Na manhã desta última quinta-feira, 02/11, Dia de Finados, os familiares das vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho se reuniram dentro da Mina Córrego Feijão. No alto do mirante, onde é possível ver todo o campo por onde a lama de rejeitos passou em 25 de janeiro de 2019, foi realizada uma homenagem à memória das 272 pessoas que perderam a vida na tragédia-crime. A solenidade, exclusiva para os familiares, teve início no letreiro de Brumadinho, onde também foi feita uma oração, e seguiu para o local do colapso.
Ainda no letreiro, Kenya Lamounier, tesoureira da Avabrum, que perdeu o marido na tragédia, Adriano Lamounier, fez a abertura do ato: “Eles não estão mais na nossa presença, mas continuam no nosso legado de recordações, patrimônio vivo das nossas lembranças. Nós eternizamos a história da vida daqueles que amamos quando passamos para as gerações futuras acontecimentos e fatos ocorridos, e assim, perpetuamos a memória dos nossos, vencemos a morte”, afirmou Kenya.
Já dentro da mina, houve cânticos e orações, pedidos por justiça, encontro de Tiago Tadeu, Maria de Lurdes Bueno e Nathália Araújo (três vítimas ainda não localizadas), memória, direito dos familiares e não repetição do crime da Vale. No evento, ministraram a palavra o bispo Dom Joel e o pastor Walas Vieira, da igreja presbiteriana de Brumadinho.
“A gente vai porque tem que fazer, a gente vai porque é necessário cuidar dessa memória e não deixar que esqueçam. Eu não sei que papel Deus quer de mim nessa vida. Eu tenho perguntado muito isso para Deus. Você estar ali, naquele local, e saber que tantas pessoas foram mortas injustamente, e entre essas pessoas tem a minha filha. Muitas pessoas não conseguem fazer isso. E é por isso, que no ato que nós fazemos mensalmente, e nesses tipos de ações, a gente sempre traz uma pessoa de autoridade para falar de Deus, porque tem hora que nem mesmo nós sabemos como ficamos em pé”, apontou Maria Regina da Silva, mãe da técnica de manutenção Priscila Elen Silva, que morreu no rompimento.
Para Andresa Rodrigues, mãe de Bruno Rodrigues, também vítima da tragédia-crime, estar no epicentro do colapso é um mix de sensações. “Ao mesmo tempo que a gente se revolta, porque isso acompanha a gente já vai fazer 5 anos, revolta saber que a Vale levou menos de 1 minuto para matar, e lá se vão 5 anos de impunidade. A injustiça impera. Esse é um dos primeiros sentimentos que vem quando chego aqui. E, ao vivenciar esse momento com os familiares, a gente percebe nossa união e nossa força, e a certeza de que nós não desistiremos”, disse a presidente da AVABRUM (Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão-Brumadinho).
Já para a engenheira Josiane Melo, que perdeu a irmã Eliane Melo grávida de 5 meses no rompimento, olhar para o colapso é reviver memórias e revisitar sonhos que foram soterrados com a lama. Josiane também trabalhava dentro da mina, mas estava de férias quando aconteceu o rompimento.
“Eu me lembro de ter vivido momentos felizes com toda equipe que trabalhava aqui. 249 trabalhadores perderam suas vidas. Nessa imensidão de lama eu consigo ver muito sangue, muita dor, muito sofrimento. Já se passaram quase 5 anos e a impressão que eu tenho é a mesma: é como se fosse um cenário de guerra, que nós perdemos. Perdemos 272 joias. E eu lembro de todos os meus amigos que aqui trabalhavam, da alegria que era esse lugar, de quantos sonhos a gente tinha de crescimento, realização profissional, que foi tudo por lama abaixo por ganância, por causa de uma empresa que não colocou a vida antes do lucro”, disse Josiane.
Com risco de chuva, os todos participantes receberam uma sombrinha vermelha personalizada da AVABRUM, organizadora da ação, com a inscrição “272 joias presentes”, que é como os familiares chamam as vítimas fatais do desastre. Apesar do tempo nublado, o item foi usado para aliviar o sol que predominou na circunstância.
No final do ato, 272 balões foram soltos, sendo 269 pretos e 3 amarelos, simbolizando as vítimas ainda não encontradas. Além disso, rosas amarelas foram colocadas nos bancos de minérios, em frente às áreas de buscas.
ASCOM.


Foto: Yasmin Marques


Imagem de Clker-Free-Vector-Images por Pixabay 
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: André Fofano
Foto: Uanderson Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de fernando zhiminaicela por Pixabay
Video
Imagem ilustrativa de Free-Photos por Pixabay
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Imagem de ErikaWittlieb por Pixabay
Imagem de Jason Taix do Pixabay
Foto: Isabela Bugmann
Image by Dariusz Sankowski from Pixabay
Image by Devanath from Pixabay
Imagem ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Image by Adriano Gadini from Pixabay
PM
Image by mohamed Hassan from Pixabay
Video
Banjo de Rua | Foto Matheus Lopes
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Video
Imagem Ilustrativa de HeungSoon por Pixabay
Arquivo Pessoal
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Arquivo Pessoal
Imagem ilustrativa de KarriTsa por Pixabay
Imagem ilustrativa | Foto: Sumaia Villela/ Agência Brasil
Imagem ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de PublicDomainPictures de Pixabay
Arquivo Tribuna do Recôncavo / 2019
Imagem de Photo Mix por Pixabay
Imagem ilustrativa by PublicDomainPictures from Pixabay
Foto: André Fofano
Imagem de Patou Ricard por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Imagem ilustrativa de jessicauchoas por Pixabay
Image by Chokniti Khongchum from Pixabay
Imagem: WhatsApp Mídia Bahia
Imagem ilustrativa by Free-Photos from Pixabay
Arquivo Pessoal
Imagem de LuAnn Hunt do Pixabay
Foto: PM
Imagem de Gerd Altmann do Pixabay
Foto: Luciano Almeida
Imagem ilustrativa de Wokandapix por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Foto: Poliana Lima/ Polícia Civil
Editado | Crédito: José Cruz/ Agência Brasil
Foto: Edimar Mato Grosso - @axesuburbio
Imagem editada de Qui Nguyen Khac por Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Elói Corrêa/ GOV-BA
Imagem de Lisa Larsen por Pixabay
Foto: André Fofano
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Arquivo Pessoal
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Arquivo: Tribuna do Recôncavo
Imagem de ImageParty por Pixabay
Arquivo Pessoal
Foto: Meire Bitencourt
Imagem de congerdesign por Pixabay
Imagem Ilustrativa de Anemone123 por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Leitora do Tribuna do Recôncavo
Imagem ilustrativa | Foto: Alberto Maraux/ Ascom SSP
Imagem por Squirrel_photos de Pixabay
Reprodução
Foto: Hélio Alves/ tribuna do Recôncavo
Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil
Foto: Rebeca FalcÃo/ Seagri BA
Imagem de Oleg Mityukhin por Pixabay
Imagem de Steve Buissinne por Pixabay
Imagem Ilustrativa |Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo.
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
CEF de Amargosa | Crédito: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Image by Pexels from Pixabay
Imagem ilustrativa de Quang Nguyen vinh por Pixabay
Imagem de jacqueline macou de Pixabay
Imagem de JeppeSmedNielsen por Pixabay
Imagem ilustrativa by analogicus from Pixabay
Foto: Leopoldo Silva/ Agência Senado
Imagem de Sambeet D por Pixabay
Foto: Douglas Amaral
Foto: Alberto Maraux/ SSP
Foto: Isac Nóbrega/ PR
Video
Foto: Divulgação / PM-BA
Foto: Divulgação / PC-BA
Foto: Letícia Martins / EC Bahia
Image ilustrativa by Joshua Woroniecki from Pixabay
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
Foto: Reprodução