Um dos municípios mais atingidos pelas chuvas no Extremo Sul baiano, Medeiros Neto, tenta voltar à normalidade. No entanto, ainda nesta terça-feira, dia 14, menos de 10% do comércio funciona. O prefeito Adalberto Pinto (Pros) informou que o trabalho tem sido feito na limpeza dos espaços. Com as chuvas da última semana, mercados, lojas, postos bancários e unidades de saúde não ficaram livres da água que invadiu os estabelecimentos. Conforme Beto Pinto, como o prefeito é conhecido, ainda não é possível estimar os prejuízos causados.

“Não tem como ainda. Tem gente que perdeu tudo e tem patrimônio de R$ 15 mil e tem outros com patrimônio de R$ 1 milhão, R$ 2 milhões”, relatou. O gestor declarou que os acontecimentos frustraram a expectativa de aumento das vendas no Natal. Em Medeiros Neto o funcionamento dos estabelecimentos está restrito quase a mercadinhos e um hospital da cidade. “Mercadoria ficou podre. Acabou tudo”, reforçou a queixa. Beto Pinto considerou que as chuvas fortes no estado de Minas Gerais – que faz divisa com a Bahia também por Medeiros Neto –  junto com a localização da sede do município, que fica em uma baixada, influenciou no alagamento.

“Teve muita chuva no município, algumas casas desabaram, mas era chuva que dava para suportar. Mas a questão é que os outros municípios que estão acima da gente, que tem muita barragem por conta das secas deles, só que essas barragens romperam e veio tudo em efeito dominó para nosso município”, disse. Beto Pinto disse que o governo do estado prometeu socorro aos comerciantes com uma linha de crédito especial.

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