Determinada na quarta-feira, dia 08, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, a alta da taxa Selic em 1,5 ponto foi considerada excessiva pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Em nota, o executivo destaca a queda no Produto Interno Bruto no segundo e no terceiro trimestre deste ano, que evidenciariam “o quadro adverso da atividade econômica”.

A seu ver, efeitos defasados do aumento da Selic em reuniões anteriores do Copom devem contribuir, nos próximos meses, para desestimular ainda mais o consumo e, por consequência, desacelerar a inflação.

“Dessa forma, um aumento menos intenso da Selic, em conjunto com as elevações anteriores, já seria mais que suficiente para levar a inflação até a meta, sem que o Banco Central aumentasse a probabilidade de recessão”, avalia Andrade. O dirigente ressalta que o sétimo aumento da taxa básica acontece “justamente em um momento em que muitas empresas ainda estão se recuperando”.

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