Câncer colorretal: exame de sangue oculto é aliado no diagnóstico precoce

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O câncer colorretal já ocupa o posto de terceiro tumor mais frequente no Brasil, com estimativa de mais de 45 mil novos casos anuais, segundo o INCA. Diante desse cenário, especialistas alertam para a importância de um aliado acessível na detecção da doença: o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Rápido, barato e não invasivo, o teste identifica vestígios de sangue invisíveis a olho nu, que podem ser sinais precoces de pólipos ou tumores no intestino.

Quem deve fazer?

A recomendação principal é que pessoas a partir dos 45 anos realizem o rastreamento regularmente. O exame também é indicado para pacientes com anemia sem causa aparente ou que apresentem sangramentos digestivos discretos.

Embora um resultado positivo não confirme o câncer — podendo indicar hemorroidas, úlceras ou inflamações —, ele é o sinal de alerta para a realização da colonoscopia, que fornece o diagnóstico definitivo. (mais…)

ARTIGO: Misturas caseiras de limpeza podem liberar gases tóxicos e colocar vidas em risco

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Por João Pedro Fidelis Lucio.

Uma prática comum em muitos lares brasileiros voltou a acender o sinal de alerta: a mistura de produtos de limpeza. Recentemente, uma mulher veio a óbito na Bahia após sofrer intoxicação ao combinar diferentes substâncias durante a higienização de um banheiro, em um ambiente fechado. O caso chama atenção para um hábito aparentemente inofensivo, mas que pode ter consequências graves e até fatais.

As chamadas ‘misturinhas caseiras’, frequentemente compartilhadas nas redes sociais como soluções milagrosas para limpeza, estão entre os principais riscos. Segundo João Pedro Fidelis Lucio, responsável técnico da Maria Brasileira, maior rede de limpeza residencial e empresarial do país, essas combinações podem provocar reações químicas perigosas, mesmo em pequenas quantidades. ‘As famosas misturinhas podem liberar gases tóxicos, causar queimaduras, reações alérgicas e intoxicações por inalação ou contato com a pele. Além de colocar a saúde em risco, ainda comprometem a eficácia da limpeza’, explica.

Outro ponto crítico é a falsa ideia de potencializar o efeito dos produtos. Na prática, o resultado pode ser justamente o oposto e perigoso. ‘Nunca, em hipótese alguma, os produtos químicos devem ser misturados. Cada um foi desenvolvido para uma finalidade específica e deve ser utilizado conforme as instruções do fabricante. O máximo que se pode fazer é a diluição em água, seguindo corretamente as orientações do rótulo’, reforça o especialista. (mais…)

Burnout não é falta de resiliência do colaborador. É falha de gestão’, diz CEO da Zetha Group

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Em meio ao aumento dos casos de esgotamento emocional no ambiente corporativo, uma reflexão começa a ganhar força entre especialistas: o burnout não deve ser atribuído à falta de resiliência dos profissionais, mas sim a falhas estruturais de gestão dentro das empresas.

Para Luciana Ribeiro, CEO da Zetha Group — empresa especializada no desenvolvimento de experiências imersivas que fortalecem cultura, bem-estar e conexão nas organizações —, normalizar o estresse como parte da rotina deixou de ser sustentável. ‘Metas irreais e a exigência constante de resultados, mesmo quando há sinais claros de adoecimento, revelam um problema de gestão, não de capacidade individual’, afirma.

Segundo a especialista, esse modelo pode até gerar resultados no curto prazo, mas tende a comprometer a sustentabilidade das equipes ao longo do tempo. ‘Durante muitos anos, o mundo corporativo ensinou colaboradores a serem mais resilientes. Mas pouco se questionou: resilientes a quê?’, provoca. (mais…)

Diagnóstico de TEA: como lidar e por onde começar

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Por Ellen Moraes Senra é Psicóloga

O Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reforça o aumento na busca por diagnóstico e tratamento, especialmente entre adultos. Estima-se que cerca de uma em cada 100 pessoas esteja no espectro, mas muitos recebem o diagnóstico apenas tardiamente, sobretudo aqueles com menores necessidades de suporte.

A descoberta costuma vir acompanhada de sentimentos ambivalentes. Para alguns, há alívio ao se compreender, para outros surgem dúvidas. Na prática clínica, é comum que esses indivíduos relatem dificuldades no trabalho, nos relacionamentos e na saúde mental, além de sensação de inadequação, desafios na comunicação social e esgotamento emocional.

Um dos fatores associados ao diagnóstico tardio é o ‘mascaramento’, esforço contínuo para se adaptar a padrões sociais. Embora favoreça a integração, pode gerar altos níveis de ansiedade, depressão e burnout. A sobreposição com TDAH e transtornos de ansiedade também contribui para atrasos na identificação do TEA. (mais…)

ARTIGO: Parkinson vai além do tremor e afeta tarefas simples do dia a dia

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Por Dra. Mariana Milazzotto, fisioterapeuta.

No imaginário popular, a Doença de Parkinson ainda costuma ser resumida ao tremor. Mas, na prática, o que mais pesa para muitos pacientes e famílias é outra lista de dificuldades: lentidão para iniciar movimentos, rigidez, insegurança para caminhar, perda de equilíbrio, travamentos, dificuldade para levantar da cadeira, virar na cama ou manter autonomia em tarefas simples do dia a dia.

Neste 11 de abril, Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, a data chama atenção para uma condição neurológica crônica e progressiva que vai muito além do sinal mais conhecido. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a prevalência da doença mais do que dobrou nos últimos 25 anos e, em 2019, mais de 8,5 milhões de pessoas viviam com Parkinson no mundo.

Além do tremor, a doença pode provocar rigidez muscular, lentidão dos movimentos, instabilidade postural, alterações de equilíbrio, distúrbios do sono, constipação, perda de olfato, ansiedade e depressão. Como muitos desses sinais aparecem aos poucos, é comum que sejam confundidos com envelhecimento, cansaço ou perda natural de disposição. (mais…)

ARTIGO: Carga fracionada e logística compartilhada ganham peso no Brasil e redesenham a eficiência do transporte

Imagem ilustrativa | Foto Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Por Célio Martins – especialista em logistica.

A logística brasileira está ficando menos concentrada, mais pulverizada e muito mais dependente de inteligência operacional. Em um país em que o transporte rodoviário ainda responde por cerca de 65% da movimentação de cargas, a pressão por eficiência passou a deslocar o foco do setor: menos caminhão rodando vazio, mais compartilhamento de capacidade, mais redespacho e mais relevância para a carga fracionada.

Esse movimento vem sendo impulsionado por uma combinação de fatores: crescimento do e-commerce, interiorização do consumo, avanço das pequenas e médias empresas no digital e maior necessidade de capilaridade logística. Em 2025, por exemplo, as PMEs lideraram a expansão do comércio eletrônico brasileiro, ampliando a necessidade de entregas mais frequentes, em menores volumes e para uma malha geográfica mais distribuída.

Nesse contexto, a carga fracionada, modelo em que diferentes embarcadores compartilham o mesmo caminhão para transportar mercadorias com destinos variados, deixou de ser apenas uma solução operacional e passou a ter papel estratégico. Mais do que reduzir ociosidade, ela responde a uma transformação mais profunda da logística nacional. (mais…)