No dia do professor, 15/10, leia o poema INUSITADA VISITA À SALA DE AULA!

No dia do professor, 15/10, leia o poema INUSITADA VISITA À SALA DE AULA! - poesiaImagem de PublicDomainPictures de Pixabay

Por Maria do Carmo

Acordei cedo como de costume. Fiz o ritual matinal pré escola: banho, café, transporte. Cheguei ao meu local de trabalho, a Escola.

Toca a campainha e lá fui eu para o cumprimento do meu ofício de professor, ao iniciar do letivo dia!

Adentro a sala de aula e saúdo os alunos: Bom Dia! Coloco a bolsa onde estão os apetrechos básicos de um professor ( livros, cadernos, lápis, caneta), sobre a mesa. Sento-me garbosamente, abro a caderneta para iniciar a chamada.

Ao remexer o interior da bolsa a procura de uma caneta, um esnobe e distinto “ser”, num voo rasante, atirou-se ao chão! A turma caiu numa crise de risos! Kkkkkkkk. Alguém exclamou: a barata saiu da sacola da tia!

Fiquei atônita mas fingir também achar graça! Pensava: Esta cena seria uma demonstração de imundície, descuido ou de sujeira ou simplesmente a barata pegou carona intencionalmente?

O problema é saber se ela foi a Escola com o intuito de ser aluna, professora ou simplesmente para fazer a tia passar vexame diante da classe!

Isto não é um conto de carochinha! É um conto baseado na real história de uma letrada baratinha!

Sobre a autora:

Maria do Carmo, residente na cidade de Mutuípe (BA), é autora da Coletânea Poética Retalhos de Vivências, tem poemas publicados em várias Antologias, sendo as mais recentes: Tabuleiro de Poesia, Seletos Versos, O Livro das Marias II e Sarau Brasil. Ela participa de eventos literários, sendo o mais recente no Palco aberto da III Feira Literária de Campina Grande/PB. Maria é professora da Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães em Santo Antônio de Jesus e colunista do site de notícias Tribuna do Recôncavo.

“NA ONDA DO RÁDIO”, poesia em homenagem ao radialista Hélio Alves

"NA ONDA DO RÁDIO", poesia em homenagem ao radialista Hélio Alves - varzedo, saj, poesia, noticiasÀ esquerda Hélio Alves na Clube AM em 1996 | à direita na Clube FM em 2021

Em homenagem ao dia nacional do rádio, 25 de setembro, a poetisa Maria do Carmo, colunista do Tribuna do Recôncavo, expressa através da poesia uma homenagem ao radialista Hélio Alves, que desde criança sonhava em ser radialista e construiu uma trajetória no rádio, sobretudo na Clube FM, onde completou 25 anos na emissora em 1º de maio de 2021. Confira!

 

NA ONDA DO RÁDIO

Comunicação! Essencial à vida humana!

Desde os tempos primitivos, comunicar era preciso!

Antes das invenções tecnológicas, como o homem se comunicava?

Utilizando sinais, gestos e sons, seus sentimentos expressava.

 

Com o advento da tecnologia no Brasil, no século XX o rádio surgiu.

Que inovação! Uma essencial ferramenta na comunicação.

O Rádio, invadiu lares levando notícias e entretenimento.

Informações e radionovelas, eram as atrações do momento.

 

Este veículo de comunicação que nascia, necessitava de aparato.

A cooperação humana era essencial a sua evolução.

O Radialista, mediador, comunicador por excelência!

Sem a sua atuação, o rádio não teria eficiência.

 

A comunicação via rádio, pelo mundo se estendeu.

Ao campo e às cidades, levou informação e diversão.

Despertando em muitos, o desejo de atuar neste veículo de comunicação.

No Território do Recôncavo baiano, destaca-se um exemplo dessa vocação.

 

Na sua infância, já sonhava com esta profissão.

Simulava bancada e anúncios, o protótipo de uma rádio construía!

Brincando de radialista, com a comunicação se encantava.

Na adolescência, uma emissora primitiva já criava.

 

Esta emissora, era uma grande invenção para uma comunidade sem energia elétrica!

Mas já seria uma profecia do nascimento de um futuro radialista!

O som da Igreja fez parte da sua trajetória de comunicador!

Por ele anunciou o horário das missas, em leilões e eventos foi locutor.

 

Na década de 90, o sonho do “menino radialista” prosseguia!

Na Rádio Juventude, em sua terra natal (Varzedo), adentrava.

O mundo do rádio desvendava: festas, inaugurações, eventos,…

O sonho do “menino radialista”, se transformava em realidade naquele momento!

 

Prosseguindo com a sua atuação de comunicador,

Posteriormente, a equipe da então Rádio Clube AM, hoje Clube FM integrou.

Seu talento de radialista continuou demonstrando.

Nas áreas musical, jornalística e religiosa com empenho atuando.

Com a atuação de Hélio Alves, a história do rádio vem se perpetuando!

 

Jocinere Soares (Apresentação)

Maria do Carmo (Poesia)

Poema “CLAMOR DO NOSSO POVO” de Maria do Carmo

Poema “CLAMOR DO NOSSO POVO” de Maria do Carmo - poesiaFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Uma voz sufocada.

Um grito engasgado.

Um corpo enfraquecido.

Fome assolando.

Humanos desnutridos.

Lágrimas jorrando.

Estômago roncando.

Prato vazio.

Vozes sufocadas pelo descaso social.

Humanos caçam comida nos lixões.

O prato vazio espera por migalhas.

Os ossos antes descartados agora são disputados.

Estômago roncando, fome assolando!

Fome assolando, estômago roncando!

Até quando?

O povo brasileiro por justiça e dignidade clamando!

Até quando? Até quando?

Sobre a autora:

Maria do Carmo, residente na cidade de Mutuípe (BA), é autora da Coletânea Poética Retalhos de Vivências, tem poemas publicados em várias Antologias, sendo as mais recentes: Tabuleiro de Poesia, Seletos Versos, O Livro das Marias II e Sarau Brasil. Ela participa de eventos literários, sendo o mais recente no Palco aberto da III Feira Literária de Campina Grande/PB. Maria é professora da Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães em Santo Antônio de Jesus e colunista do site de notícias Tribuna do Recôncavo.

Poesia “FESTA BOA” de Maria do Carmo

Poesia "FESTA BOA" de Maria do Carmo - poesiaFoto: Pedro Ventura/ Agência Brasília

As Festas Juninas, tão marcantes no nosso Nordeste, pelo segundo ano consecutivo não serão realizadas! É claro que neste contexto da pandemia, a prioridade é o cuidado e o respeito pela Vida! Enquanto a situação não se normaliza, evoquemos através da Poesia, tão bons momentos vivenciados.

FESTA BOA

Maio finalizava,

O povo já anunciava:

São João tá na porta!

Á meia noite do último dia de maio:

Fogos anunciavam o tão aguardado mês festivo.

Dava-se início aos preparativos:

Lenha para a fogueira armar,

Bandeirolas para casas e terreiros enfeitar,

Roupa nova para ir forrozear.

Forró pé de serra, era o estilo musical a predominar!

Tinha arrasta-pé aqui e acolá.

O destino do povão era o Arraiá!

Não faltavam o milho, a canjica, o amendoim e o licôr.

Todos forrozeavam: criança, adulto, vovó e vovô!

O braseiro da fogueira assava o milho a todo vapor.

Êta tempo bom, Sô!

Sobre a autora:

Maria do Carmo, residente na cidade de Mutuípe (BA), é autora da Coletânea Poética Retalhos de Vivências, tem poemas publicados em várias Antologias, sendo as mais recentes: Tabuleiro de Poesia, Seletos Versos, O Livro das Marias II e Sarau Brasil. Ela participa de eventos literários, sendo o mais recente no Palco aberto da III Feira Literária de Campina Grande/PB. Maria é professora da Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães em Santo Antônio de Jesus e colunista do site de notícias Tribuna do Recôncavo.

No dia da Abolição da Escravatura, 13 de maio, leia “NEGRITUDE” de Maria do Carmo

No dia da Abolição da Escravatura, 13 de maio, leia “NEGRITUDE” de Maria do Carmo - poesiaImagem de StarGladeVintage de Pixabay

Por Maria do Carmo – poetisa

Os resquícios da escravatura no nosso país nos levam a refletir acerca da situação do Negro na sociedade contemporânea, em decorrência de um teórico abolicionismo relatado na História Oficial, em 13 de maio de 1888.

NEGRITUDE

Sou oriundo das tribos africanas.

Sou negro, sou gente bacana.

Pouco importa se vim do Sul ou do Norte.

Quero apagar as marcas da escravidão,

Construir uma nova história,

Modelar a minha própria sorte.

Fui refém dos porões e das senzalas,

Vitimado pela prepotência dos “senhores”.

Recorri ao abrigo no quilombo,

Salvei-me das torturas e horrores.

Sou negro, sou gente bacana.

Resistência é a minha identidade africana!

A sociedade contemporânea quer condenar-me novamente a escravidão,

Quer continuar me acorrentando com o preconceito e a discriminação.

A minha liberdade, não é apenas uma ficção!

Estou salvo dos porôes, das senzalas e das correntes.

E decreto: Respeito e dignidade para toda a minha gente!

Sou negro, sou bacana, sou gente!

Texto publicado na Antologia Literária: A MATRIZ DA PALAVRA – O NEGRO EM PROSA E VERSO pela Litteris Editora – 2015.

Sobre a autora:

Maria do Carmo, residente na cidade de Mutuípe (BA), é autora da Coletânea Poética Retalhos de Vivências, tem poemas publicados em várias Antologias, sendo as mais recentes: Tabuleiro de Poesia, Seletos Versos, O Livro das Marias II e Sarau Brasil. Ela participa de eventos literários, sendo o mais recente no Palco aberto da III Feira Literária de Campina Grande/PB. Maria é professora da Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães em Santo Antônio de Jesus e colunista do site de notícias Tribuna do Recôncavo.

Odemar Lúcio, poeta de Elísio Medrado, lança canal no Youtube

Odemar Lúcio, poeta de Elísio Medrado, lança canal no Youtube - poesia, noticias, elizio-medradoNa foto, Odemar Lúcio | Divulgação

Com o objetivo de democratizar o acesso à arte e cultura, além de dinamizar e ampliar o alcance de sua produção artística, o poeta Odemar Lúcio lançou um canal no Youtube. “Inicialmente a proposta era fazer um recital itinerante, mas com a chegada da pandemia e a consequente inviabilização, achei por bem começar gravar e postar vídeos num canal”, disse o poeta.

Odemar Lúcio é escritor, poeta e cordelista, é técnico em enfermagem, graduado em serviço social e pós-graduando em história e cultura afro-brasileira. Em 2015 publicou seu primeiro livro intitulado HISTÓRIAS QUE A VIDA ESCREVE, compôs a Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea ALÉM DA TERRA ALÉM DO CÉU Volume III (2018) pela Editora Chiado, possui alguns folhetos de cordéis publicados como, por exemplo: ELÍSIO MEDRADO MEU CORDEL ENCANTADO, A HISTÓRIA DO PARAÍSO; ONDE MORA A CORRUPÇÃO; entre outras poesias.

A descrição do canal diz “aqui será teu recanto, teu abraço, teu recital… Em tempos de mundo doente, poesia é remédio. Então tome poesia no meio do mundo!”.

Segue o link de acesso: www.youtube.com/channel/UCPuR0YUeOWfghGP-pcfL6rQ/featured. Inscreva-se e seja um incentivador deste projeto!

NATAL! O RENASCER PARA UM “NOVO SER”

NATAL! O RENASCER PARA UM “NOVO SER” - poesia, destaquePhoto by Bruno Martins on Unsplash

Por Maria do Carmo – poetisa

O Presépio, retrata um grande acontecimento!

Reproduz o cenário de um histórico nascimento,

O nascimento do MENINO-DEUS!

O Deus humano que veio com uma singular missão,

Salvar a humanidade que vivia nas trevas!

Uma estrela anunciou a natividade do Senhor!

Cumpriu-se a profecia de que “O Salvador” viria.

O Salvador assumiu a condição humana.

Trouxe luz, paz, justiça, amor, conversão!

Na simplicidade de uma gruta,

Brotou a história da salvação.

O nascimento do Menino-Deus,

Nos leva a refletir sobre nossa cotidiana missão,

De reconhecer o Menino-Deus em cada irmão,

Transformando em “gruta acolhedora” o nosso coração!

Sobre a autora:

Maria do Carmo, residente na cidade de Mutuípe (BA), é autora da Coletânea Poética Retalhos de Vivências, tem poemas publicados em várias Antologias, sendo as mais recentes: Tabuleiro de Poesia, Seletos Versos, O Livro das Marias II e Sarau Brasil. Ela participa de eventos literários, sendo o mais recente no Palco aberto da III Feira Literária de Campina Grande/PB. Maria é professora da Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães em Santo Antônio de Jesus e colunista do site de notícias Tribuna do Recôncavo.

Poema de Maria do Carmo: Maternidade Africana

Poema de Maria do Carmo: Maternidade Africana - poesiaNa foto, Maria do Carmo | Crédito: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

A Poeta e escritora, Professora Maria do Carmo, nesta Semana da Consciência Negra, apresenta o seu Poema intitulado: Maternidade Africana. Carminha, como é conhecida, propõe através desta obra uma reflexão acerca do reconhecimento da importância do Negro e do seu legado na construção da sociedade brasileira, objetivando também alertar as pessoas sobre o compromisso para com o combate ao preconceito e a discriminação racial.

MATERNIDADE AFRICANA

O ventre da Mãe-África se permitiu gerar!

Gerar vidas para a humanidade perpetuar.

Seus filhos cresceram, frutificaram, a humanidade povoaram.

A Mãe-África em desalento, chorou ao ver seus filhos rejeitados!

Não os acolheram como humanos?

Sua cor era sinônimo de desamor?

A Mãe-África jamais desanimou!

Caminha filho! Caminha filha!

Renega o preconceito que a humanidade sempre te quis impor!

Sobre a autora:

Maria do Carmo, residente na cidade de Mutuípe (BA), é autora da Coletânea Poética Retalhos de Vivências, tem poemas publicados em várias Antologias, sendo as mais recentes: Tabuleiro de Poesia, Seletos Versos, O Livro das Marias II e Sarau Brasil. Ela participa de eventos literários, sendo o mais recente no Palco aberto da III Feira Literária de Campina Grande/PB. Maria é professora da Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães em Santo Antônio de Jesus e colunista do site de notícias Tribuna do Recôncavo.

Poema: CLAMOR DA NOSSA GENTE!

Poema: CLAMOR DA NOSSA GENTE! - poesiaFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Por Maria do Carmo, poetisa

Gente brava! Gente brasileira!

Gente que sonha e luta por uma “Pátria Ordeira”!

A Ordem e o Progresso é mera teoria?

O clamor dos teus filhos não te angustia?

Esta gente brasileira clama por respeito e dignidade!

A desigualdade gera os excluídos da sociedade!

Gente brava! Gente brasileira!

Gente que não apenas sonha!

Gente que cotidianamente labuta!

Labuta por justiça e igualdade!

Esta brava gente, clama por Indepedência e chora as mazelas sociais!

Independência! Usufruto dos Direitos que deveriam ser para todos iguais!

A Ordem e o Progresso não podem ser mera utopia!

A gente brava brasileira, luta!

Luta por uma vida digna para todos, não apenas para uma minoria!

Gente brava! Gente brasileira!

Gente que luta, resiste e persevera na conquista da “Independência Verdadeira!”

Sobre a autora

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuipe-Ba; Licenciada em Geografia; Professora  na rede municipal em Santo Antonio de Jesus-Ba; Participação nas Antologias: O QUE É QUE A BAHIA TEM e A MATRIZ DA PALAVRA/O NEGRO EM PROSA E VERSO – (Litteris editora); 1º lugar no Concurso Poético Grande Prêmio Giuliano Ottaviani/Eclética World Itália – 2019; Autora do livro RETALHOS DE VIVÊNCIAS e Colunista no site de notícias TRIBUNA DO RECÔNCAVO.

Poema de Maria do Carmo: DECIFRANDO A QUARENTENA

Poema de Maria do Carmo: DECIFRANDO A QUARENTENA - poesia, destaqueFoto tirada em dezembro de 2019 na 1ª FESLAM em Amargosa

25 de julho é o Dia Nacional do Escritor, data escolhida para homenagear escritoras e escritores brasileiros. Essa data, que geralmente é marcada por eventos que valorizam os escritores brasileiros, em 2020 está sendo celebrado de uma forma Nunca Antes Vista, apenas virtualmente. Nesse tempo de distanciamento por conta da pandemia, a poetisa e escritora Maria do Carmo (Carminha) preparou o poema: DECIFRANDO A QUARENTENA, confira:

Uma flor.

Um poema.

Estação Quarentena!

A flor tem nome?

O poema tem título?

A Quarentena tem valor?

Pouco importa o nome da flor.

Pouco importa o título do poema.

Muito importa saber:

A flor embeleza a alma na Estação Quarentena.

Talvez, se esta estação não existisse,

A flor teria passado despercebida.

E este poema não teria existido.

A Quarentena tem valor,

Para que a vida tenha mais amor.

O poeta em Quarentena abriu as portas apenas para a poesia.

Sobre a autora

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuipe-Ba; Licenciada em Geografia; Professora  na rede municipal em Santo Antonio de Jesus-Ba; Participação nas Antologias: O QUE É QUE A BAHIA TEM e A MATRIZ DA PALAVRA/O NEGRO EM PROSA E VERSO – (Litteris editora); 1º lugar no Concurso Poético Grande Prêmio Giuliano Ottaviani/Eclética World Itália – 2019; Autora do livro RETALHOS DE VIVÊNCIAS e Colunista no site de notícias TRIBUNA DO RECÔNCAVO.

Poesia de Maria do Carmo: CLAMOR PELA VIDA

Poesia de Maria do Carmo: CLAMOR PELA VIDA - poesiaImagem de Pete Linforth por Pixabay

Surto, pandemia!

Vírus letal a humanidade contagia.

O homem fazia o planeta girar desenfreadamente.

A roda do Capitalismo teve que frear inesperadamente.

Desalento, tristeza, morte e sofrimento.

Humanos perplexos! Impotentes perante ao caos deste momento.

Nações e povos em batalha pela vida.

Isolamento social faz o homem parar a lida.

Urgente apelo à reflexão.

Preservar a vida exige dedicação e doação.

Dignidade humana e cidadã devem se sobrepor ao Capitalismo tentador.

Solidariedade e fraternidade são formas de exercitar o Amor.

Numa sociedade que preza pelo combate a desigualdade social, a VIDA é prioridade! Surtos, pandemias, são banidos em tempo hábil e com reduzida mortalidade!

Maria do Carmo da Silva Santos é colunista do Tribuna do Recôncavo e Autora do Livro: RETALHOS DE VIVÊNCIAS

Poesia de Maria do Carmo: DEFININDO O “SER MULHER”

Fostes modelada pelas hábeis mãos do criador!

Tens o dom de possuir a essência vital!

Sapiência e determinação sustentam o teu cotidiano.

Tua labuta antecipa o raiar do dia.

O dia torna-se pequeno diante das inúmeras tarefas que tens a cumprir.

Lutas arduamente pela vida e pela sobrevivência.

As adversidades humanas e sociais não te intimidam.

Fortaleza e resiliência definem a tua existência.

És humana, cidadã, um ser dotado de múltiplos dons.

És MULHER! Um ser moldado com ilimitado amor!

Dignidade, reconhecimento e respeito são atributos que à sua existência dá alento!

Maria do Carmo da Silva Santos é colunista do Tribuna do Recôncavo e Autora do Livro: RETALHOS DE VIVÊNCIAS

REFLEXÃO NATALINA

REFLEXÃO NATALINA - poesiaArte: Reprodução/ blog.cancaonova

Eis que finda o tempo do Advento.

Para nós cristãos, tempo de alento!

A humanidade revive um memorável acontecimento!

A vinda de Jesus, o Salvador, a celebração do seu nascimento!

 

Luz para os que nas trevas viviam!

Libertação para os que na escravidão pereciam.

O Deus-humano desceu à terra e nela fez sua morada.

A salvação profetizada, entre nós chegava.

 

Deus se fez um de nós!

Em nosso meio veio habitar.

O presépio foi o seu abrigo.

Pelos humildes pastores foi acolhido.

 

Na condição de um pobre menino, Jesus veio à Terra!

Trazer a paz, o amor, a salvação.

Banir do mundo a injustiça, a opressão.

Fazer reinar a felicidade no humano coração!

 

Natal do Menino Jesus! Na manjedoura a vida reluz!

O coração humano é revestido de esperança e alegria.

Está conosco o Salvador!

Onde havia trevas, a luz irradia!

 

O Nascimento do Menino-Deus nos leva à reflexão.

Amor, paz, justiça! São anseios de todo coração.

É essencial viver os ensinamentos de Jesus no dia-a-dia.

Acolher o Deus-Menino que se revela em cada irmão!

 

É Natal!

Tempo de refletir sobre a prática cotidiana da solidariedade!

Solidariedade! Meta de todo cristão que reconhece Jesus no irmão.

É Natal! Tempo propício à reflexão!

 

É Natal!

A humanidade ainda vive sob o peso da opressão.

Mesa farta, presentes, vestes novas, para muitos é sinônimo de desolação.

Há sempre um irmão carente de algo no campo ou na cidade.

Urgente e essencial se faz a vivência da fraternidade.

Para que o 25 de dezembro não seja apenas uma data festiva,

Mas um Natal de verdade!

Autoria: Maria do Carmo da Silva Santos/ colunista do Tribuna do Recôncavo

Poema de Maria do Carmo: TRIBUTO À SANTA DULCE

Por Maria Rita fostes civilmente registrada!

Por Dulce fostes religiosamente consagrada!

Conceitos e preconceitos desafiastes!

Indigentes e doentes com amor abraçastes!

Sofrestes advertência pela hierarquia religiosa e civil!

Incansável e firme, não baixou a cabeça, prosseguiu!

Seu lema: acolher, ofertar abrigo e carinho!

A oração! Tua fortaleza no peregrinar deste caminho!

Crianças, adultos e idosos, a todos acolhias!

Esperança e amor com o teu olhar transmitias!

Não te inibias! Esmola para os pobres pedia!

Os excluídos pela sociedade teu coração comovia!

Teu itinerário: percorrer palafitas, acolher retirantes, dar remédio aos moribundos, educar para a vida, doando-te de corpo e alma aos que a sociedade marginaliza!

Carinho, abrigo, comida, remédio, doou a tantos humanos carentes!

“A obra não é minha é de Deus!” Professava à tua gente!

Irmã Dulce! “O anjo bom da Bahia!”

Tua humildade e carisma nossos corações contagia!

Nas terras do Senhor do Bonfim, partilhastes o teu generoso coração!

O mundo te reconhece como mulher de fé e determinação!

És a SANTA DULCE DOS POBRES! Luz que reluziu na Bahia e pelos céus irradia!

És eternamente o anjo bom que com a vastidão de tuas asas o céu alcançou!

A Igreja de Cristo te reconhece! Os anjos entoam para Ti uma especial canção, a humanidade  rende graças a Deus, pela tua canonização!

Sobre a autora, 

Maria do Carmo da Silva Santos é autora do livro: RETALHOS DE VIVÊNCIAS e colunista do Tribuna do Recôncavo.

Poema de Maria do Carmo: AMAZÔNIA AGONIZANTE

Poema de Maria do Carmo: AMAZÔNIA AGONIZANTE - poesiaFoto: Cristino Martins/ Ag. Pará/ Fotos Públicas, em 31.03.2017

Lágrimas de fogo!

Rios de sangue!

Animais carbonizados!

Vegetação desmoronando!

Solo esturricado!

Fumaça tóxica!

Fauna e flora devorados pelas chamas!

O “pulmão do mundo” dilacerado”!

Amazônia incendiada!

A floresta agora jaz!

Folhagens viraram cinzas!

Bioma assolado!

Alma ardendo! Coração humano desolado!

Fogo, sangue, carvão, fumaça!

A vida no Planeta em ameaça!

A humanidade vitimada por catástrofe ambiental e social!

A sociedade perplexa, geme as dores deste incendiário mal!

*Maria do Carmo da Silva Santos é autora do livro: RETALHOS DE VIVÊNCIAS e colunista do Tribuna do Recôncavo.

Poema de Maria do Carmo: “DECIFRANDO O SER MÃE”

Poema de Maria do Carmo: "DECIFRANDO O SER MÃE" - poesiaCrédito: Pixabay

Tens em Eva a genealogia!

Fostes inspirada na Bem-Aventurada Maria!

Persistência e resistência te revestem no dia a dia.

Batalhas incansavelmente seja no campo ou na cidade.

Viver não basta! Necessitas sobreviver com alegria e dignidade.

Perpetuar gerações é tua missão singular.

Fé e esperança são o suporte que a tua rotina vem sustentar.

Lutas e sofrimentos não te intimidam, te dão alento.

Desafias as adversidades com teimosia e discernimento.

Ser reconhecida e respeitada como mulher e cidadã dignifica tua maternidade.

Teus filhos, razão de ser da tua existência, deseja vê-los viver e sobreviver com decência e dignidade.

Abraças a tua vocação e vivencias o teu “ser mãe” com sabedoria exemplar.

Mãe! Não é apenas um título, um status. É a essência da vida a se perpetuar!

*Maria do Carmo da Silva Santos é autora do livro: RETALHOS DE VIVÊNCIAS e colunista do Tribuna do Recôncavo.