Aproximadamente metade dos imóveis brasileiros apresenta algum tipo de irregularidade documental, segundo dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A falta de escritura está entre os principais problemas e pode dificultar financiamentos, atrasar negociações e causar prejuízos para compradores e vendedores.
Diante desse cenário, contar com o acompanhamento de uma imobiliária deixou de ser apenas uma comodidade e passou a representar uma medida de segurança em uma das maiores transações financeiras realizadas por uma pessoa.
Para a especialista em mercado imobiliário Graciete Rabelo de Azevedo, a atuação da imobiliária vai muito além da aproximação entre comprador e vendedor. O trabalho envolve análise documental, negociação, orientação jurídica e acompanhamento das etapas até a conclusão do negócio.
“A imobiliária é muito mais do que um intermediário. Ela atua como parceira estratégica em todas as etapas da transação, desde a captação e divulgação do imóvel até a análise documental, assessoria jurídica e acompanhamento do registro em cartório”, afirma.
Negociar um imóvel sem orientação pode trazer riscos
Embora muitas pessoas optem pela negociação direta para tentar economizar a comissão, a especialista alerta que essa escolha pode gerar riscos elevados.
Entre os problemas mais comuns estão:
- documentação irregular;
- contratos sem segurança jurídica;
- imóveis com pendências;
- pagamento acima do valor de mercado;
- golpes e prejuízos financeiros.
“Negociar diretamente parece economizar a comissão, mas pode custar muito mais no final. Um problema documental ou jurídico pode comprometer todo o investimento”, alerta Graciete.
Questões relacionadas ao patrimônio imobiliário também exigem planejamento. O Tribuna do Recôncavo já destacou o aumento da procura por doações de imóveis por baianos diante de mudanças envolvendo o ITCMD e a Reforma Tributária. Leia também: Baianos antecipam doação de imóveis diante de possível aumento do ITCMD com a Reforma Tributária.
Análise documental garante mais segurança
Segundo Graciete Azevedo, uma negociação segura começa antes mesmo da divulgação do imóvel.
A imobiliária deve verificar documentos como matrícula do imóvel, certidões e possíveis restrições que possam impedir a venda.
“A segurança jurídica começa antes mesmo do imóvel ser anunciado. Uma boa imobiliária verifica a documentação, identifica possíveis problemas e acompanha a elaboração dos contratos”, explica.
Avaliação profissional ajuda a definir preço justo
Outro ponto fundamental é a avaliação correta do imóvel. Aspectos como localização, estado de conservação, infraestrutura da região, oferta e procura influenciam diretamente no valor de mercado.
Sem uma avaliação profissional, o vendedor pode anunciar por um preço acima da realidade e afastar compradores ou aceitar um valor abaixo do potencial do imóvel.
Para o comprador, a avaliação também evita o risco de pagar mais do que o imóvel realmente vale.
Experiência e tecnologia transformam o mercado imobiliário
A experiência dos profissionais do setor também contribui para negociações mais seguras.
Conhecer o histórico dos bairros, os valores praticados, os processos burocráticos e as tendências do mercado permite identificar oportunidades e evitar problemas.
A tecnologia também trouxe mudanças importantes para o setor, com recursos como assinatura eletrônica, visitas virtuais, sistemas de gestão e consultas documentais digitais.
“A tecnologia não substitui o relacionamento humano. Ela melhora os processos, aumenta a transparência e oferece ainda mais segurança”, destaca a especialista.
Orientação profissional evita prejuízos
Para quem pretende comprar ou vender um imóvel, a recomendação é buscar orientação desde o início da negociação.
“Um imóvel costuma ser o maior patrimônio financeiro de uma pessoa. A comissão da imobiliária deve ser vista como um investimento em segurança, tranquilidade e proteção patrimonial”, conclui Graciete.
A análise documental, a avaliação correta e o acompanhamento profissional são fatores que podem evitar transtornos e garantir uma negociação mais segura para todas as partes.

























Motocicleta Honda Pop 110 foi levada por dois homens armados na região da Piquiá, em Jiquiriçá.




















































































