O aneurisma cerebral é uma condição silenciosa que pode ser fatal ou deixar sequelas graves quando ocorre o rompimento. Embora muitas vezes não apresente sintomas, a atenção aos fatores de risco e aos sinais de alerta é essencial para prevenir complicações.
De acordo com a médica neurologista Paolla de Magalhães, do Hospital Orizonti, o problema está ligado ao enfraquecimento das paredes dos vasos sanguíneos no cérebro. Fatores genéticos e histórico familiar influenciam, mas hábitos de vida têm papel decisivo.
‘O tabagismo e a hipertensão arterial não controlada são os principais vilões. Muitas pessoas convivem com pequenos aneurismas por anos sem saber. O risco surge quando há crescimento e rompimento, provocando hemorragia’, explica a especialista.
Fatores de risco e prevenção
Entre as principais medidas preventivas estão o controle da pressão arterial, a interrupção do tabagismo e o acompanhamento médico regular.
Pessoas com histórico familiar devem redobrar a atenção. Quem possui pelo menos dois parentes de primeiro grau com diagnóstico de aneurisma deve realizar exames periódicos.
Nesses casos, é indicado o acompanhamento com exames de imagem, como angiotomografia ou angioressonância, geralmente a cada cinco anos.
Sintomas de alerta
Embora seja silencioso na maior parte do tempo, o rompimento de um aneurisma provoca sintomas intensos e imediatos.
O principal sinal é uma dor de cabeça súbita e extremamente forte.
‘É comum o paciente descrever como a pior dor de cabeça da vida, com pico em poucos segundos. Se vier acompanhada de rigidez na nuca, vômitos, visão dupla ou perda de consciência, é fundamental procurar atendimento imediato’, alerta a neurologista.
Diagnóstico e tratamento
Muitos casos são descobertos de forma incidental, durante exames de rotina. Já em situações de emergência, a tomografia e a angiotomografia são essenciais para confirmar o diagnóstico.
O tratamento pode ser feito por cirurgia aberta ou por procedimento endovascular, menos invasivo, realizado com cateteres.
A escolha depende de fatores como localização do aneurisma e idade do paciente.
Cuidados após o rompimento
O período pós-rompimento exige atenção intensiva e monitoramento contínuo para evitar complicações.
Um dos recursos utilizados é o Doppler transcraniano, exame que funciona como um ultrassom dos vasos cerebrais.
‘Essa monitorização permite detectar precocemente complicações graves, como espasmos dos vasos sanguíneos’, finaliza a especialista.
Com informações do Hospital Orizonti – Adaptado pela Tribuna do Recôncavo.

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