Ex-presidente foi entrevistado por André Lajst, diretor-executivo da StandWithUs Brasil, em evento que discute as relações exteriores brasileiras com países do Oriente Médio.
“Não se pode usar um instrumento multilateral para colocar a culpa em um país. O Brasil tem que seguir um caminho de intransigência neste sentido”, afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, durante um webinar sobre “A política externa do Brasil para o Oriente Médio, continuidade e interrupções”, promovido pela StandWithUS Brasil, ONG dedicada a educar sobre Israel e Oriente Médio, combatendo extremismos e mitigando preconceitos.
A afirmação foi feita em resposta a André Lajst, cientista político e diretor executivo da organização, que lhe perguntou sobre seu posicionamento em relação a mais de 40 votos feitos por comissões da ONU pelo Brasil que sempre se posicionou contrariamente a Israel. André lembrou que o Conselho de Direitos Humanos da ONU é composto por diversos países não democráticos que são eleitos e reeleitos. O artigo 7 das sessões ordinárias do Conselho fala sobre violações israelenses contra os palestinos, porém Israel é o único país nominalmente mencionado, e não existe uma menção sequer ao Irã, que inclusive já presidiu a Comissão do Direito da Mulher, à Arábia Saudita ou à Síria, entre outros.
Fernando Henrique Cardoso disse que o Brasil tem uma vantagem estratégica de estar longe das regiões de conflitos, e de ser um país formado por grandes levas de imigrantes, e nesta grande diversidade as diferenças acabam desaparecendo. Segundo ele, a cultura brasileira, por sua origem judaica-cristã, tem uma afinidade muito maior com os valores de Israel do que com os valores da cultura árabe, apesar de ter uma população árabe muito maior que a judaica, mas todos têm que ser respeitados. “‘Um governo não pode se colocar contra um ou a favor de outro, tem que buscar a reconciliação, respeitando a diversidade’” ele disse.
Sobre a decisão de vários países mudarem suas embaixadas para Jerusalém, o ex-presidente disse que o país receptor que decide onde a embaixada deve estar. “No caso de escolher entre Tel Aviv e Jerusalém, é um absurdo ter preocupações dessa natureza. Acho que devemos ter uma relação aberta – quanto menos fronteiras entre o ser humano melhor.”
Cardoso recordou a grande influência de Israel quando ele, como ministro da fazenda durante o governo de Itamar Franco, formulou o Plano Real. “Usamos Israel como modelo, pois o país tinha passado pelo mesmo problema anos antes” ele disse, lembrando que economistas israelenses o ajudaram a formular o plano.
Ele também lembrou os momentos que passou com Shimon Peres, ex-presidente de Israel, por quem guarda grande admiração. “Ele tinha uma visão do mundo, era um humanista. Todas as vezes que estivemos juntos percebi que ele era um líder, uma pessoa que inspira. Poucas pessoas deixam uma marca na vida, e eu já tenho quase 90 anos. Quando a gente lembra com força e carinho de alguém, é que esse alguém te marcou. O Shimon Perez me marcou”, ele disse, comparando-o com outras pessoas que conheceu como Nelson Mandela e Bill Clinton.
O webinar pode ser visto na íntegra no play abaixo:
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