O Brasil ultrapassou, pelo terceiro ano consecutivo, a marca de 2 mil acidentes de origem elétrica, reforçando o alerta para os riscos no uso da energia no dia a dia. De acordo com o Anuário de Acidentes de Origem Elétrica 2026 – ano base 2025, divulgado pela Abracopel, o país registrou 2.322 ocorrências no último ano, frente a 1.038 em 2013, início da série histórica. No mesmo período, o número de mortes também cresceu, passando de 631 para 725.
Grande parte dessas ocorrências está associada a situações do cotidiano, como intervenções próximas à rede elétrica, atividades da construção civil e uso inadequado de instalações. Os incêndios de origem elétrica lideram em número de registros, com 1.304 casos e 60 mortes. Já os choques elétricos apresentam o cenário mais crítico, com taxa de letalidade próxima de 70%, somando 646 mortes em 917 ocorrências.
Apesar dos avanços do setor elétrico nos últimos anos, os dados mostram que a maioria das ocorrências ainda está associada a comportamentos de risco evitáveis. Situações como intervenções próximas à rede elétrica, uso de instalações improvisadas e manuseio inadequado de equipamentos seguem entre as principais causas de acidentes no país.
Entre os cenários mais recorrentes estão atividades da construção civil, podas de árvores sem orientação técnica, instalação de antenas e o uso de ligações irregulares. Essas práticas aumentam significativamente o risco de choques elétricos e incêndios, além de comprometerem a segurança de quem executa o serviço e das pessoas ao redor.
Segundo José Firmo do Carmo Júnior, a informação ainda é a principal ferramenta para reduzir esses índices. ‘Grande parte dos acidentes elétricos ocorre em situações que poderiam ser evitadas com mais atenção e orientação. Por isso, reforçamos a importância de que qualquer intervenção próxima à rede elétrica seja realizada por profissionais qualificados e com o devido cuidado’, afirma.
O especialista destaca ainda que atitudes simples podem fazer a diferença, como manter distância da rede elétrica, evitar o uso de fios improvisados, não manusear equipamentos em condições inadequadas e nunca realizar ligações clandestinas. ‘A energia elétrica é essencial para o dia a dia, mas exige respeito. Construir uma cultura de uso seguro é um esforço coletivo que passa pela conscientização de toda a sociedade’, completa.
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