Por Gustavo Teixeira Ignácio – especialista em alavancagem tecnológica e negócios.
Existe um erro que se repete no ecossistema empreendedor brasileiro: confundir popularidade com faturamento. A obsessão por seguidores, curtidas e vídeos viralizados virou quase um ritual de iniciação para quem começa a vender nas redes sociais. O problema é que audiência não é sinônimo de caixa.
O Brasil é terreno fértil para essa ilusão. O país está entre os maiores consumidores de redes sociais do mundo. Segundo o relatório Digital 2024 Brasil, da DataReportal, mais de 144 milhões de brasileiros estão ativos nessas plataformas e passam horas por dia conectados. O alcance impressiona. A lógica parece simples: se muita gente está online, basta aparecer. Mas visibilidade e conversão obedecem a regras diferentes. No ambiente digital, números chamam atenção, mas resultado financeiro exige metodologia.
Gustavo Teixeira Ignácio, especialista em alavancagem tecnológica e negócios, que acompanha campanhas de empresas em diferentes estágios de crescimento, observa um padrão recorrente. ‘Ao longo dos anos, observei um padrão recorrente entre novos empreendedores no Brasil: a maioria prioriza o crescimento visível do perfil nas redes sociais, atraídos pelo brilho de curtidas e seguidores, mas negligencia a construção de um funil estruturado que guie o cliente desde a primeira descoberta até a compra efetiva’.
A distorção não surge por acaso. Micro e pequenas empresas passaram a depender das redes como principal vitrine digital. Dados do Sebrae indicam que essas plataformas estão entre os canais mais utilizados para presença online. A questão é que presença não significa performance.
Outro comportamento frequente é a comparação com perfis que viralizam. Copiam formatos, tendências e promessas de crescimento rápido sem considerar contexto, investimento e maturidade de audiência. ‘Empreendedores tentam replicar formatos, tendências ou estratégias que funcionaram para influenciadores ou grandes marcas, sem considerar que esses casos envolvem timing, investimento e audiência já consolidada. Outro erro recorrente é a compra de seguidores para acelerar crescimento que, além de distorcer os dados da conta, essa prática costuma reduzir o alcance real e enfraquecer o relacionamento com o público’, afirma Gustavo.
No cotidiano das campanhas, a diferença aparece quando o marketing deixa de ser vitrine e passa a ser estrutura de aquisição. Isso começa pela definição clara de público com maior probabilidade de compra. Depois vêm decisões menos glamorosas e mais eficazes: conteúdos que respondem dúvidas reais, segmentação precisa de anúncios, oferta direta e facilidade de contato.
Métricas também mudam. Curtidas e visualizações perdem protagonismo para indicadores que impactam o faturamento: geração de leads, pedidos de orçamento, taxa de conversão e recompra. É essa transição que separa perfis populares de negócios sustentáveis.
Há um amadurecimento em curso. As redes continuam essenciais para descoberta e posicionamento, mas deixam de ser tratadas como solução automática de vendas. Crescimento consistente exige estratégia, leitura de dados e construção de confiança.
Para Gustavo, o ponto de virada é conceitual. ‘O que sustenta um negócio digital não é quantas pessoas seguem um perfil, mas quantas confiam, retornam e compram. É nesse momento que o marketing deixa de ser vitrine e passa a se tornar motor de crescimento’.
SOBRE
Gustavo Teixeira Ignácio é especialista em alavancagem tecnológica e negócios, com atuação focada em performance e geração de vendas para empresas em crescimento. Ao longo da carreira, estruturou campanhas e projetos para centenas de negócios de diferentes setores, apoiando marcas na transformação de presença digital em resultado financeiro. Com visão prática de mercado, acompanha o comportamento do consumidor online e o impacto das novas tecnologias nas estratégias de aquisição. Atualmente desenvolve soluções que conectam dados, posicionamento e conversão para pequenos e médios empreendedores.


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