Pacientes fumantes submetidos à artroplastia primária de joelho, procedimento que substitui articulações desgastadas por próteses, têm cinco vezes mais chances de apresentar complicações no pós-operatório em comparação aos não fumantes. O dado é de uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), divulgada às vésperas do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio.
O estudo analisou mais de 600 pacientes atendidos no Centro de Cirurgia do Joelho do INTO e identificou alta incidência de tabagismo entre aqueles que precisaram ser reinternados em até 30 dias após a cirurgia. Entre as principais complicações observadas estão dificuldades na cicatrização da ferida operatória e infecções relacionadas à prótese. A pesquisa também apontou que a maioria dos pacientes tinha mais de 64 anos, sendo predominante o público feminino, além da presença de fatores como obesidade, hipertensão e diabetes.
Com base nos resultados, o INTO desenvolveu materiais educativos para orientar pacientes que aguardam a cirurgia sobre os riscos associados ao cigarro. A pesquisa segue em andamento e deverá resultar em uma calculadora de risco capaz de identificar fatores modificáveis, como tabagismo, obesidade e sedentarismo, contribuindo para a adoção de medidas preventivas e para a redução de complicações pós-operatórias.
Com informações do INTO.





















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