O lateral-direito Danilo, que deve ser o titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do Catar 2022, destacou, nesta terça-feira (15), a força defensiva da equipe. O jogador concedeu entrevista coletiva após os trabalhos do dia no CT da Juventus, em Turim. Na visão do jogador, todo o sistema brasileiro funciona porque todos os integrantes estão dispostos a defender.

“A base deste grupo, desta preparação toda, desde a Copa de 2018 tem sido nossa capacidade de se manter sólido no plano defensivo e me incluo nesta parte. Defensivamente fazemos um trabalho muito bem feito e tem a ver com o quanto os atacantes trabalham. Eles defendem muito, cortam linha de passe, perdem e pressionam no mesmo momento. Isto deixa o Tite e a comissão à vontade, porque eles sabem o que precisa ser feito para jogarem juntos. Além de atacar, criar, é quando perder a bola, pressionar no mesmo momento”, avaliou.

Desde a chegada de Tite, em 2016, o Brasil sofreu 27 gols em 76 jogos – uma média de um a cada três partidas. Danilo comentou também sobre a falta de duelos contra seleções europeias durante o ciclo de preparação.

“Felizmente ou infelizmente somos sul-americanos, não temos a opção de participar das Eliminatórias Europeias (risos) e jogar contra os times europeus, que é o que todo mundo vem cobrando. Como a maioria dos jogadores vêm da Europa, já estão acostumados com a ideia, com o tipo de futebol. A necessidade de se jogar contra um time europeu na preparação não é tão importante. Vai da necessidade de jogar contra outros tipos de escola, mas por termos muitos jogadores na Europa há muitos anos, diminui muito a diferença. Claro que se o Brasil perder para uma equipe da Europa na Copa do Mundo, vai ficar à tona e é normal. Mas acho que a gente está mais que preparado para enfrentar qualquer equipe do mundo. Estamos muito bem preparados para encarar este tipo de seleção”, pontuou.

O Brasil segue em Turim até o próximo sábado (19), quando parte para o Catar. A estreia na Copa será no dia 24 de novembro, contra a Sérvia, às 16h (de Brasília), pelo Grupo G. Camarões e Suíça completam a chave.

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