O ensino superior no Brasil é um tema complexo e controverso, que envolve diversos aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais. Ele é uma etapa da educação que pode abrir muitas portas para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes. Mas como funciona o ensino superior no Brasil? Quais são as modalidades, os tipos de cursos, as formas de ingresso e as principais características desse nível educacional? Neste artigo, vamos mostrar um panorama geral sobre a situação atual das universidades, faculdades e institutos brasileiros. Bem como os principais desafios e oportunidades que se apresentam para o futuro.
Panorama do ensino superior no Brasil
O Brasil possui atualmente 2.608 instituições de educação superior. Dessas, 2.306 são privadas e 302 públicas, segundo dados do Censo da Educação Superior de 2019. Essas IES oferecem mais de 38 mil cursos de graduação, nas modalidades presencial e a distância, para mais de 8 milhões de estudantes matriculados. A maioria dos alunos (75%) está nas instituições privadas, que também concentram a maior parte dos cursos (79%) e das vagas ofertadas (72%).
Instituições de Ensino Superior Públicas
As IES públicas são mantidas pelo governo federal, pelos estados ou pelos municípios, e geralmente têm maior prestígio acadêmico e científico do que as privadas. Elas são responsáveis por quase 90% da produção científica nacional e por mais de 60% dos programas de pós-graduação. Além disso, elas oferecem ensino gratuito ou com taxas simbólicas para os estudantes, que são selecionados por meio de vestibulares ou do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Instituições de Ensino Superior Privadas
As IES privadas são administradas por entidades particulares, com ou sem fins lucrativos, e dependem principalmente das mensalidades pagas pelos alunos para se manterem. Elas oferecem uma maior diversidade de cursos e modalidades de ensino, especialmente na área de humanas e negócios. E atendem a uma demanda crescente por formação superior no país. Muitos estudantes recorrem a programas governamentais de financiamento ou bolsas de estudo, como o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) ou o Programa Universidade para Todos (PROUNI), para ingressarem nas IES privadas.
Principais desafios do ensino superior no Brasil
O ensino superior no Brasil enfrenta vários problemas e desafios, que afetam tanto as IES públicas quanto as privadas. Entre eles, podemos destacar:
- baixa qualidade do ensino básico: compromete a formação dos estudantes que chegam ao ensino superior e aumenta as taxas de evasão e reprovação;
- falta de recursos financeiros e humanos para as IES públicas: dificulta a manutenção da infraestrutura, a contratação e valorização dos professores e servidores, a expansão da oferta de vagas e a realização de pesquisas;
- desregulamentação e mercantilização do ensino superior privado: favorece a criação de cursos de baixa qualidade, a precarização do trabalho docente, a concentração do mercado em poucos grupos empresariais e a exclusão dos estudantes mais pobres;
- desigualdade social e regional no acesso ao ensino superior: reflete as disparidades históricas entre as diferentes classes, raças, gêneros e regiões do país.
- falta de articulação entre o ensino superior e o mercado de trabalho: gera um descompasso entre as demandas sociais e econômicas e as competências dos profissionais formados.
Quais são as soluções para melhorar o ensino superior no Brasil?
Diante desse cenário, é preciso pensar em alternativas e soluções para melhorar o ensino superior no Brasil, tornando-o mais democrático, inclusivo, diverso, inovador e relevante.
Algumas possíveis propostas são:
- investir na melhoria da qualidade do ensino básico: fortalece a educação pública e garante uma formação integral e cidadã para todos os estudantes.
- ampliar o financiamento público para as IES públicas: valoriza o papel estratégico que elas desempenham na produção do conhecimento científico e tecnológico e na promoção do desenvolvimento social e cultural do país;
- regular e fiscalizar o ensino superior privado: estabelece critérios rigorosos de qualidade para os cursos ofertados, assegura direitos trabalhistas para os professores e servidores, incentiva a responsabilidade social das instituições e amplia as oportunidades de acesso para os estudantes de baixa renda.
- promover a democratização do ensino superior: amplia as políticas de ação afirmativa e de assistência estudantil, diversifica as modalidades e os currículos dos cursos, estimula a participação dos estudantes nas instâncias de gestão e decisão das IES e fomenta a integração entre as diferentes áreas do conhecimento;
- estimular a articulação entre o ensino superior e o mercado de trabalho: aproxima as IES das demandas e necessidades da sociedade, incentiva a formação continuada e a educação ao longo da vida, estimula o empreendedorismo e a inovação e valoriza as diferentes profissões e carreiras, bem como a administração, crédito educacional e pagamento do crédito educacional.
O ensino superior no Brasil é um campo rico e desafiador, que requer um olhar crítico e propositivo de todos os envolvidos. Sendo eles, os estudantes, professores, gestores, pesquisadores, trabalhadores, empresários, governantes e sociedade civil. Somente assim poderemos construir um ensino superior de qualidade, que contribua para o desenvolvimento do país e para a realização dos sonhos e projetos de vida de milhões de brasileiros.
Texto: Paula Moraes -Redatora Freelancer




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