Celebrado neste domingo, dia 2 de abril, o Dia Mundial da Conscientização do Autismo tem como objetivo esclarecer e propagar informações para a população sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo a Organização Mundial da Saúde, essa condição afeta uma em cada 100 crianças no mundo. Mas a incidência do autismo ainda gera divergência e discussões entre as entidades que estudam a fundo o tema. Um recente levantamento do Center of Diseases Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, mostra aumento na prevalência: uma em 36 crianças possui esse diagnóstico.
O TEA consiste em um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, alterações comportamentais, dificuldades na interação social, padrões de comportamentos repetitivos, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades e principalmente déficits na comunicação.
Segundo a coordenadora do Departamento de Foniatria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Dra. Mônica Elisabeth Simons Guerra, o atraso da fala é uma das principais características que atingem as pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
“As manifestações do autismo variam de pessoa para pessoa, mas os atrasos na fala e na comunicação social são comuns, podendo ser indicativos também de outros problemas, como distúrbios da audição, o que acaba levando à procura do médico otorrinolaringologista. Este é geralmente um dos primeiros sinais de alerta para o TEA, percebidos pela família”, comenta.
Após a pandemia da Covid-19, a atenção dos pais a esses comportamentos é fundamental, pois a forma como as crianças interagem com outras pessoas mudou drasticamente devido às escolas fechadas e às restrições de distanciamento social, causando menos oportunidades de integração e aprendizagem, impactando no desenvolvimento da fala, principalmente naquelas que já estavam apresentando sinais de atraso.
De acordo com a Dra. Mônica, as crianças com atrasos de fala e linguagem também costumam ser vistas no segundo ano ou no início do terceiro ano de vida e elas parecem estar se desenvolvendo normalmente, “mas não falam ou pronunciam poucas palavras, não combinam palavras para formar frases, parece que não ouvem ou que não entendem as ordens ou, ainda, falam muito enrolado e os estranhos não conseguem compreender o que está sendo dito”.
A ABORL-CCF reforça a importância da busca por um diagnóstico adequado para determinar a causa do atraso na fala e garantir que a criança receba o tratamento mais apropriado, o mais precocemente possível, identificando e avaliando, por exemplo, situações que comprometem o desenvolvimento de linguagem, como uma anomalia estrutural nos órgãos do sistema auditivo que pode impedir a audição, síndromes genéticas ou transtornos de desenvolvimento, como o TEA e o transtorno do desenvolvimento da linguagem.
Sinais de alerta
Segundo a médica foniatra, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e especialista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe), Dra. Trissia Vassoler, alguns dos indícios apresentados por pessoas com TEA são olhar vago, não responder quando chamado pelo nome, não balbuciar ou emitir som a partir do terceiro mês, ausência de sorriso social e postura antecipatória para serem segurados quando um adulto se aproxima. A lista de sinais ainda inclui não falar nenhuma palavra com 12-14 meses nem mostrar interesse em se comunicar, não compartilhar interesses, falta de expressão de atenção conjunta, vocalizações incomuns e movimentos repetitivos com o corpo ou objetos, rigidez de comportamento, fixação em movimentos ou interesses e falta da brincadeira lúdica.
Diagnósticos precisos de crianças com atrasos no desenvolvimento da comunicação podem levar a uma intervenção precoce de especialistas para designar terapias adequadas e, por isso, é essencial a atenção aos sinais que indicam a necessidade de uma avaliação mais ampla em crianças com atrasos de linguagem.
“O médico otorrinolaringologista pode contribuir com o diagnóstico e tratamento desta população, auxiliando em uma melhor qualidade de vida e impactando positivamente na sua interação social, por ser uma das primeiras especialidades a ser procurada para o diagnóstico diferencial com à surdez. A população tem que estar atenta para não banalizar o atraso e deve buscar a intervenção precoce. Mesmo que o diagnóstico ainda não esteja completamente fechado, a criança já deve iniciar terapia”, finaliza Trissia.
ASCOM


Imagem de Hatice EROL por Pixabay


Foto: Reprodução/ Vídeo 
Image by VSRao from Pixabay
Arquivo Pessoal
Imagem de Radoan Tanvir do Pixabay
Foto: Elaine Castro
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Reprodução/ Video
Foto: Internauta do Tribuna do Recôncavo
Arquivo Pessoal
Foto: Antonio Augusto/ Ascom/ TSE
Arquivo Pessoal
Imagem de Gerd Altmann do Pixabay
Imagem ilustrativa de Tumisu por Pixabay
Image by Wokandapix from Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de Mohamed Hassan do Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA
Foto: Djalma Ameida/ CPN
Imagem ilustrativa de Emslichter do Pixabay
Imagem de Cindy Parks do Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Vinícius Guimarães
Imagem de mohamed Hassan do Pixabay
Imagem ilustrativa de Wokandapix por Pixabay
Imagem de jessica45 por Pixabay
Foto: Letícia Oliveira
Imagem ilustrativa by analogicus from Pixabay
Imagem de mohamed Hassan por Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de Pexels por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem por Karolina Grabowska de Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Foto: PM
Imagem de Peter Kraayvanger por Pixabay
Imagem ilustrativa de Ivana Tomášková por Pixabay
Imagem ilustrativa de Pixelharvester por Pixabay
Foto: Tribuna do Recôncavo
Arquivo | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Imagem Ilustrativa de Free-Photos do Pixabay
Foto: Uanderson Alves/ Tribuna do Recôncavo
Arquivo Pessoal
Imagem Ilustrativa | Arquivo: Tribuna do Recôncavo
Imagem ilustrativa de KarriTsa por Pixabay
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Arquivo Pessoal
Imagem de Md Sabbir Hossain por Pixabay
Arquivo Pessoal
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Arquivo Pessoal
Imagem de Roman Grac por Pixabay
Arquivo Pessoal
Imagem Ilustrativa by Pexels from Pixabay
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ EBC/ FotosPúblicas
Arquivo Pessoal
Imagem Ilustrativa de Harald Landsrath do Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil
Imagem ilustrativa de mike1497 por Pixabay
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Arquivo Pessoal
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil 

Arquivo Pessoal
Imagem ilustrativa by PublicDomainPictures from Pixabay
Imagem de Alexa do Pixabay
Fotos e arte: Divulgação
Imagem de Céline Martin por Pixabay
Imagem de Vishnu R por Pixabay
Imagem de Darko Stojanovic de Pixabay
Imagem ilustrativa de Michal Křenovský por Pixabay
Imagem de congerdesign por Pixabay
Imagem ilustrativa de ktphotography por Pixabay
Imagem ilustrativa de Pexels do Pixabay
Imagem Ilustrativa de sungmin cho por Pixabay
Imagem de David Mark do Pixabay
Foto: Nice Santana
Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
Foto: Poliana Lima/ Ascom SSP
Arquivo Pessoal
Imagem por GiltonF do Pixabay
Crédito: @henriquesfilmss
Image by Devanath from Pixabay
Arquivo Pessoal
Foto: Reprodução/ Vídeo
Arquivo Pessoal
Foto: Luciano Almeida
Imagem Ilustrativa by Pexels from Pixabay
Arquivo Pessoal
Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay