A balança comercial brasileira fechou junho com um saldo de US$ 8,8 bilhões, US$ 1,6 bilhão e menos do que no mesmo período de 2021. Com isso, o primeiro semestre encerrou com um positivo de US$ 34,3 bilhões – US$ 2,7 bilhões a menos do que o montante de US$ 37 bilhões registrados no ano passado. Os números foram divulgados pelo FGV Ibre nesta sexta-feira, dia 15.
De acordo com este instituto, no comparativo dos intervalos entre janeiro e junho, as exportações avançaram 20,5% este ano, mas as compras do interior cresceram mais (30,9%). Nos dois casos, o aumento foi puxado pelo aumento de valores. Em volume, as vendas ao exterior cresceram 0,2%, enquanto as importações tiveram recuo de 1,9%. “Os preços exportados cresceram 20,2% e os das importações, 33,1%”, ressaltou o Ibre, em nota.
As exportações de commodities, que, em junho, explicaram 69% do total exportado pelo Brasil, recuou 6,2%, em relação ao volume, e registrou aumento de preços de 15,9%. As importações brasileiras estão concentradas em não commodities — 89,7% do total das compras externas do Brasil, no primeiro semestre de 2022. O aumento, em valor, desse agregado foi de 27,3%, na comparação entre os primeiros semestres de 2021 e 2022.
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