Por Dr Lucas Bifano Mendes Brito – Psiquiatra
A mulher passa por diversas fases reprodutivas durante a vida, da infância até a idade adulta. Entretanto, nem todas sabem como funcionam esses ciclos. Confira a seguir como funcionam as fases da vida reprodutiva feminina e quais são as características de cada uma delas.
Menarca
A primeira menstruação (menarca) é o fim da infância (puberdade) e um dos períodos mais marcantes da vida reprodutiva feminina. Não existe uma idade fixa para que ela aconteça, mas varia dos 10 aos 15 anos. A menstruação dura em torno de 3 a 8 dias. Os ciclos podem ser irregulares no início, mas normalizam com o passar do tempo, após o amadurecimento do eixo hormonal.
Nessa fase, ocorrem inúmeras mudanças no corpo feminino, já que tem início a produção de hormônios pelos ovários (estrogênio e progesterona). Essas alterações podem ser visíveis ainda na puberdade: estirão de crescimento, aumento dos quadris, aparecimento de pelos pubianos e desenvolvimento das mamas.
Quais problemas da saúde mental as mulheres podem ter nessa fase da vida? Questões de gênero, sexualidade, insegurança sobre a vida adulta entre outras questões.
Menacme
É o período em que a mulher se encontra em idade fértil. Inicia-se com a puberdade e vai até a menopausa. Nessa fase da vida, a mulher pode ficar grávida e, quanto mais cedo, maior a chance de gravidez. O declínio da chance ocorre depois dos 35 anos de idade.
As mulheres nessa fase podem ter problemas com relação a cobranças da sociedade na questão da maternidade compulsória, outro fator nessa faixa de idade é a questão do ramo profissional.
Climatério
É o período de transição do período fértil para o período não reprodutivo. A primeira fase do climatério ocorre a partir dos 40 anos, quando o ciclo menstrual reduz, embora o fluxo possa ser abundante. A segunda fase ocorre por volta dos 50 anos; nessa etapa, o ciclo fica mais longo, e o fluxo, bem menor. É nessa fase que as ondas de calor e a irritabilidade começam a surgir.
Durante o climatério, a mulher também pode ganhar peso, por isso é importante manter hábitos saudáveis durante toda a vida para evitar ganhar muito peso nessa fase.
Todas essas mudanças ocorrem por causa do estrógeno. A produção desse hormônio pelos óvulos é drasticamente reduzida durante a fase de transição. A ausência do estrógeno é a responsável pelas ondas de calor, alteração da libido e perda de massa óssea, o que aumenta o risco de osteoporose.
Na fase do climatério, ocorrem ciclos menstruais irregulares, por isso existe uma pequena chance de engravidar. Para se ter uma ideia, até os 35 anos de idade, as chances de gravidez são de 85% por ano. Dos 40 aos 44 anos, quando tem início o climatério, esse índice pode cair para 10% a 15%.
Perimenopausa (45-50 anos)
Ocorre de 2 a 3 anos antes da última menstruação. Nessa fase surgem ondas de calor, transpiração intensa, dificuldade para dormir e irritabilidade. Nessas fases, várias mulheres, devido aos hormônios ficam depressivas, e outro fator que leva à essa doença é não se sentir produtiva.
Menopausa
A menopausa é outra importante fase na vida de uma mulher. Ela marca o fim da menstruação e da ovulação, portanto já não é possível engravidar naturalmente.
A menopausa é definida pela última menstruação e por isso é conhecida retrospectivamente, depois de 12 meses. Assim, é a última menstruação.
Pós-menopausa (48-65 anos)
Desencadeia alterações significativas no organismo da mulher, como perda da libido, maior propensão a infecções urinárias, aumento do risco de câncer de mama, osteoporose, doenças cardíacas e depressão.
Muitas mulheres optam pela reposição hormonal para suprir a falta do estrogênio e diminuir os efeitos dessa ausência brusca no corpo. Entretanto, é fundamental procurar a orientação de um ginecologista para verificar as melhores condições da terapia hormonal durante o climatério e a menopausa.
Sobre o autor
Dr Lucas Bifano Mendes Brito – Psiquiatra especializado em gestão e cuidados de medicina de família pela UFMG e Psiquiatria pelo instituto IPEMED Ciências Médicas. Com formação médica pela Faculdade de Medicina de Ipatinga (MG), tem vasta experiência quando o assunto é saúde pública e mental, tendo tido destaque em seu trabalho relacionado ao uso dos jogos eletrônicos e sua relação com a saúde mental. Desde então, trabalha no setor público como médico da família e psiquiatria no setor privado.
Atualmente, Dr Lucas Bifano faz parte do Grupo de estudos Lúdicos (vertente de estudos formada por grandes universidades brasileiras, como a USP), ao lado de grandes nomes nacionais do meio acadêmico, acompanhando diversos estudos e possíveis publicações para mestrado e doutorado.
Ele também já foi auditor da secretaria da saúde de Coronel Fabriciano (MG) até o ano passado, tendo atuado na linha de frente do combate ao COVID. É referência em seu município (Ipatinga) e região na promoção e prevenção da saúde. Ainda atua na rede pública de saúde no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ibiá (MG).
Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Matéria: Priscila Gomes/ Comuniquese1


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