A alta no preço do querosene de aviação, influenciada por conflitos no Oriente Médio, tem provocado uma redução significativa na malha aérea brasileira. Segundo levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Agência Nacional de Aviação Civil), o setor registrou o cancelamento de mais de 6,2 mil voos em maio deste ano, em comparação com a malha prevista pelas companhias aéreas.
De acordo com dados divulgados e repercutidos pela imprensa nacional, apenas em maio foram retirados 3.596 voos da programação e outros 2.675 já estão previstos para junho. Na Bahia, a retração chegou a 10,1%, com o corte de 362 voos no mês, impactando diretamente a conectividade aérea do estado e refletindo a dependência do setor em relação ao custo do combustível.
O querosene de aviação pode representar até 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, o que faz com que aumentos bruscos no preço levem à redução de rotas e frequências. Sem conseguir repassar integralmente os custos aos passageiros, as empresas acabam ajustando a malha aérea para equilibrar as contas, o que afeta diversas regiões do país.
















Imagem de Charles Echer por Pixabay


























































































