A inadimplência de aluguel na Bahia registrou a menor taxa dos últimos dez meses, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica. O levantamento aponta que o índice ficou em 4,62% em junho de 2026, uma redução de 1,13 ponto percentual em relação a maio, quando a taxa era de 5,75%.
Apesar da queda, o percentual ainda permanece acima da média nacional, que foi de 3,20% no mesmo período. Na comparação com junho de 2025, quando a Bahia registrava 4,10%, houve aumento de 0,52 ponto percentual.
Os dados fazem parte do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, levantamento mensal que analisa informações anonimizadas de mais de 800 mil locatários em todo o Brasil. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, a redução pode indicar um esforço das famílias para reorganizar o orçamento, mas ainda é necessário cautela diante do cenário econômico.
“Mesmo após duas baixas consecutivas, em maio e agora em junho, ainda é cedo para determinar uma tendência de melhora”, afirmou o executivo.
Nordeste lidera ranking nacional de inadimplência
Mesmo com a redução, a Bahia segue entre os estados brasileiros com maiores índices de inadimplência locatícia. O estado ficou abaixo da média da região Nordeste, que encerrou junho com taxa de 5,15%, a maior entre todas as regiões do país.
A região Norte aparece na segunda posição, com 4,30%, seguida pelo Centro-Oeste (3%), Sudeste (2,96%) e Sul, que apresentou a menor taxa nacional, com 2,71%.
No Nordeste, os imóveis comerciais continuam concentrando os maiores índices de atraso no pagamento do aluguel, com taxa de 7,23% em junho. As casas registraram 6,24%, enquanto os apartamentos ficaram em 3,52%.
Imóveis de até R$ 1 mil concentram maior inadimplência
O levantamento também mostra que os imóveis com aluguel de até R$ 1 mil continuam liderando os índices de inadimplência no país.
Entre os imóveis comerciais nessa faixa, a taxa chegou a 7,40%. Já nos imóveis residenciais, o índice ficou em 6,27%.
De acordo com a Superlógica, os valores mais baixos de aluguel sofrem maior impacto das dificuldades financeiras enfrentadas por famílias de menor renda e por micro e pequenas empresas.
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Comerciais seguem com maior inadimplência por tipo de imóvel
Na análise por categoria, os imóveis comerciais registraram a maior taxa de inadimplência em junho, com 4,19%, mesmo após queda em relação a maio, quando o índice era de 4,39%.
As casas tiveram redução de 3,69% para 3,45%, enquanto os apartamentos passaram de 2,35% para 2,16% no período.
O Índice de Inadimplência Locatícia considera fatores como valor do aluguel, tipo de imóvel, localização, datas de vencimento e pagamentos realizados. São considerados inadimplentes os boletos com mais de 60 dias de atraso ou pagos após esse período.
Especialistas recomendam planejamento financeiro para evitar dificuldades com despesas fixas. Conteúdos sobre organização das finanças e planejamento para aquisição da casa própria podem ser encontrados em materiais de educação financeira, como o guia do Sicredi sobre como sair do aluguel.
Com informações da Superlógica.












































































































