A Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) inaugurou na última quinta-feira, dia 13, a primeira unidade ecológica em Irará (BA), na Bacia do Jacuípe. Chamado de Econúcleo, a nova sede adota um modelo sustentável nas unidades que serão construídas no interior do estado. A unidade ganhou o nome de ‘Menina Jesus’ em homenagem à música do cantor e compositor Tom Zé, que é natural de Irará e aborda, em um dos trechos da música, o acesso a serviços essenciais. A instalação da unidade sustentável demorou apenas dois meses. O modelo foi inspirado na iniciativa da Defensoria do Maranhão.

Além da sede, a Defensoria levou para Irará a novidade que a população será atendida por uma conterrânea: a defensora pública, Lavínie Eloah Cerqueira Pinho, que atuará com o defensor Eduardo Herbert Lordão Souza. “Irará é e sempre será a minha lente de ver a vida. Retornar pra cá é aquele momento em que a vida diz que ‘viver é melhor que sonhar’”, contou, emocionada, a defensora pública, que lembrou de outras personalidades marcantes da cidade. “Teremos a responsabilidade de buscar efetivar os direitos de pessoas que, antes, por circunstâncias diversas, não tiveram acesso à justiça”, lembrou o defensor Eduardo Lordão.

Localizado em um terreno com 420m2 de área total, que foi doado pela Prefeitura de Irará, o Econúcleo da Defensoria é formado por quatro estruturas modulares, que tem entre os seus diferenciais as placas de energia solar, e conta com recepção, dois gabinetes, salas de triagem, apoio, Central de Mediação e Conciliação – CMC e Núcleo de Atendimento Psicossocial – NAP, sanitários e copa, além de ampla área verde e estacionamento. A sede dispõe, também, de recursos de acessibilidade, como rampa, piso e mapa táteis, sanitários adaptados para pessoas com deficiência e é a primeira do interior a ter sinalização em braille.

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