A maratonista Maria Zeferina Baldaia deixa o atletismo profissional no ano em que completa 50 anos de idade. Vencedora de provas importantes como a Corrida de São Silvestre; a Volta Internacional da Pampulha; Corrida de Reis, onde foi recordista da prova; Meia Maratona do Rio de Janeiro e Maratona Internacional de São Paulo, Maria encerra sua trajetória que será contada em um documentário da Grattitude Filmes, previsto para ser lançado em 2024.
Maria Zeferina Baldaia se mudou com a família para o interior de São Paulo, vinda do Estado de Minas Gerais, para trabalhar no corte da cana e foi onde descobriu sua paixão pelo atletismo. A corredora, que tem no currículo o cinturão de ouro das principais provas de rua do Brasil, encerrará sua participação profissional no esporte em uma prova muito especial, a Corrida de São Silvestre, no dia 31 de dezembro.
Zeferina afirma que a intenção não é exatamente vencer a prova, mas os próprios limites impostos pela idade. Apesar dos 50 anos, a atleta treina todos os dias em dois períodos e mais de duas décadas depois, ela mantém o mesmo peso de 2001, quando venceu as provas. “Mesmo agora com 50 anos, não me sinto velha. Não tenho lesões e nem limitações, por isso consigo manter a rotina de treinos. É uma pena que o tempo passe e chegue essa hora de parar, mas é apenas uma escolha pessoal de não competir mais profissionalmente”, afirma a atleta.
Filme “Zeferina”
O filme em criação, reconstrói nas telas a vida da menina pobre, humilde em suas origens, que começou a correr ao acaso, motivada pela sensação de liberdade e desejo de mudança.
“O que aquela menina não sabia é que os pés descalços no meio dos canaviais estavam começando a trilhar uma história de sucesso, num caminho sem volta. De babá, gari, empregada doméstica e até cortadora de cana, ao lugar mais alto do pódio do atletismo brasileiro”, ressalta Lucas Bretas, produtor e roteirista que afirma se surpreender e se emocionar a cada descoberta na história de vida de Zeferina.
Bretas avalia que a maratonista deixará as provas, mas será eternizada pelo hall da fama. As captações externas começaram em de fevereiro deste ano, remontando a história da mulher que corria nos canaviais, com detalhes. O cronograma para essa etapa do projeto se encerra em dezembro, quando ela fará sua última São Silvestre, prova que venceu em 2001, desbancando as principais corredoras do mundo.
Em 2023 começam as etapas de montagem e finalização, com a produção de trilha sonora própria. Para o roteirista, a produção deve reafirmar a produtora de filmes em uma categoria seleta de obras cinematográficas habilitadas a concorrer em grandes festivais.
Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: ASCOM


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