Mudança no CNPJ expõe fragilidades estruturais nas aplicações corporativas

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Por Rodrigo Costa, CTO & Head de Digital Business.

O ambiente corporativo brasileiro passa por uma mudança regulatória relevante, a adoção do novo formato alfanumérico do CNPJ, que passará a combinar letras e números em seus 14 caracteres. A alteração surge como resposta ao esgotamento das combinações exclusivamente numéricas diante do crescimento contínuo do número de empresas no país. Em essência, trata-se de uma atualização cadastral. Na prática, seus efeitos se espalham por praticamente todo o ecossistema tecnológico das organizações.

O CNPJ está presente em ERPs, CRMs, plataformas de e-commerce, sistemas fiscais, soluções de BI, gateways de pagamento, integrações bancárias, APIs de parceiros e conexões com órgãos públicos e muitos outros sistemas legados. E em muitos desses sistemas não é apenas um campo de cadastro, mas um identificador estruturante, profundamente incorporado às regras de negócio e aos fluxos operacionais das empresas.

O impacto vai além dos sistemas legados

Embora ambientes legados ampliem a complexidade da adaptação, o impacto da mudança não se restringe a tecnologias antigas. Mesmo aplicações modernas, incluindo soluções SaaS e arquiteturas cloud-native, precisarão revisar validações, contratos de integração e modelos de dados. Em muitos contextos, o CNPJ foi historicamente tratado como valor estritamente numérico, influenciando regras internas, máscaras de entrada e estruturas de banco de dados. Alterar essa lógica exige mais do que ajustes superficiais, demanda revisão estrutural das camadas de processamento e integração em muitos casos. (mais…)

Páscoa com equilíbrio: especialista alerta para cuidados com a saúde de crianças e adolescentes

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Por Miguel Liberato, endocrinologista pediátrico.

Com a chegada da Páscoa, período marcado por diversas tradições, também cresce a preocupação com a saúde de crianças e adolescentes diante do aumento no consumo de doces. O endocrinologista pediátrico Miguel Liberato, referência em crescimento e desenvolvimento infantil em São Paulo, faz um alerta importante: o excesso de chocolate pode trazer impactos significativos ao organismo dos pequenos.

‘É uma data muito esperada pelas crianças, mas precisamos lembrar que o chocolate, especialmente o branco, é altamente calórico e rico em açúcar e gordura. O consumo exagerado pode contribuir para o ganho de peso e favorecer o desenvolvimento de doenças metabólicas, como hipertensão e diabetes tipo 2’, explica.

Segundo o especialista, o cenário é preocupante e exige atenção das famílias. ‘A obesidade infantil tem crescido de forma acelerada no mundo todo e é um fator de risco importante para a vida adulta. Muitos adolescentes com obesidade tendem a manter essa condição ao longo dos anos, aumentando as chances de desenvolver doenças crônicas’, destaca. (mais…)

Infarto antes dos 40 avança no Brasil e acende alerta: coração de jovens já chega à UTI

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Por Dra. Bianca Prezepiorski, médica cardiologista.

O infarto deixou de ser um evento restrito ao envelhecimento e passou a preocupar também adultos jovens. Dados do Ministério da Saúde e análises recentes baseadas em registros do SUS indicam aumento das internações por infarto em pessoas com menos de 40 anos nas últimas décadas, refletindo uma mudança no padrão da doença cardiovascular no país.

O alerta ganha força em abril, mês marcado por duas datas centrais para a saúde: o Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril, e o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, em 26 de abril, condição que segue entre os principais fatores de risco para infarto, muitas vezes sem diagnóstico.

‘Hoje vemos pacientes mais jovens chegando com fatores de risco acumulados. O infarto deixou de ser algo distante dessa faixa etária. Ele está acontecendo antes e, muitas vezes, de forma silenciosa até se tornar um quadro grave’, afirma a Dra. Bianca Prezepiorski, médica cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini. (mais…)

Outono: alimentação, hidratação e sono regular reforçam a imunidade

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Por Alexandre Okamori, imunologista.

Com a chegada do outono, as mudanças de temperatura e a tendência a ambientes mais fechados elevam o risco de gripes, resfriados e outras infecções respiratórias. No entanto, algumas medidas podem melhorar a imunidade e evitar as doenças mais comuns da estação.

De acordo com o Informe de Vigilância das Síndromes Gripais de 14 de março de 2026, do Ministério da Saúde, todos os estados brasileiros, exceto o Piauí, apresentaram um aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O imunologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Alexandre Okamori, destaca que a defesa do corpo necessita de cuidado constante. ‘Uma boa imunidade nessa época do ano depende da combinação de hábitos que sustentam a produção das células de defesa. Um dos pontos mais importantes da imunidade é o que comemos, por isso, não podemos esperar ficar doentes para buscar vitaminas’, afirma. (mais…)

Matemática: apenas 5% dos estudantes brasileiros concluem o ensino médio com aprendizagem adequada

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Por Antonio Esteca, especialista em avaliação e regulação da educação superior.

A aprendizagem de matemática no Brasil enfrenta um cenário preocupante. Dados recentes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA – 2023) indicam que menos de 5% dos alunos brasileiros concluem o ensino médio com nível adequado de aprendizagem na disciplina, enquanto 73% dos estudantes de 15 anos não atingem sequer o nível mínimo de proficiência.

O desempenho coloca o país entre os piores resultados do mundo. No ranking internacional de matemática do PISA, o Brasil aparece na 65ª posição, ficando entre os 20 países com menor desempenho na disciplina. Na América do Sul, o país fica atrás de Chile (57º lugar), Uruguai (58º) e Peru (63º).

Para especialistas em educação, os números demonstram um problema estrutural que vai além da sala de aula. Segundo Antonio Esteca, especialista em avaliação e regulação da educação superior, avaliador do Inep/MEC e CEO da Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, o déficit de aprendizagem em matemática afeta diretamente o desenvolvimento do país. ‘Esse dado alarmante não é apenas um problema pedagógico, mas uma crise estratégica nacional que compromete nossa economia, inovação e justiça social’, afirma Esteca. (mais…)

ARTIGO: Gripe, resfriado ou algo mais grave? Saiba diferenciar os vírus que estão em alta na Bahia

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Por Maria Alice Sena, infectologista. 

Nos últimos dias, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) têm apresentado aumento em diferentes regiões do país, incluindo a Bahia. Dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que esse cenário está relacionado à circulação simultânea de vírus respiratórios, alguns deles comuns neste período do ano. Entre os casos positivos, o rinovírus lidera, representando 45,4% das infecções identificadas, seguido pela Influenza A, pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelo SARS-CoV-2.

Diante desse cenário, cresce também a dúvida da população: como diferenciar um resfriado comum de uma gripe ou de um quadro mais grave? Segundo especialistas, embora os sintomas possam ser semelhantes no início, há características que ajudam a distinguir cada infecção.

‘O resfriado, geralmente causado pelo rinovírus, costuma ser mais brando, com sintomas como espirros, coriza e irritação na garganta, sendo raro provocar febre ou prostração intensa’, explica a infectologista Maria Alice Sena, da Hapvida. Segundo a médica, esses quadros tendem a desaparecer em poucos dias. Já a gripe, provocada pelo vírus Influenza, apresenta sintomas mais intensos e duradouros. ‘A gripe costuma causar febre, dores no corpo, prostração e dor de cabeça, podendo persistir de 7 a 14 dias e, em alguns casos, evoluir para complicações, como pneumonia’, detalha. (mais…)