O uso de inteligência artificial (IA) em conteúdos relacionados às eleições de 2026 chegou a quase um caso por hora durante o primeiro turno. Entre 16 de agosto e 28 de setembro, o projeto VigIA, da Agência Lupa, identificou 920 publicações produzidas ou alteradas com IA nas redes sociais.
Os conteúdos confirmados fazem parte de um universo de 1.941 publicações suspeitas coletadas pelo projeto. Entre os 920 casos, 554 (60%) foram classificados como deepfakes, com simulações da aparência, voz ou identidade de pessoas reais.
Outro dado apontado pelo levantamento é que 549 conteúdos, também 60% dos casos confirmados, não apresentavam indicação sobre o uso de inteligência artificial. Os demais 371 tinham algum tipo de sinalização.
A promoção de candidaturas foi a finalidade mais frequente, com 414 casos (45%). Outros 254 conteúdos (27,6%) foram classificados como humor ou sátira, enquanto 226 (24,6%) tinham como objetivo atacar pessoas ou candidaturas.
Facebook e Instagram concentraram a maior parte dos registros, com 559 e 365 ocorrências, respectivamente. Vídeos representaram 56,8% dos conteúdos identificados.
O levantamento também aponta que o uso de IA ocorreu tanto na disputa presidencial quanto em eleições para governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados.
As regras eleitorais para 2026 exigem identificação clara de conteúdos produzidos ou manipulados por IA e estabelecem restrições para o uso de deepfakes.
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo
Fonte: Avenida Comunicação















Foto: Icaro Tetê/ Vale Mais Noticias




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