Uma das vítimas do acidente com o artefato explosivo de efeito sonoro, que ocorreu na manhã de sábado, dia 7, durante o desfile da Independência em Santo Antônio de Jesus, contou ao Tribuna do Recôncavo nesta segunda-feira, dia 9, como tudo aconteceu.

Iodete de Jesus Santos, técnica de laboratório do Hospital Luiz Argolo, falou que estava na Praça Padre Mateus assistindo o desfile com sua filha, Ingrid de Jesus Aragão, de 18 anos, quando por volta das 9 horas, após passar o pessoal do Tiro de Guerra e do Corpo de Bombeiros, no momento em que a Guarnição Rondesp Leste passava ela ouviu um barulho no chão, e em seguida um objeto foi rolando na direção das pessoas e explodiu próximo ao gradil.

Após a explosão algumas pessoas ficaram com o ouvido abafado e outras feridas. Mesmo estando com calça jeans Iodete sofreu escoriações na cocha esquerda – tipo queimadura e hematomas na cocha direita, também teve um pequeno corte na mão direita. Já sua filha Ingrid teve queimadura na perna esquerda.

Iodete foi socorrida por um ex-colega de trabalho, o estudante de medicina Wilson, que levou ela e sua filha até uma ambulância da prefeitura e pediu que deixasse as duas no Hospital Luiz Argolo, onde ambas foram atendidas.

Iodete lamentou a falta de apoio da Polícia Militar e do Município:

“Ninguém me procurou para saber como eu estava, só o vereador e médico Doutor Francisco, que estava no palco e viu toda situação, que veio aqui conversar comigo. Ninguém mais me procurou para saber se eu estava precisando de alguma coisa, ninguém me deu assistência nenhuma. Estou bem Graças a Deus e as minhas colegas do Luiz Argolo”, disse Iodete ressaltando que tem gastado com pomada, gazes, remédio e soro fisiológico.

A entrevistada concluiu dizendo:

“Eu sei que não foi de propósito, mas o pessoal da polícia deveria ter averiguado o artefato e analisado se o local era adequado para fazer aquela demonstração, já que eles disseram para a imprensa que o acidente aconteceu por conta de um desnível no asfalto. Outro detalhe, após a explosão do artefato eles seguiram o trajeto e só depois que voltaram para ver o que tinha acontecido”, concluiu.

Outras cinco pessoas atingidas pelo artefato foram socorridas para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus:

*Aurélio Bonfim Silva, 72 anos, residente em Salvador;

*Sifrônio José da Anunciação Filho, 48 anos, residente em Santo Antônio de Jesus;

*R.S.O.A., 7 anos, residente em Santo Antônio de Jesus;

*T.O.O., 7 anos, residente em Santo Antônio de Jesus; e,

*Railda Santos Freire, 50 anos, residente em Santo Antônio de Jesus.

Nossa redação não foi informada sobre o estado de saúde dos mesmos.

Fonte: Tribuna do Recôncavo

SAJ: Vítima de acidente com artefato durante desfile conta como tudo aconteceu - saj, noticias, destaque

Fotos da cocha e perna de Iodete e Ingrid | Divulgação

 

Na tarde desta última sexta-feira, dia 13 de setembro, Iodete informou ao Tribuna do Recôncavo que uma subcomandante do 14º Batalhão da Polícia Militar já entrou em contato com ela pedindo desculpas pelo ocorrido e se colocou a disposição para o que for necessário. 

 

NOTA DA PM EMITIDA APÓS O INCIDENTE, NA TARDE DE SÁBADO, DIA 7:

Em resposta à sociedade, quanto ao acidente com um artefato explosivo de efeito sonoro, ocorrido durante o Desfile do 7 de Setembro, o 14º Batalhão informa que não há pessoas feridas gravemente, que os feridos foram prontamente assistidos por policiais militares, pelo SAMU e por profissionais de saúde do município. Eles foram socorridos no local e no hospital de acordo com o tipo de lesão, todo o atendimento está sendo acompanhado pelo comando do Batalhão e prefeitura municipal, que prestam o apoio necessário às vítimas.

Do fato – Durante a exibição da Guarnição Rondesp Leste, foi lançado um artefato explosivo de efeito sonoro, que, em função do desnível da via, rolou do centro para a margem, na altura do gradil, onde explodiu e os estilhaços de borracha e plástico atingiram algumas pessoas causando ferimentos superficiais, uns com sangramento, outros com rubor e inchaço, mas nenhum com gravidade.

O uso de artefatos dessa natureza em desfiles cívico-militares é comum, feito com ambiente controlado e para propiciar uma boa demonstração ao público. Infelizmente, em função do quanto descrito, fatores indesejáveis desencadearam o acidente, que será apurado.

O Comando do 14º Batalhão de Polícia Militar lamenta o ocorrido e renova a disposição em estar sempre pronto para servir à população Santoantoniense.

POLÍCIA MILITAR DA BAHIA

COMANDO DE POLICIAMENTO DA REGIONAL LESTE- CPRL

14º BATALHÃO DE POLICIA MILITAR