A cada hora surge um novo remédio para prevenir ou tratar Covid-19, levando a uma corrida às farmácias. No entanto, infectologistas ressaltam que não há comprovação científica de eficácia desses medicamentos. Portanto, seu uso é contraindicado.
Segundo recomendações de diversas organizações de saúde científicas, nacionais e internacionais, nenhum fármaco é aprovado para o tratamento ou prevenção por COVID-19.
“Todos estão em fase de estudo e não devem ser usados, já que, além de não serem comprovadamente eficazes, há o risco de efeitos colaterais”, explica a infectologista da S.O.S. Vida Monique Lírio.
Depois da Cloroquina e Hidroxicloroquina, atualmente o “novo salvador” é a Ivermectina. Por conta da correria às farmácias, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, em uma portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (23), que o remédio só pode ser vendido com receita médica enquanto durar a pandemia de Covid-19.
Publicações em redes sociais indicam que o medicamento, normalmente utilizado para combater verminoses, é capaz de prevenir ou abrandar os sintomas da Covid-19. No entanto, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) já emitiu parecer destacando que não existem evidências científicas de que quaisquer das medicações disponíveis no Brasil, tais como Ivermectina, cloroquina ou Hidroxicloroquina, isoladas ou associadamente, sejam capazes de evitar a instalação da doença em indivíduos não infectados.
O infectologista da S.O.S. Vida Matheus Todt explica que um estudo feito in vitro (fora do corpo humano) demonstrou que o remédio reduz a multiplicação do vírus, mas que a pesquisa ainda não foi realizada em humanos.
“Não há evidencia de que o que ocorre em laboratório seja reproduzido em humanos. Portanto, infelizmente a Ivermectina não é capaz de proteger o Coronavírus e esse uso, que vem sendo inclusive recomendado por alguns médicos, é inadequado”, explica.
Ele também pontua que há registro de diarreia por uso demasiado do medicamento, já que acaba limpando o organismo das bactérias e parasitas bons, levando ao mal-estar intestinal.
Outros remédios também já apareceram como potencial de curar, tratar ou prevenir a doença, como Azitromicina e Remdesivir, contudo os especialistas nacionais e internacionais são categóricos em afirmar que os estudos são preliminares ainda e não há comprovação da eficácia, por isso também não é recomendado o uso.
Apesar da ausência de medicamento específico para a doença, o infectologista Matheus Todt ressalta a importância do acesso a uma assistência adequada, já que 19% dos contaminados com o novo Coronavírus vão apresentar quadros graves ou críticos, precisando de atendimento hospitalar.
“Não é porque não tem medicamento que vamos deixar o paciente sem tratamento. Vamos oferecer suporte através de oxigenioterapia suplementar, ventilação mecânica ou uso de antibiótico caso seja necessário. Por isso, a importância de impedir que as pessoas adoeçam ao mesmo tempo, para que a rede de saúde seja capaz de oferecer essa assistência adequada”, pondera.
Para ele, a principal medida curativa, é na verdade preventiva: higienizar corretamente as mãos, limpar objetos e superfícies, evitar tocar o rosto, fazer isolamento social, usar máscara e manter a etiqueta respiratória. Essas ações são essenciais para controlar a contaminação em massa da população, principalmente porque não há previsão de vacina para a doença ainda esse ano.
Atualmente há mais de 140 vacinas registradas na Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo que 13 estão em fase clínica de testes em humanos, entre elas a vacina da Oxford.
“Temos perspectivas e pesquisas em andamento, mas com um longo caminho a ser percorrido. A eficácia depende de ajustes e testes e não há previsão de imunização em massa ainda esse ano”, afirma Monique Lírio.
Matéria: Paula Pitta/ At.com


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