Por Lerroy Tomaz – advogado
O ano de 2022 começa marcado pelo agravamento da pandemia da Covid-19, embalado pela variante ômicron, que reacendeu o alerta entre as autoridades responsáveis do Brasil. Na Bahia, o número de casos ativos registrados é o maior desde julho do ano passado, sendo que grande parte dos casos tem se dado entre aqueles que, de forma inacreditável, não completaram o esquema de vacinação.
Não bastasse o vírus e seus cúmplices, os antivacinas, as fortes chuvas que caíram no estado deixaram 27 mortos, 30.306 desabrigados e 62.156 desalojados. Apesar da trégua em solo baiano, as chuvas que caem em Minas Gerais estão elevando o nível do Rio São Francisco, ameaçando dezenas de cidades ribeirinhas da Bahia, a exemplo de Xique-Xique, que já decretou situação de emergência.
Essas são, resumidamente, as principais questões que se impõem no noticiário nacional e local no ano que acaba de começar. Entretanto, nos próximos meses, um novo componente deve ser inserido no cotidiano da população: as eleições gerais marcadas para o próximo dia 2 de outubro.
Na última semana, em entrevista a Mário Kértesz, na rádio Metrópole, Sergio Moro (Podemos), ex-juiz e pré-candidato à Presidência da República, disse que “debate com qualquer um, a qualquer momento”. Aproveitando o embalo, o também pré-candidato Ciro Gomes (PDT) reiterou o desafio feito anteriormente, convocando seu oponente para discutir questões sensíveis ao futuro do país.
Lamentavelmente, o convite não foi aceito e o enfrentamento de ideias entre os dois, por enquanto, não aconteceu. Perde o Brasil e perdem os brasileiros, pois, mais do que nunca, o debate é necessário para lançar luzes sobre os reais problemas nacionais, que precisam ser enfrentados com técnica, responsabilidade e preparo.
Independentemente das preferências político-partidárias de cada um, todos nós, eleitores, devemos conclamar ao debate aqueles que se colocam à disposição para um mandato a partir de janeiro de 2023. Através do confronto de ideias, opiniões e projetos, o povo brasileiro terá melhores condições de escolher aqueles que serão responsáveis pela condução dos destinos do país durante os próximos quatro anos (presidente, governadores, senadores e deputados).
Nas eleições de 2018, o então candidato e atual presidente Jair Bolsonaro (PL), vitimado por um inadmissível atentado durante a campanha, não pôde participar da grande maioria dos debates realizados entre os presidenciáveis. Talvez, se o presidente tivesse sido instigado por seus adversários a apresentar, ao vivo e sem edições, suas opiniões e projetos sobre determinados temas, o resultado das urnas tivesse sido diferente.
Independente do que passou, é hora de pensar no que virá, em quais respostas serão dadas às reais crises que afligem o povo brasileiro. Além da pandemia e dos desastres naturais, que são graves, outros problemas também precisam ser enfrentados pelos próximos mandatários: a retomada da economia, a geração de empregos, a redução das desigualdades, a melhoria da educação pública, etc.
Muitas são, em verdade, as pautas prioritárias do país, por isso o debate sério e aprofundado sobre esses assuntos é tão caro e importante nesse momento em que líderes eleitos democraticamente caem em descrédito perante a opinião pública pela inaptidão que demonstram. Embora o momento até peça a reedição pura e simples de um “mudar tudo isso que está aí”, é preciso um debate amplo e embasado para atenuar as contradições entre aquilo que se promete e o que realmente se pretende entregar.
Sem culto a personalidades ou paixões exacerbadas, o processo eleitoral requer sobriedade e densidade. As angústias da população brasileira precisam ser debatidas, no detalhe, para que os projetos (ou a ausência deles) possam ser conhecidos pelo eleitor, de modo que a escolha do voto seja a mais assertiva possível e o país reencontre o caminho do progresso.
Que a vontade de debater manifestada por Ciro sirva de inspiração aos demais pré-candidatos e que tenhamos todos, o mais rápido possível, a oportunidade de examinar criticamente os planos e pensamentos daqueles que pretendem se candidatar em 2022. Assim, certamente, a democracia, o Brasil e os futuros mandatários sairão fortalecidos do processo eleitoral, pois os votos não terão sido dados apenas aos candidatos, mas aos projetos representados por cada um deles.
Sobre o autor
Lerroy Tomaz é advogado, pós-graduado em Direito Público e sócio-fundador do escritório Tomaz, Queiroz & Ferreira Advocacia.
*Publicado originalmente na Página Revista


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