Das 19 milhões de empresas em atividade, cerca de 14 milhões são de Microempreendedores Individuais

O Ministério da Economia, através da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, revelou que quase 70% das empresas ativas no país são Microempreendedores Individuais (MEIs). O boletim Mapa de Empresas aponta ainda que das 19 milhões de empresas em atividade no Brasil, cerca de 14 milhões estão registradas na categoria MEI.

O crescente número de aberturas de MEIs no país indica uma grande revolução econômica e social, com a reorganização da atividade econômica de produção, bens e serviços para o mercado. Seja com finalidade lucrativa ou através de cooperativas e associações, a independência conquistada por profissionais autônomos na gerência do seu próprio empreendimento impulsiona um cenário econômico diferente.

“A partir do momento que novos negócios são validados nas comunidades, por exemplo, essa renda começa a ser movimentada por esse grupo social menos favorecidos. Com planejamento e organização, os MEIs podem passar para uma Micro ou Pequena Empresa, e a movimentação de renda toma outra proporção, aumentando a relação comercial, estimulando trocas de produtos, bens e serviços”, aposta Cristiane Almeida, especialista em Gestão Empresarial e Planejamento Tributário.

Especialistas indicam que o aumento significativo do desemprego junto ao sonho de conquistar estabilidade econômica através do próprio negócio, podem ser os principais fatores que impulsionaram a abertura de novos negócios, sobretudo aqueles registrados na modalidade MEI – profissional autônomo que pode faturar até R$ 81 mil por ano, uma média de R$ 6.750 por mês.

“Além de se apresentar como uma nova possibilidade de renda fixa e de trabalhar com o que gosta, as necessidades que estavam invisíveis, sejam em fornecer um serviço ou produto, começaram a ser percebidas e aproveitadas por esses profissionais”, explica a co-fundadora da Brasis Contabilidade, Cristiane Almeida.

Sobre o MEI

O processo de registro do MEI é simples, gratuito e on-line, com os documentos básicos: dados pessoais (RG, CPF, título de eleitor), informações de endereço e verificar se a atividade a ser desenvolvida é permitida pelo Simples Nacional. Contudo, a abertura de um novo negócio requer uma série de cuidados e obrigações.

“Os principais pontos de atenção são: verificar as situações que permitem a abertura do MEI, conhecer as normas da prefeitura e adquirir autorização para emissão das notas fiscais. Além disso, é preciso estar atento à formalização com ressalvas, ou seja, a permissão para constituir, mas que requer atenção como, por exemplo, seguro-desemprego, auxílio doença, LOAS, entre outros benefícios sociais”, alerta Cristiane.

Outro importante ponto de alerta é a gestão contábil do negócio, apesar do MEI estar dispensado de fazer contabilidade como as grandes empresas, é necessário que o microempreendedor reúna e organize todas as informações fiscais. O serviço de contabilidade pode auxiliar no processo de levantamento da situação financeira, disponibilização de relatórios para utilizar nas ferramentas para formação de preço, maior controle financeiro, ponto de equilíbrio, margem de lucro, entre outras questões.

Por não terem conhecimento ou não se interessarem por essas obrigações contábeis, muitos microempreendedores individuais não conseguem ascender no mercado, em alguns casos, e são obrigados a fecharem os negócios. A indicação é procurar um contador ou consultor para manter os dados cadastrais atualizados e as informações essenciais organizadas.

“Registrar mensalmente o total das receitas, guardar as notas de compras e vendas, registrar, pagar a guia mensal, enviar a declaração anual. Planeje (defina como fazer as operações), separe as contas pessoais do negócio e identifique quanto precisa faturar para cobrir os gastos totais e ter lucro”, completa Cristiane.

Matéria: Laila Miranda | Assessoria CRIATIVOS