Dados do Ministério da Saúde, com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), mostram que o número de acidentes com escorpiões no Brasil cresceu 162,7% nos últimos 10 anos, saltando de 91.226 registros em 2016 para 239.673 ocorrências em 2025.
Embora o controle desse tipo de animal não esteja diretamente ligado à limpeza convencional, os hábitos domésticos têm papel importante na prevenção, isso porque escorpiões costumam se instalar em ambientes que oferecem abrigo e alimento fácil, especialmente insetos como baratas. Nesse cenário, a limpeza deixa de ser apenas uma questão de rotina e passa a ser uma aliada na redução de riscos, ao contribuir para um ambiente menos propício à presença desses animais.
‘Entre os principais cuidados estão a eliminação de resíduos orgânicos, a higienização frequente de ralos e áreas úmidas, além de evitar o acúmulo de materiais como papelão, madeira e entulho, que podem servir de esconderijo. Quintais e áreas externas também exigem atenção redobrada, mesmo quando aparentemente limpos’, explica Vanessa Moia Martins, especialista em limpeza da Ecoville. ‘A limpeza, por si só, não elimina o escorpião, mas reduz significativamente os fatores que favorecem sua presença. Quando você mantém a casa organizada, sem acúmulo de objetos e com controle de resíduos, automaticamente diminui a oferta de alimento e abrigo para esses animais’, completa.
Outro ponto importante é observar práticas comuns do dia a dia que podem passar despercebidas, como deixar lixo exposto, manter frestas abertas ou negligenciar a limpeza de locais pouco acessados, como atrás de móveis e depósitos. ‘É muito comum associar limpeza apenas ao que está visível, mas a prevenção passa justamente pelos pontos esquecidos da casa. Ralos, despensas, áreas externas e locais com pouca circulação precisam fazer parte da rotina, porque são ambientes onde tanto insetos quanto escorpiões podem se instalar’, explica a especialista da Ecoville.
Além da limpeza, Vanessa recomenda medidas complementares, como vedar frestas, instalar telas em ralos e manter atenção constante em áreas com histórico de aparecimento do animal. ‘A combinação de cuidados estruturais com bons hábitos domésticos é o caminho mais eficaz para reduzir riscos e proteger a família’, finaliza.
Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediato, especialmente em crianças e idosos, que são mais vulneráveis. Não é recomendado fazer torniquetes, cortes ou aplicar substâncias no local. Se possível, o animal pode ser capturado com segurança para identificação, mas sem atrasar a ida ao serviço de saúde.
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