O emagrecimento depois dos 40 anos exige atenção não apenas ao número indicado pela balança, mas também à composição corporal. Durante a perda de peso, parte do que é eliminado pode ser massa magra, tornando importante adotar estratégias que ajudem a preservar a musculatura.
As chamadas canetas emagrecedoras, como semaglutida e tirzepatida, passaram a fazer parte do tratamento de algumas pessoas com obesidade. Quando há indicação médica, esses medicamentos podem ser utilizados dentro de um acompanhamento profissional. Nesse processo, porém, o controle da composição corporal também merece atenção.
Segundo o personal trainer Rairtoni Pereira, a pergunta não deve ser apenas quanto peso foi perdido, mas também quanto desse peso corresponde à redução de gordura e quanto representa perda de massa muscular.
O que acontece com a massa muscular após os 40?
Com o avanço da idade, ocorre uma redução gradual da massa muscular e da força. Esse processo pode afetar a capacidade de realizar atividades cotidianas e, ao longo dos anos, contribuir para a perda de funcionalidade.
Por isso, em um processo de emagrecimento, reduzir o excesso de gordura sem comprometer excessivamente a massa muscular é um dos cuidados importantes para a saúde e a capacidade física.
Um subestudo do ensaio clínico SURMOUNT-1 avaliou 160 participantes submetidos a exames de composição corporal no início do estudo e após 72 semanas. Entre os participantes tratados com tirzepatida, aproximadamente 74% do peso perdido correspondeu à massa de gordura e 26% à massa magra.
O dado não significa, por si só, que o medicamento provoque uma perda inadequada de músculo. Ele demonstra que a composição corporal também se altera durante o emagrecimento e que esse aspecto pode ser acompanhado ao longo do tratamento.
Por que a musculação é importante?
O treinamento de força pode ajudar na preservação da musculatura durante a perda de peso. A proposta não é apenas aumentar o gasto de energia durante o exercício, mas oferecer estímulo para manutenção da força e da capacidade funcional.
Preservar a massa muscular pode fazer diferença em atividades simples do cotidiano, como subir escadas, levantar-se de uma cadeira, carregar compras e manter uma rotina fisicamente ativa.
A combinação entre treinamento de força, alimentação adequada e ingestão suficiente de proteínas pode fazer parte de uma estratégia individualizada de emagrecimento. Sono, histórico de treinamento, idade e condições de saúde também devem ser considerados.
Emagrecer não é apenas perder peso
Depois dos 40 anos, o acompanhamento do emagrecimento pode ir além da balança. Reduzir a gordura corporal preservando força e massa muscular contribui para que a pessoa mantenha sua capacidade física durante e depois do processo.
As chamadas canetas emagrecedoras devem ser utilizadas somente quando houver indicação e acompanhamento de profissional habilitado. O treinamento físico e a alimentação também precisam ser adaptados às características e necessidades de cada pessoa.
“O melhor resultado é conseguir emagrecer sem abrir mão da força necessária para continuar vivendo bem”, destaca Rairtoni Pereira.
Rairtoni Pereira é personal trainer há mais de 10 anos e autor do livro “5 Atitudes para criar o hábito de se exercitar todos os dias”.
Fonte: Rairtoni Pereira / Vervi Assessoria. Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.




























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