Tradicionalmente ligada ao calendário cristão, a Semana Santa é conhecida por marcar os últimos momentos de Jesus Cristo, incluindo sua morte e ressurreição. Mas, para além da narrativa religiosa, esse período também pode ser compreendido como um dos ciclos simbólicos mais profundos da experiência humana, atravessando culturas, épocas e diferentes formas de espiritualidade.
Para a bruxa e escritora Tânia Gori, o período carrega uma potência que vai além da religião institucionalizada. ‘Estamos diante de um portal simbólico de transformação. A morte e o renascimento que observamos na Semana Santa também acontecem dentro de cada um de nós’, afirma.
Estudiosos e praticantes de tradições ancestrais apontam que, muito antes da consolidação do cristianismo, diversas civilizações já realizavam rituais neste mesmo período do ano, próximo ao equinócio de outono no hemisfério sul. Eram celebrações ligadas à renovação da vida, à fertilidade da terra e ao encerramento de ciclos, sempre marcadas por momentos de introspecção, silêncio e posterior celebração. Um padrão que se repete, de forma simbólica, na estrutura da própria Semana Santa. (mais…)


Imagem de congerdesign por Pixabay
Imagem de StartupStockPhotos por Pixabay
Image by LensPulse from Pixabay
Imagem de Tumisu por Pixabay
Imagem de ExplorerBob por Pixabay
Imagem de jacqueline macou do Pixabay