A Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária teve início neste mês de abril e permanece em curso até o próximo dia 17, Dia Internacional da Luta Camponesa, com atividades e ações simbólicas em todas as grandes regiões do Brasil, em torno da memória dos mártires da luta pela terra, no marco dos 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás.
Até esta quarta-feira (15), ocorreram mobilizações em 20 municípios, distribuídos em 13 estados e DF, mobilizando cerca de 16 mil militantes. A Jornada deste ano possui uma programação especial no Pará, local onde ocorreu o assassinato de 21 trabalhadores rurais Sem Terra no dia 17 de abril de 1996, mas se extende em todos os territórios organizados pelo conjunto da militância do MST.
Para Ayala Ferreira, da direção nacional do MST, o fato do Movimento estar mobilizado até hoje, três décadas após a tragédia, marchando, ocupando terras improdutivas e se mobilizando pelos mártires da luta pela terra, traduz o significado concreto de que a luta pela Reforma Agrária é tão necessária quanto no período do massacre. Atualmente, são cerca de 145 mil famílias acampadas no Brasil, desse total, 100 mil delas estão organizadas nas fileiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.





























Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
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