As atividades dirigidas aos estudantes da rede estadual de ensino durante a 10ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), que aconteceu até este domingo, dia 6, em Cachoeira (BA), marcaram uma série de aprendizagens. Além de protagonizar diferentes atividades artísticas, literárias e culturais, eles também tiveram a oportunidade de trocar experiências com outros estudantes vindos em caravanas de diversos territórios da Bahia.

O secretário da Educação do Estado, Danilo de Melo Souza, fez uma avaliação do evento, do ponto de vista da aprendizagem. “Os estudantes vão levar como resultado dessa experiência na FLICA, principalmente, o gosto pela leitura, além das vivências, experiências com linguagens diversas aqui relatadas e a certeza de que, a medida em que a leitura se coloca como elemento central no processo formativo dos estudantes, a gente consegue avançar em termos de qualidade. E isso, também, faz parte desse universo mágico, com o domínio do código linguístico através da boa literatura”.

A estudante Thafiny Arruda, 15, 1º ano, Colégio Estadual Eliel Martins, de Sapeaçu, falou da sua experiência na FLICA e a bagagem de conhecimento que vai levar para a sua escola e cidade. “Muitos jovens não têm o costume de ler e a FLICA é importante para incentivar a leitura. Gosto muito de ler, tanto que já comprei gibis e um livro aqui na FLICA. Aqui, estou conhecendo novos gêneros literários que eu não tenho o hábito de ler, a exemplo do cordel, e isso está me estimulando ainda mais, pois eu queria muito conhecer textos e poemas de autores regionais e o evento me trouxe essa realização”.

Para o estudante Lucas Simões, 17, 3º ano, do Colégio Estadual Maria Isabel de Melo Góes, de Catu, que protagonizou junto com os seus colegas a dinâmica teatral “NUPEA: caminhos de resistência no CEMIMG”, se apresentar na FLICA marcou a sua vida. “Pude me sentir em um papel de destaque transmitindo conhecimento por meio de uma apresentação interativa, com a qual fomos muito bem correspondidos e sentimos que nosso público aprendeu e sentiu a importância dos vultos históricos da Bahia. Da mesma forma, absorvi conhecimentos diferentes, pois é um feira rica, na qual pude sentir de perto a grande importância histórica que a cidade carrega da melhor maneira possível através de excelentes trabalhos e do incentivo à leitura. Sinto que retornei para casa com um olhar diferente sobre o trabalho realizado e grato por conta da visibilidade e oportunidade dada a nós. Foi uma oportunidade incrível que nunca me esquecerei”, revelou.

ASCOM