Três jovens da comunidade quilombola do Cangula, localizada no distrito de Boa União, em Alagoinhas (BA), conquistam cinco medalhas no Mundial de Karatê IAKU, realizado na Argentina. Um dos destaques foi o atleta faixa preta Eric Vitor, 17 anos, que ganhou duas medalhas: uma de ouro na modalidade “Kumite” e outra de bronze, no “Kata”. O karateca Ruan Aquires, que é o mais novo do grupo, com 14 anos, trouxe também, para o Brasil, duas medalhas de bronze nas modalidades “Kata” e “Kumite”. Faixa verde, o atleta Brenno Venas, 17 anos, também conquistou a medalha de bronze no “Kumite”.

Os jovens – que retornam nesta terça-feira, 11, a Alagoinhas – fazem parte do Projeto de Karatê Comunitário do Cangula, que conta com o apoio do Bracell Social. Além da contribuição da Bracell, os jovens mobilizaram as famílias e a comunidade para arrecadar fundos e, juntos, viabilizaram a participação dos atletas na competição internacional, realizada nos dias 8 e 9 deste mês. Os baianos foram acompanhados pela comissão técnica formada por Orlando Filho, orientador da ação no Cangula, e Franciele da Silva. O projeto, sem fins lucrativos, beneficia cerca de 30 alunos, entre 7 e 30 anos, e acontece na sede da associação comunitária desde 2014.

Jades Macedo, presidente da Confederação Brasileira de Karatê Open (CBKO), que acompanhou os atletas baianos, agradeceu a Bracell por apoiar o projeto na comunidade. “Abraçar esses atletas do Cangula é dar uma oportunidade para que eles provem que, nas comunidades carentes, nos projetos sociais, existem atletas de alto rendimento. Eles representaram bem o projeto e a Bahia. Vocês estão de parabéns e continuem assim”, afirmou.

Milena Oliveira, analista de Responsabilidade Social da Bracell, destaca que, “para a empresa, é essencial apoiar iniciativas como esta, que contribui para que atletas como Eric, Ruan e Brenno possam mostrar o potencial do esporte desenvolvido numa comunidade quilombola para o mundo. Eles, que já participaram de outras competições nacionais, conquistando medalhas em Aracaju (SE) e em Alagoinhas, são referência para muitas outras crianças e jovens na Bahia e no Brasil”.

ASCOM