Por Miguel Henrique – CEO da Vaapty.
O mercado de veículos seminovos e usados atravessa um dos períodos mais fortes de sua história no Brasil, impulsionado por juros elevados, crédito mais restrito e pela escalada dos preços dos carros novos. Em um movimento de adaptação do consumidor, o setor bateu recordes em 2025, evidenciando a preferência crescente por alternativas mais acessíveis e com melhor custo-benefício. Dados da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) mostram que 2025 encerrou o ano com cerca de 18 milhões de veículos negociados, consolidando um novo patamar para o mercado brasileiro.
O avanço é sustentado principalmente pela busca por custo-benefício e pela maior oferta de modelos com poucos anos de uso, revisados e com procedência garantida. Além disso, a diferença de preço entre um carro novo e um seminovo equivalente segue relevante, o que pesa na decisão de compra. Um sedan 2020 usado pode custar cerca de 40 % a 60 % menos do que um zero km.
‘O consumidor está muito mais racional. Ele compara, faz conta e percebe que, muitas vezes, consegue levar um modelo melhor, mais equipado e pagando menos ao optar por um seminovo’, afirma Miguel Henrique, CEO da Vaapty, líder do franchising no segmento de intermediação de venda de veículos no Brasil.
Outro fator que impulsiona o mercado é a mudança no comportamento de quem deseja vender e comprar, valorizando a rapidez, transparência e segurança no processo. Com a intermediação dessas negociações, fazer a troca de veículo por um seminovo deixou de ser sinônimo de risco. ‘O brasileiro perdeu o receio desse mercado. Quando há avaliação técnica, histórico claro do carro e todo um suporte profissional, a confiança aumenta e a decisão de compra e venda acontece mais rápido’, explica o CEO de Vaapty.
A alta rotatividade de veículos, especialmente nas grandes cidades, contribui para o aquecimento do setor. Proprietários que trocam de carro com mais frequência alimentam a oferta de seminovos jovens, enquanto compradores veem nesses modelos uma oportunidade de acesso a tecnologias mais recentes sem o custo de um zero-quilômetro. ‘É um ciclo virtuoso: quem vende encontra liquidez, e quem compra encontra opções melhores e mais acessíveis’, diz Miguel.
O CEO acredita que a tendência deve se manter ao longo de todo 2026, mesmo diante de possíveis oscilações econômicas. ‘Enquanto o cenário exigir planejamento financeiro e escolhas mais inteligentes, o seminovo continuará sendo protagonista. Não é apenas uma alternativa ao carro novo, mas uma decisão estratégica do consumidor brasileiro’, conclui.
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