Poema de Maria do Carmo: Maternidade Africana

Na foto, Maria do Carmo | Crédito: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

A Poeta e escritora, Professora Maria do Carmo, nesta Semana da Consciência Negra, apresenta o seu Poema intitulado: Maternidade Africana. Carminha, como é conhecida, propõe através desta obra uma reflexão acerca do reconhecimento da importância do Negro e do seu legado na construção da sociedade brasileira, objetivando também alertar as pessoas sobre o compromisso para com o combate ao preconceito e a discriminação racial.

MATERNIDADE AFRICANA

O ventre da Mãe-África se permitiu gerar!

Gerar vidas para a humanidade perpetuar.

Seus filhos cresceram, frutificaram, a humanidade povoaram.

A Mãe-África em desalento, chorou ao ver seus filhos rejeitados!

Não os acolheram como humanos?

Sua cor era sinônimo de desamor?

A Mãe-África jamais desanimou!

Caminha filho! Caminha filha!

Renega o preconceito que a humanidade sempre te quis impor!

Sobre a autora:

Maria do Carmo, residente na cidade de Mutuípe (BA), é autora da Coletânea Poética Retalhos de Vivências, tem poemas publicados em várias Antologias, sendo as mais recentes: Tabuleiro de Poesia, Seletos Versos, O Livro das Marias II e Sarau Brasil. Ela participa de eventos literários, sendo o mais recente no Palco aberto da III Feira Literária de Campina Grande/PB. Maria é professora da Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães em Santo Antônio de Jesus e colunista do site de notícias Tribuna do Recôncavo.

Poema: CLAMOR DA NOSSA GENTE!

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Por Maria do Carmo, poetisa

Gente brava! Gente brasileira!

Gente que sonha e luta por uma “Pátria Ordeira”!

A Ordem e o Progresso é mera teoria?

O clamor dos teus filhos não te angustia?

Esta gente brasileira clama por respeito e dignidade!

A desigualdade gera os excluídos da sociedade!

Gente brava! Gente brasileira!

Gente que não apenas sonha!

Gente que cotidianamente labuta!

Labuta por justiça e igualdade!

Esta brava gente, clama por Indepedência e chora as mazelas sociais!

Independência! Usufruto dos Direitos que deveriam ser para todos iguais!

A Ordem e o Progresso não podem ser mera utopia!

A gente brava brasileira, luta!

Luta por uma vida digna para todos, não apenas para uma minoria!

Gente brava! Gente brasileira!

Gente que luta, resiste e persevera na conquista da “Independência Verdadeira!”

Sobre a autora

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuipe-Ba; Licenciada em Geografia; Professora  na rede municipal em Santo Antonio de Jesus-Ba; Participação nas Antologias: O QUE É QUE A BAHIA TEM e A MATRIZ DA PALAVRA/O NEGRO EM PROSA E VERSO – (Litteris editora); 1º lugar no Concurso Poético Grande Prêmio Giuliano Ottaviani/Eclética World Itália – 2019; Autora do livro RETALHOS DE VIVÊNCIAS e Colunista no site de notícias TRIBUNA DO RECÔNCAVO.

Poema de Maria do Carmo: DECIFRANDO A QUARENTENA

Foto tirada em dezembro de 2019 na 1ª FESLAM em Amargosa

25 de julho é o Dia Nacional do Escritor, data escolhida para homenagear escritoras e escritores brasileiros. Essa data, que geralmente é marcada por eventos que valorizam os escritores brasileiros, em 2020 está sendo celebrado de uma forma Nunca Antes Vista, apenas virtualmente. Nesse tempo de distanciamento por conta da pandemia, a poetisa e escritora Maria do Carmo (Carminha) preparou o poema: DECIFRANDO A QUARENTENA, confira:

Uma flor.

Um poema.

Estação Quarentena!

A flor tem nome?

O poema tem título?

A Quarentena tem valor?

Pouco importa o nome da flor.

Pouco importa o título do poema.

Muito importa saber:

A flor embeleza a alma na Estação Quarentena.

Talvez, se esta estação não existisse,

A flor teria passado despercebida.

E este poema não teria existido.

A Quarentena tem valor,

Para que a vida tenha mais amor.

O poeta em Quarentena abriu as portas apenas para a poesia.

Sobre a autora

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuipe-Ba; Licenciada em Geografia; Professora  na rede municipal em Santo Antonio de Jesus-Ba; Participação nas Antologias: O QUE É QUE A BAHIA TEM e A MATRIZ DA PALAVRA/O NEGRO EM PROSA E VERSO – (Litteris editora); 1º lugar no Concurso Poético Grande Prêmio Giuliano Ottaviani/Eclética World Itália – 2019; Autora do livro RETALHOS DE VIVÊNCIAS e Colunista no site de notícias TRIBUNA DO RECÔNCAVO.

Poesia de Maria do Carmo: CLAMOR PELA VIDA

Imagem de Pete Linforth por Pixabay

Surto, pandemia!

Vírus letal a humanidade contagia.

O homem fazia o planeta girar desenfreadamente.

A roda do Capitalismo teve que frear inesperadamente.

Desalento, tristeza, morte e sofrimento.

Humanos perplexos! Impotentes perante ao caos deste momento.

Nações e povos em batalha pela vida.

Isolamento social faz o homem parar a lida.

Urgente apelo à reflexão.

Preservar a vida exige dedicação e doação.

Dignidade humana e cidadã devem se sobrepor ao Capitalismo tentador.

Solidariedade e fraternidade são formas de exercitar o Amor.

Numa sociedade que preza pelo combate a desigualdade social, a VIDA é prioridade! Surtos, pandemias, são banidos em tempo hábil e com reduzida mortalidade!

Maria do Carmo da Silva Santos é colunista do Tribuna do Recôncavo e Autora do Livro: RETALHOS DE VIVÊNCIAS

Poesia de Maria do Carmo: DEFININDO O “SER MULHER”

Fostes modelada pelas hábeis mãos do criador!

Tens o dom de possuir a essência vital!

Sapiência e determinação sustentam o teu cotidiano.

Tua labuta antecipa o raiar do dia.

O dia torna-se pequeno diante das inúmeras tarefas que tens a cumprir.

Lutas arduamente pela vida e pela sobrevivência.

As adversidades humanas e sociais não te intimidam.

Fortaleza e resiliência definem a tua existência.

És humana, cidadã, um ser dotado de múltiplos dons.

És MULHER! Um ser moldado com ilimitado amor!

Dignidade, reconhecimento e respeito são atributos que à sua existência dá alento!

Maria do Carmo da Silva Santos é colunista do Tribuna do Recôncavo e Autora do Livro: RETALHOS DE VIVÊNCIAS

REFLEXÃO NATALINA

Eis que finda o tempo do Advento.

Para nós cristãos, tempo de alento!

A humanidade revive um memorável acontecimento!

A vinda de Jesus, o Salvador, a celebração do seu nascimento!

 

Luz para os que nas trevas viviam!

Libertação para os que na escravidão pereciam.

O Deus-humano desceu à terra e nela fez sua morada.

A salvação profetizada, entre nós chegava.

 

Deus se fez um de nós!

Em nosso meio veio habitar.

O presépio foi o seu abrigo.

Pelos humildes pastores foi acolhido.

 

Na condição de um pobre menino, Jesus veio à Terra!

Trazer a paz, o amor, a salvação.

Banir do mundo a injustiça, a opressão.

Fazer reinar a felicidade no humano coração!

 

Natal do Menino Jesus! Na manjedoura a vida reluz!

O coração humano é revestido de esperança e alegria.

Está conosco o Salvador!

Onde havia trevas, a luz irradia!

 

O Nascimento do Menino-Deus nos leva à reflexão.

Amor, paz, justiça! São anseios de todo coração.

É essencial viver os ensinamentos de Jesus no dia-a-dia.

Acolher o Deus-Menino que se revela em cada irmão!

 

É Natal!

Tempo de refletir sobre a prática cotidiana da solidariedade!

Solidariedade! Meta de todo cristão que reconhece Jesus no irmão.

É Natal! Tempo propício à reflexão!

 

É Natal!

A humanidade ainda vive sob o peso da opressão.

Mesa farta, presentes, vestes novas, para muitos é sinônimo de desolação.

Há sempre um irmão carente de algo no campo ou na cidade.

Urgente e essencial se faz a vivência da fraternidade.

Para que o 25 de dezembro não seja apenas uma data festiva,

Mas um Natal de verdade!

Autoria: Maria do Carmo da Silva Santos/ colunista do Tribuna do Recôncavo