As novas regras de Segurança e Saúde no Trabalho já estão em vigor no Brasil e passam a exigir que empresas também identifiquem e gerenciem riscos ligados à saúde mental dos trabalhadores, conhecidos como riscos psicossociais.
A atualização da NR-1 amplia o foco da segurança ocupacional, que antes considerava apenas riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. Agora, fatores como sobrecarga de trabalho, assédio e pressão excessiva também devem ser monitorados.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a mudança não prevê avaliar sintomas individuais dos funcionários, mas sim as condições de trabalho que podem causar estresse, depressão, esgotamento e outros transtornos.
Dados da Previdência Social mostram aumento nos afastamentos por problemas mentais. Em 2025, foram mais de 546 mil benefícios concedidos, com destaque para casos de ansiedade e depressão.
Especialistas alertam que o ambiente de trabalho atual tem contribuído para o crescimento do estresse crônico e reforçam a importância da prevenção dentro das empresas.
“É preciso que transtornos mentais não estejam como os vilões da história. Um dos estigmas é que é fingimento, que as pessoas estão aumentando sua dor. Como psicóloga, preciso dizer, é difícil simular um quadro de sofrimento de médio a longo prazo. E isso é tão grave que estamos vendo o aumento das taxas de suicídio no país”, conclui a psicóloga Bianca Reis.
Texto: Reinaldo Oliveira | Editado pela Tribuna do Recôncavo.
























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