O Carnaval reúne fatores que elevam a exposição de celulares a furtos e roubos, como grandes aglomerações, distração e uso intenso do aparelho ao longo do dia e da noite. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram que, entre 28 de fevereiro e 4 de março de 2025, foram registrados 3.678 furtos e roubos de celulares no estado, evidenciando a vulnerabilidade dos foliões em ambientes de grande circulação.
Mesmo com ações de segurança pública que contribuíram para reduções pontuais em algumas regiões, grandes eventos seguem concentrando ocorrências desse tipo. Informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que os furtos de celulares acontecem com maior frequência aos finais de semana e em locais de grande fluxo de pessoas, cenário típico do período carnavalesco.
Esse contexto também se reflete no mercado de seguros. Segundo dados da Zurich Seguros, líder em proteção para celulares no Brasil, o período entre o Carnaval e o pós-Carnaval está entre os mais críticos em termos de sinistralidade: o intervalo tem o maior índice de acionamento do seguro do ano, com crescimento de 20% comparado a média dos demais meses, tendo como base o ano de 2025. E por isso, a proteção do seguro celular é fundamental.
Dados históricos acompanhados pela seguradora indicam ainda uma mudança no perfil dos sinistros ao longo dos últimos anos. Os furtos passaram a representar a maior parte das ocorrências registradas, superando outros tipos de danos. “Em 2018 os registros de furtos representavam 43,7% do total de casos notificados. Já em 2023 e em 2024, essa proporção foi, respectivamente, de 53% e 56%”, complementa o executivo. Isso indica que a atenção dos foliões deve ser redobrada.
Além da perda do aparelho em si, o impacto tende a ser ampliado pela dependência crescente do smartphone no dia a dia. É de conhecimento público que uma parcela significativa da população utiliza o celular como ferramenta de trabalho, especialmente em atividades ligadas à economia informal, o que faz com que a perda do dispositivo represente não apenas um transtorno, mas também impacto direto na renda.
Durante o Carnaval, esse risco é potencializado pelo uso intensivo de meios de pagamento digitais. O Pix está entre os meios de pagamento utilizados durante a folia, o que reforça a importância da proteção de um dispositivo que concentra dados sensíveis e acesso a recursos financeiros.
Imprensa Zurich.


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