A assistência técnica extensão rural (ATER) associada à mecanização agrícola tem forte impacto na vida de agricultores e agricultoras familiares de comunidades Quilombolas como as dos municípios de Souto Soares e Morro do Chapéu (BA), localizados no território Chapada Diamantina.

Nessas comunidades, para atenuar os efeitos da compactação do solo e adequá-lo para o plantio, foi utilizada a tecnologia da subsolagem, um procedimento agrícola que promoveu a descompactação do solo e favoreceu o cultivo da mandioca, cultura tradicional na região. Todo o processo contou com a orientação de técnicos de ATER contratados pelo Governo do Estado, por meio do projeto Bahia Produtiva, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

A ampliação no cultivo da mandioca a partir da subsolagem favoreceu a comercialização dos derivados de mandioca da comunidade, assim como os investimentos do Governo do Estado na entrega de uma nova cozinha comunitária, com novos maquinários para a fabricação dos pães, bolos e biscoitos.

Queimada Nova

Na comunidade Queimada Nova, em Morro do Chapéu, além do subsolador, as orientações favoreceram a criação das galinhas caipiras. Uma das estratégias utilizadas foi o aproveitamento do terço superior e da raiz da mandioca para a utilização como ração nos galinheiros, construídos via Bahia Produtiva.

O Bahia Produtiva é um projeto executado pela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: SDR/CAR