O eleitorado cristão está cada vez mais cobiçado pelos candidatos à Presidência. O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), e seus principais adversários, Luiz Inácio Lula Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), turbinaram citações a fé e a Deus na propaganda eleitoral na busca por votos de católicos e evangélicos.
Líder nas pesquisas de intenção de voto, o petista lançou um jingle que repete oito vezes, com variações, a frase “tenho fé e peço a Deus”. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi a última cena que apareceu antes de Lula surgir na tela e pedir que “Deus ilumine o Brasil”, na edição de estreia do horário eleitoral, em agosto. O movimento consolida uma tendência de 2018, quando a religião ganhou destaque na campanha.
A novidade pode ser explicada pela transição religiosa que acontece no Brasil, com o aumento de evangélicos e a diminuição de católicos. De acordo com a última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, dia 09, Lula é o candidato preferido por 54% dos católicos, contra 27% de Bolsonaro. Entre os evangélicos, o atual presidente tem folga: 51% dizem votar nele, e 28%, no petista.
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