QUE PAIS É ESTE E QUE HOMENS SÃO ESSES?

QUE PAIS É ESTE E QUE HOMENS SÃO ESSES? - politica, artigos

Ao acompanhar o desenrolar das coisas, sobretudo no âmbito político, nos deparamos com situações, no mínimo esdruxulas ou ambíguas, que nos faz refletir: o que dizer de tanta sujeira?

A política está para uma sociedade como a arte do bem comum. A sua prática deve ser pautada na ética e na seriedade. Ocupar um cargo público deveria ser motivo de honradez para qualquer pessoa, mas o que estamos vendo, lamentavelmente com raríssimas exceções,  é exatamente o contrário.  O que dizer de tanta sujeira?

O partido que mais combatera a corrupção, o PT, hoje se encontra enlameado na mesma situação. Fraude na ética e na seriedade pregada e proposta à população. E alguns dos seus pobres afiliados defensores, ainda tentam justificar o caos: a corrupção já existe desde que o Brasil existe!  É a prova cabal de que não se pensava em uma nova maneira de fazer política, mas, chegando lá lançar mão dos mesmos artifícios. Jogando na lama, de uma vez por todas, a oportunidade que a sociedade lhe dera de passar o Brasil a limpo. Penso que Roberto Carlos, já nos anos 70, previa tal situação e os homenageou antecipadamente com a música: “eu pensei que sabia de tudo, que entendia de tudo mais vivia no ar”.

O que dizer de um país, onde velhos partidos  direitistas, na verdade fisiologistas, pousam de bons moços, sérios e decentes, perante a sociedade em detrimento da situação de penúria em que se colocou o partido governista atual.  Na verdade a alegria do corrupto é levar sempre mais um para o seu convívio e publicar: somos todos iguais.

O que dizer de um país, cujo presidente do Senado Federal, envolto na lama da sujeira e do desrespeito com a sociedade, derrubado da presidência da casa (em 2008), por ser flagrado em orgias e poligamismo, denunciado pela prática de corrupção com recursos públicos, e, como se nada acontecera, é reconduzido ao cargo na condição de homem público, ético e moral. O que dizer de tanta sujeira?

O que dizer de um país, cujo presidente da Câmara Federal, primeiro homem na linha da sucessão em caso de vacância do Presidente e Vice da República, é denunciado por roubo, formação de quadrilha, ameaças e tantas outras mazelas, e ainda sai ameaçando tudo e todos, até mesmo o juiz que ouviu as denúncias contra o mesmo e o país fica calado. O que dizer de tanta sujeira?

O que dizer de um país onde a justiça faz vistas grossas diante de crimes bárbaros, vidas ceifadas, desvios de verbas públicas, roubo, corrupção, apenas por que em grande parte seus autores gozam de privilégios e posição social?

O que dizer de um país onde as despesas com um deputado beiram a casa dos cem mil reais por mês e um aposentado recebe uma miséria que não cobre as despesas com remédios para as doenças da velhice. Onde o poder público esbanja bilhões em festas carnavalescas e juninas para os ricos curtirem nos camarotes enquanto as filas se amontoam nos hospitais públicos;  onde os governos andam de jatinhos e helicóptero em detrimento das péssimas condições de nossas estradas.

O que dizer de um pais onde as religiões viraram grandes fontes de renda e fortunas,  isentas de impostos e sem a obrigação de prestarem contas a quem quer que seja;  as novelas e programas de televisão, até então, os mais populares divertimentos públicos, viraram verdadeiras escolas do crime, do tráfico e consumo das drogas, e dos desajustes familiares;  o futebol, maior diversão e paixão esportiva do país, virou um cartel tão sujo ou pior que a própria política. E chega a ser deprimente saber que a sujeira do futebol será investigada pela sujeira da política (CPI). O que dizer de tanta sujeira?

O que dizer de um país onde a defesa só existe para o indefensável. Onde o homem e a mulher, sérios, honestos, pais e respeitados sentem dificuldades de assim os sê-los. Onde o sexo puro e natural perde o lugar para o gênero. Onde o amor familiar perde o lugar para a produção independente. Onde a vida perde para o aborto. Onde jovens e adolescentes são tratados como criança quando cometem alguma atrocidade. O que dizer deste país onde um dos seus mais nobres pensadores, Ruy Barbosa, já anunciava que um dia teríamos vergonha de sermos honestos?

Contudo, de que adianta reclamar deste país, se nós, fazemos questão de reconduzir ao cargo, por dois, quatro, oito ou dez mandatos, políticos corruptos e inescrupulosos que nada fizeram, fazem ou irão fazer, além do que já sabemos? O que dizer de tanta sujeira?

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Gilbenicio de Souza Brandão

Administrador, especialista em RH

Brasileiro

(Colunista do Portal Tribuna do Recôncavo).

O que me falta pra ser dizimista?

O que me falta pra ser dizimista? - catolico, artigos

Sou católico, vou à missa aos domingos, confesso, comungo. Até participo das atividades da Igreja, colaboro com as campanhas, leilões, construções e reformas de templos, mas ainda não sou dizimista. O que está me faltando?

Está me faltando compreender o dizimo em sua essência. Conhecer sua proposta e acolhê-la. A oferta eu dou quando quero; o dízimo eu tenho a responsabilidade de devolvê-lo. A comunidade conta com minha oferta, mas confia no meu dízimo; com a oferta eu ajudo a construir um templo ou realizar uma atividade convencional; com o meu dízimo eu participo da sobrevivência cotidiana da minha paróquia.  É preciso entender que dinheiro não cai do céu e que sem ele nada funciona. Da mesma forma que precisamos de dinheiro para a nossa sobrevivência a igreja – instituição – também precisa para se manter. Contudo, não vamos confundir dízimo com taxa de manutenção, contribuição de melhoria ou imposto obrigatório.

As organizações não governamentais necessitam de recursos para a sua existência. Ao participar, o primeiro compromisso do associado é contribuir com a taxa de manutenção, nos casos específicos de sindicatos de categoria, a taxa de manutenção já é fixada e definida em lei ou acordo coletivo, e descontada na própria folha de pagamento do trabalhador. Aqui o dinheiro é um meio, ou seja, o cidadão paga para ter, e o associado paga para sê-lo. Já com o dízimo acontece o contrário. Ele é um meio de devolução. Primeiro eu tenho para depois eu dispor. O dízimo não tem objetivo, ele é o objetivo.

Pensar o dízimo como uma forma de pagamento à igreja ou a garantia de alguns direitos, digamos, sobre aquilo que a igreja tem para oferecer, é completamente errado. O dízimo é a minha participação. Dou aquilo que posso sem nada em troca esperar. Embora signifique dez por cento, ou a décima parte, não é preciso fazer conta. Deus, certamente, não vai fazer contas do salário ou da renda de ninguém. Porém, se posso dar dez, por que vou dar cinco? Se eu posso dar cinco por que vou dar dois ou apenas um?  O ato de devolver o dízimo deve ser feito de modo a agradar o coração de Deus e ao meu coração também. E nunca o contrário. Segundo as palavras sábias de São Paulo, Deus ama a quem dá com alegria! (2cor. 9-7). Se eu posso dar mais, significa que estou ganhando mais. E ganhar mais é o objetivo de todos nós trabalhadores. Vivemos infelizmente um mundo capitalista. Ganhar mais, desde que seja de maneira honesta e com o suor de nossos rostos, não é nenhum pecado! Deus deixou o homem para bem viver. Deus não quer ver a nenhum dos seus filhos passando fome. E quando isto acontece, a responsabilidade em alimentá-lo, não é de Deus, é nossa! Tudo que fizestes a um dos meus irmãos pequenos é a mim que o fazes.

É muito triste nos depararmos com cristãos, líderes religiosos pregando um verdadeiro comércio do toma lá da cá com Deus. Ao instituir o dízimo Deus colocou para o ser humano a possibilidade de partilhar aquilo que o próprio Deus lhe dá. E nada exigiu do homem, pelo contrário, Ele propôs e ofereceu recompensa a quem o fizer: trazei o dízimo integral para o templo e vereis se não vos abrirei as portas do céu e derramarei as minhas bênçãos, muito além do necessário. (Ml, 3-10). Será que esta promessa de Deus me diz algo? Pois bem! É bom nos lembrarmos de que Deus não nos obriga a fazer nada. Somos filhos eleitos e livres para decidir o que queremos. O próprio Deus nos deixa dois caminhos: a vida e a morte, e Ele mesmo indica o caminho melhor – ESCOLHE, POIS, A VIDA.

O que me falta pra ser dizimista? Falta o desprendimento do que é material; lembrar-me de que não adianta juntar tesouros aqui na terra; entender que as mãos mais pobres são as que mais se abrem para dar e que a oferta da pobre viúva valeu para Deus, muito mais que outras, às vezes dada apenas porque sobra, pois sua oferta consistia em tudo o que tinha.

O que me falta pra ser dizimista? - catolico, artigosGilbenicio de Souza Brandão

Paróquia São Benedito-SAJ

Diocese de Amargosa-Ba

(Colunista do Tribuna do Recôncavo).

COMENTÁRIOS:

Zelenildes Santos Ferreira: Que bom! Belo texto, espero que algumas pessoas tenham tido a oportunidade de ler essa mensagem, porque dízimo é uma questão de fé, e compromisso com a igreja cristã . Um abraço amigo! (zelenildes@hotmail.com).

Orlando Arêdes Louzada: Ao falar sobre Dízimo, temos que fazê-lo com responsabilidade e convicção. Quando rezamos  “Cremos na Igreja Católica”  na oração do Creio, estamos assumindo também levar Cristo a todos os irmãos e sustentar nossa Igreja na forma da partilha. Parabéns Gil, são iniciativas como essa que nos faz continuar a caminhada, e nos ensina a divulgar nosso Dízimo de forma fácil de ser compreendido. Um abraço.

Antonia Maria Ferreira de Oliveira: Parabéns amigo Gil, muito interessante e importante seu artigo para a conscientização de nossos irmãos que ainda não entendem o que é ser um dizimista. abraços!

Sem sermos felizes naquilo que fazemos, dificilmente faremos algo de bom para outras pessoas

Sem sermos felizes naquilo que fazemos, dificilmente faremos algo de bom para outras pessoas - artigos

Uma mulher me respondeu com um sorriso contagiante quando eu lhe dei um simples “tudo bem?”. A resposta foi intensa: “Graças a Deus! Sou muito feliz por trabalhar nesta escola”. Ela trabalha na limpeza da escola. Não mora tão perto. Acorda bem cedo. Pega mais de uma condução. Quando chega em casa, tem outra jornada com o marido e os filhos. E é feliz.

Tenho muito respeito pelos funcionários das escolas. Os que limpam os espaços em que educamos, os que preparam o alimento das crianças, os que cuidam para que tudo esteja em ordem para nós, professores, realizarmos nosso ofício. Sou muito feliz por ser professor. E escritor. E sempre que converso com jovens sobre profissões, tento ajudá-los a perceber que a melhor escolha é fazer aquilo que nos realize, que nos faça perceber que podemos ser úteis à sociedade. Não há profissões superiores ou inferiores. Todo trabalho é digno, quando feito honestamente. Mas é preciso ir além. É preciso ter o entusiasmo daquela mulher que encontrou naquela escola o seu canto de realização. Podemos lutar por nossos direitos, buscar melhores condições de trabalho. O papa Francisco disse, nesta semana, que é escandaloso mulheres ganharem menos que homens para exercer a mesma função.

Há ainda um longo caminho para valorizar as pessoas e as profissões, para dar dignidade a todos e acabar com preconceitos. Mas há um outro fator, de extrema importância, também, que é o encontro com nossa própria vocação, com o que, de fato, nos diga se estamos ou não no lugar certo. Como é ruim encontrar pessoas que detestam o próprio trabalho, que detestam o que fazem e que não encontram disposição para buscar novos caminhos. Vidas desperdiçadas. Sem sermos felizes naquilo que fazemos, dificilmente faremos algo de bom para outras pessoas. Com gestos amargurados, contaminamos o ambiente e a nós mesmos. Sempre é tempo de ressignificar nosso trabalho, de redescobrir a chama que nos faz iluminar pessoas com simples respostas como esta: “Graças a Deus! Sou muito feliz por trabalhar nesta escola”. Feliz dia do trabalho.

BIOGRAFIA:

Atualmente Chalita é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU e Membro de Conselho Editorial da Revista Profissão Mestre. É membro da União Brasileira de Escritores, da Academia Paulista de Letras e recentemente foi eleito por unanimidade na Academia Brasileira de Educação.

Apresentou, através do Sistema Canção Nova de Comunicação, o programa Papo Aberto, pelo rádio e pela televisão. Atualmente, apresenta o programa Mundo Melhor, na Rede Vida de Televisão, emissora de orientação católica.

Na politica foi deputado federal até 2014, porém decidiu não concorrer a um novo mandato. Em 13 de janeiro de 2015, foi nomeado pelo prefeito Fernando Haddad ao cargo de secretário da Educação da cidade de São Paulo.

 (Tribuna do Recôncavo, com informações do Diário de São Paulo)

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