O Padre José Raimundo Galvão, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Santo Antônio de Jesus, participou neste domingo, dia 22, da Celebração Eucarística em Ação de Graças pelos 50 anos de ordenação sacerdotal do Bispo Emérito da Diocese de Amargosa, Dom João Nilton.

“É uma caminhada de lutas, vitórias e decepções. Então, o dia de hoje é como se fosse um coroamento de tudo isso que a gente vem caminhando juntos. Quando a gente ver o carinho do povo com Dom João Nilton e o carinho dele pelo povo a gente percebe que é uma coisa sólida, construída ao longo do tempo e que não reflete outra coisa que não seja a própria atitude de Jesus, que manda que o padre e o bispo sejam pastores a serviço das ovelhas”, disse.

Na oportunidade, José Raimundo falou sobre seu livro e CD em homenagem a Dulce dos Pobres, que falam sobre a espiritualidade de Irmã Dulce. Zé Raimundo, como é conhecido, falou que mais importante que os milagres de Dulce são as suas ações.

“A gente fica atrás de Irmã Dulce porque ela foi santificada, porque fez milagres. Vá fazer o que ela fez, porque fazer milagres não é acontecer o extraordinário não, milagre é ter o pão, corta no meio e dar a metade ao outro. Se pode fazer alguma coisa, faça, mas a gente fica querendo o extraordinário. Jesus dizia ‘quem acredita em mim faça o que eu fiz e faça bem maior do que o que eu fiz’, Jesus não deixou um hospital, uma padaria, uma creche, uma horta, Jesus não ia pela rua pedir esmola para dar ao povo, mas Irmã Dulce fez tudo isso”, disse.

Padre José Raimundo ainda disse que Irmã Dulce não gostaria das homenagens que estão fazendo pra ela, pois a mesma foi uma pessoa simples. “Dulce não fez nada demais, ela cumpriu a palavra de Jesus. Vá você e faça a mesma coisa!”, finalizou.

Reportagem e redação: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo