Três fiscais ambientais de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, foram afastados em uma operação contra um esquema de propina para licenças ambientais na Secretaria do Meio Ambiente do município, na manhã desta sexta-feira, dia 03. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a ação identificou indícios de prática de corrupção por dois ex-secretários municipais, além dos três servidores públicos que foram afastados. O município de Porto Seguro (BA) informou que está apurando as informações e vai se posicionar sobre o caso.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. Oito mandados de busca e apreensão também foram cumpridos, na operação batizada de Saneamento, na sede do município e no distrito de Arraial d’Ajuda. Segundo o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a fraude ocorreu no período de 2016 e 2017.As investigações apontaram o recebimento de vantagens indevidas para a concessão de licenças ambientais, além da implantação dessas licenças para a instalação de empreendimentos imobiliários na região. Uma das propinas chegou ao valor de R$ 60 mil.

O MP-BA detalhou ainda que o esquema foi denunciado por empresários da construção civil, que entregaram documentos que evidenciam a negociação irregular. O pagamento desses valores foi feito depois que os documentos foram concedidos. As buscas e apreensões foram cumpridas em endereços residenciais dos investigados e na sede da Secretaria de Meio Ambiente de Porto Seguro. Além do MP-BA também participam da operação a 5ª Promotoria de Justiça de Porto Seguro e as polícias Rodoviária Federal e Civil.

G1/ Bahia