À medida que envelhecemos, incidentes como quedas podem se tornar frequentes causando lesões graves e muitas vezes irreversíveis. Isso acontece devido a diminuição de mobilidade, perda de equilíbrio, fraqueza muscular e ausência de atividades físicas. Segundo dados do SUS (Sistema Único de Saúde), nos últimos dez anos dobrou o número de atendimentos por queda de idosos no país. Em 2022 foram 33.544 resultando em 9.592 mortes, uma média de 26 óbitos por dia.
Para Eduardo Loureiro, enfermeiro e franqueado da Padrão Enfermagem, é preciso avaliar o ambiente que o idoso vive e prevenir. “Uma queda simples pode trazer danos permanentes, mas se moldar a casa que esse idoso vive pensando nas suas principais necessidades e independência, é possível evitar que tombos virem rotina”, comenta. O enfermeiro listou também algumas ações que podem facilitar no dia a dia, e evitar que acidentes graves aconteçam. São eles:
- Avaliar qual o grau de independência desse idoso. Ele pode ficar sozinho? Caso não seja 100% autossuficiente, em acordo com os familiares opte pela presença de um cuidador ou enfermeiro, esse profissional além de uma companhia constante poderá supervisionar a rotina diária do seu ente.
- Pisos escorregadios são verdadeiros inimigos da terceira idade, se não for possível substituir, invista em proteção antiderrapante.
- Evite o uso de tapetes, essas peças podem causar quedas pela sua elevação.
- Corrimão e barras de apoio são essenciais, além de permitir a locomoção dos idosos, transmite segurança .
- Trocar a escada por rampas proporciona deslocamento seguro e assim como uma boa iluminação.
Caso um idoso caia, o profissional ressalta, que é importante entender o momento e a gravidade para prestar o socorro adequado. “Alguns sinais como sangramento, dores intensas, perda de consciência, imobilidade, entre outros, já são um alerta que é preciso acionar o serviço emergência móvel ou SAMU através do telefone 192. Essas condições requerem avaliação médica” alerta.
As quedas são um desafio, e após uma intercorrência é possível que sejam desenvolvidas questões como medo, receio de voltar a andar, limitação das atividades físicas, depressão, entre outros. “É importante que a família esteja atenta a esses sinais de fragilidade e procure respaldo profissional”, finaliza.
Fonte: Padrão Enfermagem.


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