal, portanto, é sim preciso lutar por ela, pois isso trará satisfação e motivação para alcançar outros objetivos. “Para alguns, o triunfo é ter um trabalho prazeroso, próximo à residência, com flexibilidade para cuidar dos filhos ou o qual possibilite ir de bicicleta. Já para outros, pode estar relacionado à alta remuneração, capaz de suprir todas as necessidades. Seja qual for, é válido nunca se acomodar”, recomenda. (mais…)

Artigo: Como identificar um candidato honesto

Foto: Divulgação

*Waldir Santos

Ninguém compra votos com dinheiro do próprio bolso. Ou ele já roubou para isso, ou está fazendo um investimento para roubar quando assumir o cargo.

O problema da compra de voto, parte importante do sistema brasileiro de corrupção, decorre de um pressuposto: o de que o político irá auferir vantagens, também indevidas, e assim o eleitor imagina que terá cem anos de perdão. Dificilmente o eleitor aceita o fato de que algumas pessoas são honestas na política, afinal o que tem destaque na imprensa e nas conversas é somente o erro da maioria. Quando se enaltecem os honestos, de fato é algo estranho, pois o normal é ser assim, apesar de ser raro. Quem é honesto apenas cumpre a sua obrigação e não deve ser aplaudido por isso.

Quando alguém pede o voto sem querer pagar por ele, é visto por algumas pessoas como espertalhão e miserável, pois quer ficar com tudo. Não quer dividir com quem lhe colocou lá, aparentemente para roubar. A grande missão do candidato, entendo eu, é mostrar que é honesto e que é preparado. Os grandes debates com que se perde tempo hoje, já estamos começando a compreender, têm sido e continuarão sendo decididos pelo Supremo Tribunal Federal. E até para combater a corrupção no Poder Judiciário, também contaminado, precisamos agora eleger deputados honestos e preparados. Não conheço um que hoje se disponha a cuidar disso. Afinal, qual é o corrupto que vai se atrever? Infelizmente quem se propõe a isso, por meio de promessas, só tem garganta para lançar frases de efeito, depois de décadas de omissão dentro do sistema do judiciário. (mais…)

Waldir Santos: Respeito e renovação política, ou servilismo e covardia?

Foto: Divulgação

Alguns políticos ainda não se deram conta do momento em que estamos. Mesmo os mais jovens, que não viveram o tempo em que o poderoso chefão, normalmente ocupante do topo da pirâmide da corrupção, definia quem ia ganhar as eleições, comportam-se como se estivéssemos na época dos chicotes que listravam lombos imbecis, em que no gabinete se decidia quem seriam os capachos eleitos para o parlamento e os postes escolhidos para o executivo.

A declaração dada à imprensa, em 09/05, pelo vice-prefeito de Salvador/BA, Bruno Reis, mostra o escancaramento da humilhante relação entre candidatos inocentes, iludidos com a promessa de apoio e com palpites sobre imaginárias chances, e os “donos” dos partidos políticos. Acham insuficiente o controle pleno e nada democrático das agremiações que integram, cujas decisões são tomadas à revelia e sem respeito à  militância, e lançam agora, como caciques modernos, seus gatázios sobre os partidos aliados, tratando-os como meros apêndices a serem explorados, ou, para usar a expressão histórica, como satélites, sempre a girar em torno do astro rei.

Com o objetivo de acalmar os parlamentares que, especialmente nestes tempos tenebrosos para alguns que sempre ganharam as eleições com dinheiro oriundo da corrupção, temem perder os privilégios do cargo, e que nunca foram eleitos sem os votos dos pequenos (exceto casos como o de Lúcio Vieira Lima, e hoje todos conhecem o motivo), o vice-prefeito anunciou um nítido “passa, menino” nos partidos que se atreverem a tentar eleger seus próprios deputados, recusando-se a servir de “escadinha” para manter os de sempre nas polpudas cadeiras do parlamento. (mais…)

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