Um (ou mais) sortudo brasileiro vai iniciar 2024 com a conta bancária bastante gorda: quem acertar as 6 dezenas da Mega-Sena da Virada vai levar para casa cerca de R$ 550 milhões de reais – valor estimado para o prêmio esse ano. Quem quiser fazer uma “fezinha” tem até as 17 horas do dia 31 de dezembro para realizar a aposta nas casas lotéricas por todo o País, ou ainda de forma online.
Segundo o professor e coordenador do Instituto de Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed Sameer El Khatib, o sonho de se tornar milionário é comum e pode ser impulsionado por diversos fatores, como a busca por segurança financeira, liberdade, status e a capacidade de realizar sonhos e ajudar outras pessoas.
“A literatura econômica aborda o comportamento humano em relação à riqueza e aos incentivos econômicos, mas as motivações individuais para buscar a riqueza são complexas e variadas. Muitos acreditam que a riqueza lhes trará felicidade e realização pessoal. Saindo da economia, a psicologia sugere que pessoas que sonham em ser ricas podem apresentar certas características de personalidade”, explica o professor universitário.
De acordo com um estudo publicado no British Journal of Psychology, pessoas ricas tendem a ser estáveis, flexíveis, capazes de tomar decisões independentes e mais focadas em si mesmas do que nos outros. Além disso, as pessoas podem empobrecer em termos de caráter, espírito, saúde mental e intelecto ao tentar ser ricas gastando excessivamente. Portanto, as aspirações de riqueza podem estar relacionadas a traços de personalidade, atitudes em relação ao dinheiro e motivações individuais.
QUANDO SURGIRAM AS LOTERIAS?
A loteria tem uma longa história no Brasil e no mundo. É um jogo que envolve o sorteio de números aleatórios para um prêmio, e sua história remonta a 100 a.C. na Roma Antiga e a períodos anteriores na China. Além de ser uma forma popular de entretenimento e arrecadação de fundos para causas sociais, esportivas e culturais, as loterias também têm sido usadas ao longo da história para financiar diversas iniciativas, como a manutenção de cidades, guerras e construções.
No mundo, as primeiras loterias oficiais foram registradas em países como Alemanha, Itália, França e Inglaterra, durante o século XVI, sendo a França o primeiro país a promover as loterias em 1538. A loteria mais antiga em atividade é a Loteria de Natal da Espanha, conhecida como El Gordo, que começou em 1812.
No Brasil, a primeira loteria registrada foi realizada em 1784, em Vila Rica (atual Ouro Preto), Minas Gerais, e o primeiro concurso ocorreu em 15 de setembro, no Rio de Janeiro, com um formato um pouco diferente do atual. Atualmente, no Brasil, existem 10 modalidades de loteria sorteadas semanalmente, incluindo a Mega-Sena, Lotofácil, Quina, entre outras.
“As loterias desempenham um papel importante na economia brasileira, contribuindo significativamente para a arrecadação de recursos para áreas como seguridade social, educação, cultura e esporte”, adiciona El Khatib.
O QUE FAZER COM O DINHEIRO?
Na opinião do professor da FECAP, o valor de R$ 550 milhões pode ser utilizado de diversas maneiras, como a compra de carros, apartamentos, viagens ou investimentos.
“Com esse valor, por exemplo, seria possível comprar uma grande quantidade de carros populares, adquirir vários apartamentos ou financiar inúmeras viagens ao redor do mundo. Além disso, o montante também poderia ser direcionado para investimentos em empreendimentos, ações, títulos ou outros ativos financeiros”, recomenda o docente.
Confira sugestões para aplicar o prêmio:
– 76 unidades do veículo de luxo McLaren Senna (superesportivo com motor 4.0 V8 biturbo de 800 cavalos, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 2,8 segundos, e chegar a uma velocidade máxima de 340 km/h), que teve apenas 500 unidades produzidas, colocando o modelo como o mais caro do Brasil;
– 5 mil exemplares de automóveis de R$ 100 mil cada (valor médio de um HB20 novo);
– 1.000 casas de R$ 500 mil;
– 32.258 Iphones 14 Pro Max, da Apple (vendidos a R$ 15,5 mil cada na versão mais completa);
– 78.124 aparelhos Galaxys Z Fold4 5G, da Samsung (comercializado a R$ 6,4 mil).
CHANCES DE GANHAR SÃO BAIXAS
O especialista alerta quanto às dicas para ganhar na loteria: é importante ressaltar que os jogos de azar são baseados na aleatoriedade e as chances reais de ganhar são geralmente muito baixas.
A probabilidade de ganhar na Mega-Sena com um jogo normal de seis números é de apenas uma em cada 50.063.860.
Algumas estatísticas interessantes sobre a Mega-Sena incluem:
Os números mais sorteados são 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50 e 51, cada um com uma chance de ocorrer de 0,0000001%.
A maior diferença entre as frequências de cada dezena é de 85 (307-222).
Embora a probabilidade de ganhar na Mega-Sena seja muito pequena, algumas pessoas ainda tentam o fazer. Para aumentar suas chances, o apostador pode participar de bolões, que são grupos de pessoas que compartilham um conjunto de números e, assim, aumentam as chances de acertar pelo menos algumas das dezenas sorteadas. No entanto, é importante lembrar que, mesmo participando de bolões, as chances de ganhar ainda são muito baixas.
“Não há estratégias garantidas para vencer na loteria, e é fundamental jogar de forma responsável, estabelecendo um orçamento mínimo que não impacte o orçamento do apostador. Vale ressaltar a importância do jogo responsável e do uso consciente dos recursos obtidos por meio de loterias, bem como a necessidade de políticas e ações para prevenir e tratar possíveis impactos negativos do jogo excessivo na sociedade”, finaliza.
O especialista: Ahmed Sameer El Khatib é doutor em Administração de Empresas, doutor em Educação, Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC/SP e graduado em Ciências Contábeis pela USP. Concluiu seu estágio pós-doutoral em Contabilidade na Universidade de São Paulo e em administração na UNICAMP. É professor e coordenador do Instituto de Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Fonte: FECAP.


Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil


Imagem de Clker-Free-Vector-Images por Pixabay 
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: André Fofano
Foto: Uanderson Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de fernando zhiminaicela por Pixabay
Video
Imagem ilustrativa de Free-Photos por Pixabay
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Imagem de ErikaWittlieb por Pixabay
Imagem de Jason Taix do Pixabay
Foto: Isabela Bugmann
Image by Dariusz Sankowski from Pixabay
Image by Devanath from Pixabay
Imagem ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Image by Adriano Gadini from Pixabay
PM
Image by mohamed Hassan from Pixabay
Video
Banjo de Rua | Foto Matheus Lopes
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Video
Imagem Ilustrativa de HeungSoon por Pixabay
Arquivo Pessoal
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Arquivo Pessoal
Imagem ilustrativa de KarriTsa por Pixabay
Imagem ilustrativa | Foto: Sumaia Villela/ Agência Brasil
Imagem ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de PublicDomainPictures de Pixabay
Arquivo Tribuna do Recôncavo / 2019
Imagem de Photo Mix por Pixabay
Imagem ilustrativa by PublicDomainPictures from Pixabay
Foto: André Fofano
Imagem de Patou Ricard por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Imagem ilustrativa de jessicauchoas por Pixabay
Image by Chokniti Khongchum from Pixabay
Imagem: WhatsApp Mídia Bahia
Imagem ilustrativa by Free-Photos from Pixabay
Arquivo Pessoal
Imagem de LuAnn Hunt do Pixabay
Foto: PM
Imagem de Gerd Altmann do Pixabay
Foto: Luciano Almeida
Imagem ilustrativa de Wokandapix por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Foto: Poliana Lima/ Polícia Civil
Editado | Crédito: José Cruz/ Agência Brasil
Foto: Edimar Mato Grosso - @axesuburbio
Imagem editada de Qui Nguyen Khac por Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Elói Corrêa/ GOV-BA
Imagem de Lisa Larsen por Pixabay
Foto: André Fofano
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Arquivo Pessoal
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Arquivo: Tribuna do Recôncavo
Imagem de ImageParty por Pixabay
Arquivo Pessoal
Foto: Meire Bitencourt
Imagem de congerdesign por Pixabay
Imagem Ilustrativa de Anemone123 por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Leitora do Tribuna do Recôncavo
Imagem ilustrativa | Foto: Alberto Maraux/ Ascom SSP
Imagem por Squirrel_photos de Pixabay
Reprodução
Foto: Hélio Alves/ tribuna do Recôncavo
Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil
Foto: Rebeca FalcÃo/ Seagri BA
Imagem de Oleg Mityukhin por Pixabay
Imagem de Steve Buissinne por Pixabay
Imagem Ilustrativa |Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo.
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
CEF de Amargosa | Crédito: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Image by Pexels from Pixabay
Imagem ilustrativa de Quang Nguyen vinh por Pixabay
Imagem de jacqueline macou de Pixabay
Imagem de JeppeSmedNielsen por Pixabay
Imagem ilustrativa by analogicus from Pixabay
Foto: Leopoldo Silva/ Agência Senado
Imagem de Sambeet D por Pixabay
Foto: Douglas Amaral
Foto: Alberto Maraux/ SSP
Foto: Isac Nóbrega/ PR
Video
Foto: Divulgação / PM-BA
Foto: Divulgação / PC-BA
Foto: Letícia Martins / EC Bahia
Image ilustrativa by Joshua Woroniecki from Pixabay
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
Foto: Reprodução