Moradores, líderes comunitários e pescadores das regiões de Jauá e Arembepe, na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), participaram nesta sexta-feira, dia 25, do evento de apresentação dos resultados do Monitoramento Marinho dos Sistemas de Disposição Oceânica (SDO), relativo ao ciclo de 2021. Representantes das secretarias de Meio Ambiente e Saúde de Camaçari e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), do governo do estado, também estiveram presentes, assim como especialistas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que são parceiros deste projeto.
Realizado pela Cetrel e pela Tronox Pigmentos do Brasil S.A, o workshop, que é realizado anualmente, aconteceu na Escola Nadir Copque, na Estrada do Coco, em Arembepe. Na data, os participantes puderam conhecer, de forma objetiva e transparente, os dados do monitoramento nas áreas de influência dos emissários submarinos, além de informações sobre as características estruturais e operacionais dos sistemas. O estudo foi realizado em parceria com consultores e professores dos institutos de Biologia e de Geologia da Ufba.
Durante o evento, integrantes da Cetrel e da Tronox falaram também sobre a importância do monitoramento na área; quais os objetivos foram cumpridos, como avaliar a qualidade ambiental do ecossistema marinho na região em comparação aos dados históricos, avaliação da qualidade dos compartimentos ambientais (água, sedimentos e meio biótico); as características dos efluentes lançados no mar; o programa de monitoramento que funciona em Jauá; e os principais resultados obtidos nos últimos ciclos de monitoramento e sua comparação com as legislações ambientais. Os moradores e lideranças presentes também puderam tirar dúvidas.
Eduardo Fontoura, gerente de Relações Institucionais da Cetrel, informa que o monitoramento da área de influência de seu emissário submarino, assim como a divulgação para a comunidade, é realizado desde 1992, em sua fase pré-operacional. “Manter a sociedade informada sobre o monitoramento ambiental, nas áreas de influência dos emissários submarinos, é de extrema importância, uma vez que podemos reforçar que a disposição de efluentes em corpos hídricos superficiais é uma alternativa eficiente. Os estudos que são realizados, como o que foi apresentado nesta sexta, em parceria com Ufba, evidencia que não há diferenças significativas ou eventos perturbadores na região de influência dos emissários”, pontua.
A bióloga Maria Leonor, integrante da equipe da Cetrel, destaca que a empresa faz questão de envolver a comunidade no processo de monitoramento dos emissários, reforçando sua responsabilidade social e ambiental com a sociedade. Para isso, alguns pescadores da região são convidados para participar do trabalho de coleta dos materiais em campo para análise. “O envolvimento de pessoas da comunidade mostra a transparência de todo o processo”, conclui.
ASCOM
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