Dr. Alexandre Elias – neurocirurgião de coluna
São muitas as implicações das dores nas costas, especialmente quando se apresentam de forma crônica e causam afastamento das atividades de trabalho, de convívio social, dependência física e financeira. Com base em seu impacto na qualidade de vida, bem como no contexto econômico e social de forma global, as costas foram colocadas em foco na campanha mundial da International Association for the Study of Pain (IASP) em 2021.
Entidade que congrega profissionais de diversas especialidades em torno da dor nas mais diversas doenças, a IASP tem em sua campanha global a concentração de esforços para guiar médicos, cientistas e público leigo na compreensão da origem, consequências e tratamento do sintoma doloroso e distúrbios relacionados a ele, com o apoio de evidências científicas e da prestação de serviço de baixo custo.
Tendo como norte a dor nas costas, a ação deste ano soma iniciativas para que seja possível entender a natureza das disfunções da coluna vertebral e a efetividade dos tratamentos disponíveis em diferentes perfis populacionais, incluindo crianças e adultos mais velhos.
Segundo Dr. Alexandre Elias, mestre em neurocirurgia pela UNIFESP e com atuação em coluna vertebral há mais de 20 anos, os trabalhos buscam viabilizar ações e direcionar recursos úteis, práticos e relevantes para auxiliar a comunidade mundial na prevenção e tratamento da dor nas costas.
“São diversos aspectos e públicos de pacientes a serem contemplados, o que torna os serviços bastante abrangentes para o atendimento das necessidades que o tema pede”.
Outra frente de destaque é a de integrar o uso de ferramentas para direcionar cuidados centrados na pessoa e facilitar a produção de mais pesquisas, conteúdos educativos e gestão de saúde, necessários para reduzir os prejuízos globais da dor nas costas.
A predominância das dores nas costas
No último ano, o termo “dor nas costas” bateu recorde nas pesquisas do Google e esteve diretamente relacionado a termos que remetem à covid-19. Esse comportamento reflete algumas consequências da quarentena, como o aumento de sedentarismo e de atividades realizadas sem acompanhamento adequado, além de problemas com ergonomia provocados pelo home office e o abandono de tratamentos por parte de pacientes com patologias crônicas.
“Ao considerarmos que a dor nas costas já era apontada como a principal queixa de dor antes da pandemia, afetando 80% da população em algum momento da vida, temos na IASP um apoio ainda maior de frentes para seu controle”, relata Dr. Alexandre Elias.
Para quem sofre de doenças crônicas da coluna em toda a sua extensão, como hérnia de disco, artroses, espondilolistese, espondilite anquilosante, escoliose ou alteração da lordose normal, o acompanhamento deve ser contínuo a fim de que o quadro não evolua para crises recorrentes.
O melhor tratamento para a dor nas costas
Quanto antes a causa for identificada, mais chances o tratamento tem de ser eficaz e não demandar intervenções cirúrgicas.
“Somente uma pequena parcela de pessoas com dor e doenças da coluna irá ter uma indicação para cirurgia, que ocorre quando o tratamento clínico para a dor não surtiu efeito ou quando aparecem alterações neurológicas com consequências sérias, a exemplo de fraqueza nas pernas, braços ou dificuldade para urinar e evacuar”, adianta o especialista.
Neste sentido, as terapias de reabilitação como o RPG e pilates, bem como medicações orientadas pelo médico, são as primeiras linhas de condução do problema, somadas ao controle de peso corporal e atividades físicas regulares de baixo impacto.
Quando há a necessidade de cirurgias, elas se apresentam de forma cada vez menos invasivas: algumas são guiadas por videoendoscopia, com técnicas que atuam especificamente no sistema supressor da dor. Este exemplo é recomendado para casos em que a disfunção não tem cura, mas a crise dolorosa pode e dever ser aliviada.
É possível prevenir a dor nas costas?
“À parte das condições genéticas e dos processos degenerativos naturais do envelhecimento, é possível minimizar os impactos das disfunções e de algumas doenças, tanto pelo cultivo de bons hábitos de vida, a exemplo da alimentação saudável e da manutenção de um peso proporcional à estrutura do indivíduo. Para além disso, é importante ter um corpo ativo que seja orientado por práticas de alongamento e de fortalecimento muscular, com o objetivo de garantir a mobilidade e a sustentação do corpo, respectivamente”, finaliza o médico.
Para saber mais a respeito das doenças da coluna e seus tratamentos, o médico elaborou um guia que pode ser acessado neste link.
Sobre o autor
Com mais de 20 anos de experiência, Dr. Alexandre Elias é neurocirurgião de coluna com foco em cirurgia minimamente invasiva, especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), pela Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral (SBC), mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e research fellow em cirurgia da coluna vertebral na University of Arkansas for Medical Sciences (EUA).
Matéria: Alinny Martins/ Comuniquese1



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