Chegou na cidade de Porto Seguro (BA) nesta sexta-feira, dia 3, um carregamento com 40 mil doses de cloroquina enviado pelo Governo Federal, a pedido da médica Raissa Soares, a qual fez uma oração e agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro por ter atendido o seu pedido.

Raissa é médica clínica formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com 25 anos de atuação pelo SUS. Raissa, que participou da criação de protocolos para a dengue e a gripe H1N1, informa que, usar a cloroquina, seguindo o protocolo, no segundo dia dos sintomas da Covid-19, cura a doença.

“Se eu trato e eu vejo o meu doente melhorar, e as pessoas que estão sendo tratadas estão sendo curadas, recebendo alta e dando testemunhos, então, eu tenho convicção… Vários protocolos a nível de Brasil funcionam, as operadoras de planos de saúde já entenderam, o colapso do sistema acontece se você não trata, os leitos públicos vão ser esgotados porque não está tratando precoce. Então, a hidroxicloroquina é a nossa menina, é a rainha do jogo, é claro que preciso fazer outras drogas porque a doença pode evoluir com [infecção] pulmonar, mas se eu trato no segundo dia do sintoma, acaba a doença, a gente cura a doença”, disse.

Raissa Soares atende no Hospital Navegantes e Hospital Luís Eduardo Magalhães, ambos em Porto Seguro. Além dos pacientes de Porto Seguro, ela tem atendido pacientes de Eunápolis, Itagimirim, Itabela, Itapebi e de outras cidades.

“Essa medicação é para Porto Seguro e cidades da região para que ninguém precise vim a Porto Seguro para tratar”, disse Raissa.

O pedido da cloroquina ao presidente Jair Bolsonaro foi feito pela médica em um vídeo publicado nas redes sociais.

O Secretário Estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas afirmou que o Governo da Bahia não impedirá a distribuição do medicamento. “A responsabilidade é do ministério e dos médicos que prescreverem. Não está proibido o uso. Apenas não faz parte do nosso protocolo de dispensação”, afirmou Vilas-Boas.

Segundo a Agência de Saúde Pública do Canadá, a cloroquina e a hidroxicloroquina podem causar efeitos colaterais graves. Por este motivo estes medicamentos só devem ser utilizados sob a supervisão de um médico. Enquanto a Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) informou que esses medicamentos não podem ser utilizados fora dos hospitais ou dos ensaios clínicos, por conta dos transtornos no ritmo cardíaco que podem causar.

Fonte: Tribuna do Recôncavo