A Lei 8213/91, conhecida como a lei de cotas para deficientes, impõe às empresas que possuem em seu quadro de contratados mais de 100 funcionários, de que 2% do total de suas vagas sejam destinadas à deficientes. Parece simples, não é?  Mas acredite, é bem desafiador, desde o processo seletivo até a integração desse colaborador.

E foi com o objetivo de tratar deste tema, que o graduado em Ciências Sociais pela UFRB e usuário de Implante Coclear, Vagner Oliveira dos Santos, participou da reunião noite desta última segunda-feira, dia 18, no Espaço Empresarial de Santo Antônio de Jesus, localizado no prédio da Cofel. Vagner é filho do secretário da SMTT, Clóvis Ezequiel.

Para ele, a importância da diversidade e inclusão nas empresas não deve ficar atrelada apenas à legislação a ser cumprida em relação aos profissionais com deficiência, visto que a intenção de promover a inclusão social vai muito além de resolver apenas a obrigatoriedade.

Muitas empresas se deparam com esta necessidade de inclusão, que caso seja mal feita pode gerar uma exclusão maior ainda. A simples ação de colocar uma pessoa com deficiência em qualquer cargo e esperar que ela se adapte, além de desumano não é funcional.

SAJ: Integração de deficientes no mercado de trabalho é discutida no Espaço Empresarial - saj, noticias

Foto: Divulgação/ Espaço Empresarial

Durante o evento, foram feitos alguns questionamentos aos presentes, como:

O grupo onde o deficiente será incluído está preparado para lidar com esta circunstância?

O ambiente é adequado e está preparado (adaptado) para receber esse PCD (Pessoa com Deficiência)?

O deficiente sentirá que é parte integrante, útil e ativo no grupo?

Vagner levantou a reflexão de que se essas três premissas básicas não forem atendidas, as empresas só estarão cumprindo cotas. Mas o que a empresa ganharia fazendo diferente?

Com esses questionamentos, Vagner propôs formatar uma parceria com as Entidades Empresariais e interessados, para que estas discussões sejam levadas para dentro das empresas com o objetivo de preparar o setor de Recursos Humanos para receber essas pessoas, preparar a equipe de colaboradores, visto que além do ambiente de trabalho, todos conhecem uma PCD, seja familiar ou vizinhos, sendo assim, os desafios precisam ser superados.

Foi enfatizado ainda que empresas em outros estados são referência no que diz respeito ao investimento na promoção e inclusão de pessoas com deficiência, sendo exatamente esse ponto que ele almeja, que empresas Santo Antônio de Jesus se tornem destaques em inclusão e integração, servindo como exemplo para muitas outras.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: ASCOM – Espaço Empresarial