Cinco detentos apontados pelas forças de segurança como líderes de organizações criminosas foram transferidos da Bahia para presídios federais de segurança máxima em Porto Velho, em Rondônia, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A ação envolveu a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Segundo a SSP-BA, os custodiados são investigados ou respondem por crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro e corrupção de menores. A transferência foi realizada com base na chamada Lei Antifacção e tem como objetivo, segundo o governo estadual, dificultar a atuação de lideranças criminosas a partir do sistema prisional.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, três dos presos têm ligação com uma organização criminosa do Rio de Janeiro e são apontados como envolvidos em tentativas de implantação, na Bahia, de estratégias de domínio territorial utilizadas por grupos criminosos no Sudeste.
Os outros dois detentos são relacionados a uma facção com origem em São Paulo e são investigados por participação no desvio de coletes balísticos pertencentes ao Exército Brasileiro.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou a atuação conjunta das instituições estaduais e federais na transferência e afirmou que as ações contra organizações criminosas continuarão no estado.
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo
Fonte: Bahia Notícias



















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